3 de março de 2020

Braga, uma Cidade Culturalmente Feliz


Braga, uma cidade culturalmente Feliz

Sendo Braga considerada a urbe mais feliz de Portugal, achamos que deveríamos refletir um pouco sobre a nossa cidade. Afinal… o que é Braga? Quem é Braga? São questões que todos nós devemos refletir e até ousar responder. 

Consideramos que somos uma cidade culturalmente ativa e que se orgulha de envolver cidadãos e entidades na sua vida cultural. Reconhecemos que ainda muito podemos crescer e melhorar, mas temos já uma cultura transversal para todos os gostos e, admitindo que nem sempre o fazemos, vamos cada vez mais valorizando o nosso património. 

Nos dias de hoje, é quase impossível discutir o espaço cultural do concelho de Braga sem referir o “programa” Braga Cultura 2030. Recentemente apresentado, este programa de valorização cultural assenta na premissa da cultura inclusiva, eclética, democrática, de todos e para todos. Aquando do anúncio da apresentação da estratégia cultural para uma década (sim, dez anos de intensa atividade cultural), algumas vozes criticaram o facto de a apresentação vir a acontecer numa antiga escola localizada numa freguesia periférica. 

Ora, que melhor sinal a dar à comunidade senão descentralizar esta ação? A cultura é a identidade de um povo e a “nossa cultura” não se faz somente no centro urbano. Democratizar o acesso às iniciativas culturais e apostar na capacitação de novos agentes e na formação de públicos, envolvendo todos estes atores numa estratégia é, no mínimo, arrojado. Por isso,admitimos ter grandes expectativas para este desafio,liderado pelo Município de Braga e pelo Theatro Circo. A Estratégia Cultural de Braga 2020-2030 admite que “identifica a cultura como um dos pilares de desenvolvimento sustentável de uma cidade”, o que nos leva a acreditar que, com o início desta nova década, a vida cultural da cidade levará um grande impulso,tornando-se ainda mais rica e participativa. Através do sitewww.bragacultura2030.pt, todos os bracarenses sãoconvidados a participar na apresentação do programa, que garantem não estar fechado, pois deverá ser preenchidopelas sugestões de todos os cidadãos. 

O facto de este projeto ter sido apresentado na Escola de Oliveira (São Pedro) mostra-nos que ele irá influenciar toda a região. É louvável a descentralização dos eventos da cidade, pois Braga vai muito além do seu centro histórico. Aliás, muitos dos nossos marcos históricos ancestrais residem precisamente nas freguesias com cariz mais ruralizado, por isso, o público urbano hoje surpreende-se com as recriações etnográficas dos Grupos de Folclore, quando “Botam as Almas”, simulam “as Vindimas”, o “Lavar da roupa” e até o “malhar o centeio”. Mas é também necessário promover o intercâmbio cultural, levando às periferias as manifestações culturais da arte contemporânea. Como não lembrar o relevante papel da Galeria Mário Sequeira, em Tibães? É esta troca de experiências que nos torna mais ricos enquanto sociedade.

Estamos expectantes com o desenvolvimento da Estratégia Cultural Braga 2020-2030. Pensamos nós que a marca desta estratégia é deixar de pensar, de forma avulsa, os eventos e planear com as pessoas e com as entidades uma estruturação cultural que capitalizará o nosso concelho como exemplo para outras regiões. O facto de sermos a capital do Eixo Atlântico, ao qual pertencemos desde 1992e de termos o projeto Braga Cultura 2020-2030 poderá ser uma alavanca para nos prepararmos e termos uma boa candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2027. 

Braga já deu provas de que pode ter uma elevada adesão aos eventos culturais, e esta estratégia pode ser a aposta encorpada na formação de públicos. Com o passar dos anos, as portas do Theatro Circo foram abertas à cidade e hoje são muitos os bracarenses que visitam aquele espaço com maior regularidade. Para ajudar a perceber melhor a vida cultural da cidade, poderá dar o seu testemunho no projeto bragacultura2030 entrando no site e preenchendo o questionário “Que cidade é esta?”. Nós já o fizemos erecomendamos que o faça com tempo, pois o questionário dá espaço para a reflexão. Este questionário é mais uma prova dada de que o projeto Braga Cultura 2030 pretende incluir os cidadãos. 

A JovemCoop estará disponível para abraçar todos os desafios que poderão surgir ao longo desta década, mas,acima de tudo, estaremos sempre prontos para refletir sobre a nossa cidade, pois só assim poderemos melhorar. Consideramos que somos uma cidade culturalmente feliz, pois temos uma existência repleta de eventos. Agora deixamos as questões do seu lado e desafiamo-lo a responder: Caro leitor, tem uma vida culturalmente feliz? Participa, efetivamente, em todas as atividades que gostaria? 

Dê uma vista de olhos pela Braga Cultural, aproveite para entrar no espírito que tanto caracteriza a nossa cidade e deixe-se levar pelas comemorações da Páscoa que estão aí a chegar.

6 de fevereiro de 2020

Apaixone-se pelas Sete Fontes - 5ª edição


"Só amamos aquilo que conhecemos" é o mote que leva a JovemCoop e a Junta de Freguesia de S. Victor a realizarem a 5ª edição da atividade "Apaixone-se pelas Sete Fontes". A visita terá início no sábado dia 15 de Fevereiro, pelas 9h30 junto ao Cemitério Monte D'Arcos.  Aceite o nosso desafio e traga um amigo também.A visita ao Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes inclui a entrada nas galerias, por esse motivo aconselhamos a utilização de lanternas e calçado impermeável.Deixe-se apaixonar...

4 de fevereiro de 2020

Crónica "Voltamo-nos a apaixonar?"


Voltamo-nos a apaixonar?

Como já vem sendo hábito, a JovemCoop realiza, no próximo dia 15 de fevereiro, a 5ª edição da atividade “Apaixone-se pelas Sete Fontes”.

Esta atividade surge da nossa máxima de que “só amamos aquilo que conhecemos”, pois é impossível protegermos ou estarmos sensibilizados em relação a algo que não nos é familiar. Deste modo, aproveitamos a celebração do Dia dos Namorados e convidamos todos os bracarenses a abrirem o coração e virem conhecer um dos mais belos Monumentos Nacionais da cidade. Assim, como opção para evitar os programas comerciais que estão cada vez mais presentes nestes dias, sugerimos um programa cultural que incluí uma leve caminhada por aquele que é um dos pulmões da cidade. Para participar basta aparecer no Largo Monte D’Arcos, às 10h e trazer consigo uma lanterna, calçado adequado à caminhada e boa disposição. Abra o coração e venha apaixonar-se pelo local onde esperamos, em breve, ver o Parque da Cidade de Braga.

Não é segredo para ninguém que a JovemCoop é uma das associações que mais ambiciona ver o Parque da Cidade naquele local, dando ao Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes o reconhecimento merecido e a dignidade necessária.

No próximo dia 8 de fevereiro, a Câmara Municipal de Braga irá organizar a “Apresentação e Discussão Pública de Projeto do Parque das Sete Fontes e Plano de Urbanização”, no Museu D. Diogo de Sousa, pelas 9h30. Apesar de termos vindo a ser convocados para algumas reuniões de trabalho com a CMB, para abordarmos o estado deste projeto, participámos, em cada uma dessas reuniões, com elevada expectativa e dia 8 não será exceção.

Reconhecemos a complexidade que este projeto tem, principalmente porque a CMB não seria a proprietária dos terrenos, contudo acreditamos, também, que é necessário que comecem a apresentar algo palpável. A cidade necessita de um Parque Verde com alguma brevidade para que criar zonas de descompressão e o Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes, Monumento Nacional desde 2011, merece, sem dúvida, um maior reconhecimento por parte do nosso município. Já são muitos anos a utilizar este assunto como bandeira eleitoral, está mais do que na hora do Parque da cidade começar a deixar o formato de vídeo e começar a ser um projeto tridimensional em Braga.

Sabemos que com tramitações legais, nem sempre depende da CMB o desenvolvimento executório do projeto, e que o Município tem vindo a realizar reuniões com alguns proprietários; porém consideramos que é preciso uma maior celeridade em todo o processo. Por esse motivo, no dia 8 de Fevereiro, estaremos presentes na apresentação que a CMB está a organizar e iremos com a expectativa do firmar de compromissos entre os agentes autárquicos e a população. São já muitas as visitas realizadas ao local, e em todas elas pedimos aos visitantes para, durante o percurso, imaginarem o Parque Verde que será lá “construído”. Por esse motivo, achamos que todos aqueles que veem nas Sete Fontes um parque verde, devem ir à apresentação pública, para que possam ver quais os planos da CMB para aquele local e, caso seja pertinente, fazerem até alguma sugestão de melhoria do projeto. Afinal, as Sete Fontes são a prova viva de que a população consegue mudar o destino da cidade, necessitando de se expressar e nunca baixar os braços.

Gostaríamos de contar com a sua presença no dia 15 de fevereiro, com a certeza de que ficará apaixonado pelas Sete Fontes da mesma forma como nós somos uns eternos apaixonados por este monumento. Quanto às expectativas? Quem sabe no próximo ano, com as comemorações dos 10 anos da Classificação das Sete Fontes, estas já tenham na sua envolvente uma parte do Parque da Cidade.

7 de janeiro de 2020

Crónica "Um ano Cooperante"



Um ano Cooperante

Entramos no ano que agora se inicia não pelo pé direito, mas sim com os dois pés, ambicionando que este seja o início de uma década repleta de vida! Com a chegada do novo ano, decidimos refletir não sobre os nossos desejos, mas antes sobre tudo aquilo que fizemos, aquilo que realmente somos.
Ligada à Cooperativa dos Novos Pioneiros, em Agosto de 1979 nasceu a Associação Jovem Coop Natureza/Cultura, uma associação criada com base num intercâmbio que levaria cerca de dez jovens bracarenses até Malvern – Worcestershire, Inglaterra. Como associação estreante em intercâmbios, os anos que se seguiram tiveram sempre um grande foco nestas atividades internacionais, levando assim o nome de Braga pelo mundo e, ao mesmo tempo, recebendo representantes de todo o mundo em Braga.
Com o passar dos anos e sobre o mote “As coisas só têm sentido se dermos sentido às coisas” a associação foi percebendo que não adiantava simplesmente conhecer o mundo e não conhecer a sua própria região, começando assim a investir mais em Braga e nos bracarenses. Este período coincide com o desaparecimento da Cooperativa Novos Pioneiros e com a designação oficial de Jovem Cooperante Natureza/Cultura. Surgiram então as atividades mais ligadas à natureza, como os acampamentos e as caminhadas no Gerês.
Mais recentemente, percebemos que já íamos conhecendo tão bem a nossa cidade que tinha chegado a altura de fazer mais por Braga. Deste modo, fomo-nos tornando voz ativa na vida política da cidade, reflectindo sobre temas que achamos pertinentes, focando a nossa atenção na valorização e preservação do património, que durante décadas foi desvalorizado.
Hoje em dia, graças ao trabalho de voluntários, vamos preenchendo o nosso ano com diversas atividades para as mais variadas idades. Realizamos percursos temáticos com os nossos amigos da Braga+. Por diversas vezes, durante o ano, fazemos visitas guiadas ao Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes. Todos os anos participamos na recriação histórica das origens da cidade - a “Braga Romana” - e fazemo-lo de forma desafiante, explorando, ano após ano, temáticas distintas. Deixamos o vermelho e dourado de lado para abraçarmos o colorido do S. João de Braga, dando sempre o nosso contributo nas festas da cidade. O concurso de cascatas é, para nós, outro momento de aprendizagem, onde cooperantes mais graúdos ensinam os mais miúdos a recriar tradições do S. João, para que hajam sempre novidades na nossa cascata. Durante o ano levamos, também, o nosso testemunho a algumas escolas mostrando aos adultos de amanhã o impacto do voluntariado não só no quotidiano da cidade, mas também na nossa vida. Peddy-papers são também uma atividade que nos caracteriza, e que utilizamos quer para os bracarenses testarem os seus conhecimentos, quer para os novos visitantes ficarem a conhecer a nossa cidade maravilhosa, cheia de tesouros e recantos escondidos. Ao falarmos de atividades temos sempre de falar daquele que é o nosso ex libris; “O Nosso Património” é, sem dúvida alguma, uma das atividades que realizamos durante o ano e que sentimos ter um grande impacto, quer na vida de quem participa, quer na de quem dedica o seu tempo a organizá-la. Afinal, nesta atividade em que cruzamos todos os nossos pilares (desde a preservação do património, à valorização da natureza, passando pelo desporto), os jovens participantes são convidados, durante um mês, a conhecer melhor o património da cidade, realizando ainda um acampamento e algumas caminhadas pela natureza.
Contudo, nada disto seria possível sem termos as pessoas certas ao nosso lado, por esse motivo escolhemos começar o ano a agradecer a todos aqueles que nos apoiam, sejam instituições ou amigos. Queríamos, ainda em jeito de enaltecimento, agradecer a todos os voluntários da JovemCoop, que permitem que seja possível celebrar mais um ano de vida, que fazem do voluntariado uma prioridade nas suas vidas… Quanto a si, caro leitor, se ainda não conhecia o nosso trabalho e gostava de saber mais, estamos à distância de um click. Um bom 2020 para todos, repleto de atividades e voluntariado.

20 de dezembro de 2019

Percurso "Relembrando André Soares"

As associações Braga + e JovemCoop organizam, no próximo dia 21 de Dezembro, sábado, mais um percurso pelo património bracarense, desta feita para assinalar os 250 anos da morte do arquiteto André Soares, que se cumpriram no passado dia 26 de novembro. 

A iniciativa tem início marcado para as 10h00, na Capela de Guadalupe, onde será possível vislumbrar uma das últimas obras do artista - o retábulo-mor de Guadalupe - recentemente recuperada.

O objetivo desta visita guiada é dar a conhecer algumas das obras concebidas por André Soares na cidade de Braga. 

Nesse sentido, esta visita guiada irá permitir observar a Capela de Nossa Senhora Aparecida que se esconde na Basílica dos Congregados, e conta ainda com passagens pela Casa Rolão, Palácio do Raio, Capela de São Bentinho e Oratório da Senhora da Torre. A visita culminará na Praça Municipal, onde se podem admirar duas das principais obras concebidas por André Soares.

Esta iniciativa tem um teor solidário, já que os participantes são convidados a trazer garrafas de azeite, que serão posteriormente doadas à Comissão Social de S. Victor com o escopo de compor os cabazes de Natal que são entregues às famílias mais carenciadas. Trata-se de uma forma das associações se agregarem à Missão Põe Azeite 2019 que tem sido levada a cabo pelo Grupo Coral de Guadalupe.

10 de dezembro de 2019

Crónica - Vamos falar de Voluntariado

Vamos falar de Voluntariado…
No passado dia 5 de dezembro, celebrou-se o Dia Internacional do Voluntariado. Em jeito de comemoração, a Escola Secundária Carlos Amarante, juntamente com a Junta de Freguesia de S. Victor, realizaram o IV Fórum das Instituições. 
A JovemCoop foi uma das entidades convidadas a integrar o painel de oradores, juntamente com a Associação Académica da Universidade do Minho e a Associação Synergia. Perante um público juvenil, fomos desafiados a falar não só das instituições que representamos, mas também sobre a nossa experiência pessoal enquanto jovens voluntários. Deste modo, ao aceitarmos o desafio proposto, fomos levados a refletir verdadeiramente sobre o impacto que o voluntariado tem nas nossas vidas. 
Quando pensamos que o voluntariado serve para ajudar os outros sem ganharmos nada em troca, não podíamos ser mais ingénuos! Na verdade, aquilo que recebemos é muitas vezes maior do que aquilo que damos, tendo o exemplo da experiência que o voluntariado nos dá, os valores que nos transmite e as ditas “skills” (capacidades) que nos permite desenvolver, tudo isto dando apenas o nosso melhor, e um pouco do nosso tempo, sem termos de pagar nada em troca. Afinal quem fica a ganhar: a causa pela qual nos voluntariamos ou nós mesmos?
Foi com esta reflexão que abordamos os jovens presentes no Fórum. Quase a terminar o secundário, e sem qualquer experiência profissional no seu curriculum vitae, o que é que os pode diferenciar dos outros? O que é que os pode tornar mais valiosos para a entidade empregadora?
As experiências de voluntariado, que podem ser nas áreas que mais nos agradam, ajudam-nos a dar valor e, acima de tudo, a ganharmos valor. Dependendo do projeto de voluntariado escolhido podemos desenvolver diversas capacidades, desde melhorar línguas estrangeiras, passando pela comunicação com outras gerações e entidades, o espírito de iniciativa, a criatividade, entre muitas outras. As nossas experiências, enquanto voluntários, tornam-nos seres ainda mais únicos e singulares, que além de nos evoluir enquanto pessoas, nos evoluem também enquanto profissionais. 
Na quadra natalícia que vivemos é fácil associarmo-nos a uma causa e termos o privilégio do sentimento que é missão cumprida, mas já pensamos como será que essas mesmas causas sobrevivem durante todo o ano?
Para que haja associativismo e atividades durante todo o ano é necessário que existam pessoas que dedicam algum do seu tempo a uma organização, que pode ser de carácter social, desportivo, cultural… O importante é vestirmos a camisola e podermos fazer do voluntariado uma das nossas missões do novo ano que se avizinha. Caso já seja um dos felizardos que abraça a causa do voluntariado e do associativismo, o desafio será, então, conseguir partilhar a sua missão com um amigo. Se cada voluntário levar mais um amigo, as associações conseguem duplicar os seus associados e terão, então, o dobro das mãos para trabalhar. 

Nesta quadra em específico, a JovemCoop, em cooperação com a Braga+, abraça a causa do Grupo Coral de Guadalupe – a Missão Põe Azeite – e realiza um percurso solidário onde a inscrição é uma garrafa de azeite. Esta recolha tem como objetivo temperar o natal dos mais carenciados e enriquecer o cabaz entregue pela Comissão Social da Junta de Freguesia de S. Victor. No dia 21 de dezembro, pelas 10h, o percurso que inicia na Capela de Guadalupe irá (re)visitar algumas das principais obras do mestre André Soares, celebrando, assim, os 250 anos da sua morte. Esperamos vê-lo por lá, caro leitor, para que possamos desejar-lhe umas boas festas. Despedimos de 2019, desejando que 2020 traga acima de tudo muito voluntariado!

15 de outubro de 2019

Crónica - Outubro um mês Associativo


Outubro um mês Associativo


Quando pensamos no mês de Outubro é fácil associarmos a chegada do Outono, com frio e chuva, automaticamente invocando a altura mais recatada do ano, onde as pessoas começam a viver mais no interior das suas casas. No entanto, a chegada de Outubro nada tem de recatado, pois é um mês que, talvez em jeito ainda de despedida de verão, tem um calendário repleto de atividades associativas.

Sendo o mês de Prevenção Contra o Cancro da Mama, Outubro veste-se de Rosa e preenche-se de atividades para todas as pessoas. Desde palestras, concertos passando por eventos desportivos, todas estas atividades são realizadas por um conjunto de Associações como a Rosa Vida, a Delegação de Braga da Liga Portuguesa Contra o Cancro, entre outras, que, neste mês, vestem-se de cor de Rosa e lutam por uma causa comum. Não podemos esquecer que durante o resto do ano todas estas associações realizam um trabalho essencial no apoio a doentes e familiares, que vai desde a ajuda na aquisição de produtos médicos, até consultas de psicologia. Este é um voluntariado essencial na sociedade que nunca poderá ser desvalorizado.

Existe ainda, no mês de Outubro, outra celebração importante para algumas entidades e associações da cidade. Falamos do Aniversário da Fábrica Confiança que comemorou recentemente 125 anos. A Confiança é o único edifício da época industrial que chegou até aos dias de hoje, mas que infelizmente tem um futuro incerto. Pelos 125 anos da Fábrica Confiança, a Plataforma “Salvar a Confiança”, reuniu 21 associações que cantaram os Parabéns pela efeméride, numa celebração original. no passado dia 12 de Outubro, houve música na Rua Nova de Santa Cruz e testemunhos dos antigos operários que lá trabalharam. Cada um recordou os tempos em que a Fábrica laborava e o perfume que dela emanava. Ali, também se cantaram os Parabéns, havendo bolo em forma do edifício Confiança. Foi uma celebração singular, juntando-se à simbólica iniciativa da Junta de freguesia de S. Victor que distribuiu sabonetes “Alfazema”, um dos mais famosos da marca Confiança, ou a exposição fotográfica que está patente na sede da Junta de Freguesia.

A JovemCoop junta-se às muitas atividades do mês de Outubro, fechando o mês com mais uma edição da  Braga Assombrada. Em conjunto com a Braga Mais, e com o apoio da Junta de freguesia de S. Victor e do Museu dos Biscainhos, realizamos mais um percurso temático. Esta atividade é, sem dúvida alguma, uma das atividades na qual temos maior adesão, talvez por unir o misticismo do Halloween, à história da cidade, despertando assim um elevado interesse nos bracarenses.

Apesar da chegada do Outono, Braga continua a mostrar que, existindo um calendário cultural rico em atividades associativas, a adesão é sempre elevada. Os bracarenses têm interesse em participar na vida associativa da cidade que, infelizmente, nem sempre é vbem divulgada.

Ainda assim, a JovemCoop, continuará, em Outubro,  as celebrações do seu 40° aniversário,  convidando os interessados a participar na Braga Assombrada, dia 31 pelas 21h30 no Museu dos Biscainhos, onde prometemos divulgar a história do museu com alguns sustos à mistura.

17 de setembro de 2019

Crónica - Deixar a Semente Germinar



Deixar a semente germinar

O Parque de Guadalupe é um espaço verde privilegiado na cidade, quer pela sua localização, quer pela paisagem que oferece a quem o visita. São cada vez mais os turistas da nossa cidade que procuram o Parque, despertados pela curiosidade de conhecer a Capela de Guadalupe, que ocupa um lugar de destaque em pleno centro histórico. A Capela com o seu formato de cruz grega viu o seu altar-mor, desenhado pelo mestre André Soares, ser recentemente restaurado, enriquecendo-a ainda mais. Assim, aconselhamos a que todos visitem a Capela e apreciem o seu “novo” altar, digno de ser admirado por todos.
Se a Capela de Guadalupe foi alvo de alguns restauros, também o Parque vai recebendo a sua manutenção e tudo isto acontece devido à comunidade ativa que se esforça e trabalha por aquele local. Quando falamos de Guadalupe, e de toda a sua comunidade, é impossível não destacar o Dr. Sousa Fernandes. Conhecido por toda a comunidade como “Sr. Dr.” foi através do seu espírito aberto, simples e cheio de iniciativa, que o Parque foi ganhando vida. Acreditando sempre que toda a comunidade é merecedora de usufruir do Parque, o Dr. Sousa Fernandes mostrou-se sempre disponível para acolher propostas de iniciativas no local. Desde a utilização da capela para celebrações religiosas, passando por grupos de escolas que lá realizam o corta-mato, ou grupos de escuteiros que lá fazem desde piqueniques até acampamentos, e as já famosas Lazy Sessions nunca ninguém viu as portas de Guadalupe serem fechadas. Tudo graças ao nosso “Sr. Dr.” que semeou em toda a comunidade o espírito de partilha que só ele sabia viver. Hoje podemos ver que a semente por ele deixada começou a germinar.
A prova de que o legado deixado pelo Dr. Sousa Fernandes dará muitos e bons frutos acontece durante os próximos tempos. Enquanto o uso cultual está indefinido, toda a comunidade se tem juntado no parque, ao domingo de manhã, para ir fazendo a manutenção do mesmo. Os fiéis que outrora viriam para a celebração da Eucaristia, hoje vão ao parque cortar a relva, pintar os baloiços, aparar as árvores e todo este trabalho é realizado desde os membros mais antigos da comunidade até aos recém-chegados, que em comum têm a missão de cuidar de um espaço que é de todos e que sonham um dia ver aberto ao público.
A biblioteca da árvore é uma nova iniciativa que irá ocorrer no Parque de Guadalupe, onde as pessoas poderão disfrutar do espaço verde e lerem um dos livros que lá estarão disponíveis. A sua inauguração estará para breve, mas antes recordamos que esta iniciativa ímpar na cidade foi escolhida por cidadãos aleatórios que votaram neste projeto, num concurso organizado pelo Pingo Doce. Este resultado é mais uma prova de que a população tem vontade de usufruir do Parque e que há um desejo de que este seja continuamente aberto ao público.
Deste modo, se considerarmos que a população mostra, de diversas formas, a vontade em ter o parque disponível para ser visitado, e considerarmos ainda que este é dos poucos pulmões verdes em pleno centro histórico da cidade, chegamos a uma fórmula perfeita, em que o resultado só poderá ser a abertura pública do Parque. Numa hora de readaptação do espaço, pode ser esta a oportunidade para a Irmandade de Guadalupe, o Município de Braga e a Arquidiocese de Braga gizarem uma solução para que todos os cidadãos possam vir a usufruir do espaço, assim como para os turistas que o desejem visitar.
Enquanto o Parque de Guadalupe não vê os seus portões abertos, a JovemCoop, continuará a trabalhar em conjunto com a comunidade na manutenção do parque, salvaguardando não só um espaço verde, mas também as memórias de 40 anos de associativismo. São muitas as atividades realizadas naquele local que estará sempre ligado à história da associação. Assim, continuaremos a valorizar e salvaguardar o Parque de Guadalupe, homenageando de forma singela o nosso amigo Dr. Sousa Fernandes e permitindo que a semente por ele plantada germine dentro de nós.

12 de agosto de 2019

Exposição "40º Aniversário JovemCoop"


Caros amigos,

é já no próximo dia 16 de Agosto que a JovemCoop inicia mais uma década de vida, os seus 40 anos. De forma a dar início às celebrações, no dia 17 de Agosto, sábado, pelas 18h30 inauguramos na Junta de Freguesia de S. Victor uma exposição sobre os 40 anos de uma das associações mais antigas da cidade. 
Convidamos todos os amigos a estarem presentes e a partilharem as suas memórias com toda a associação. No final todos juntos iremos soprar a velas, pois 40 anos são motivo para muitos festejos. 

Contamos com a vossa presença,
JovemCoop


11 de julho de 2019

Dia 9 - "O Nosso Património"




Hoje fomos ao Bom Jesus.
Subimos o escadório a pé, onde a monitora Margarida nos foi informando sobre este emblemático sítio, classificado recentemente como Património Mundial da UNESCO. Também nos explicou o significado de vários elementos decorativos que fazem parte deste percurso.
Aprendemos que o escadório do Bom Jesus está dividido em 3 partes distintas: o escadório do pórtico, o escadório dos 5 sentidos e o escadório das 3 virtudes.
Logo no início da 1ª parte do escadório encontra-se um grande arco pórtico, com 7 metros de altura e 4 metros de largura, que inicia este longo percurso. Esta parte do escadório destina-se à representação de vários marcos importantes da vida de Jesus que constituem a Via-Sacra em pequenas capelinhas. Infelizmente, não tivemos a oportunidade de ver o interior de todas as capelas pois muitas delas encontravam-se em remodelação.
Na 2ª parte do escadório, realçam-se os 5 sentidos que conhecemos: a visão, a audição, o olfato, o paladar e o tato, que se encontram mencionados em várias fontes espelhadas pelos lanços de escadas existentes. A cada um dos sentidos é correspondido um animal específico: na visão, a águia; na audição, a vaca; no olfato, o cão; no paladar, o macaco; e no tato, a aranha. Junto a estas fontes também podemos observar estátuas de figuras religiosas que enaltecem os sentidos, juntamente com inscrições.
O escadório das 3 virtudes valoriza as virtudes teológicas, a fé, a esperança e a caridade. Tal como o escadório dos 5 sentidos, esta parte do percurso é acompanhada por estátuas e descrições de cada virtude, destacando-se a caridade.
Para além disso, nós pudemos ficar a conhecer um pouco da história deste importante local.
O projeto da construção do Santuário, tal como hoje o conhecemos, parte da iniciativa de D. Rodrigo de Moura Teles, em 1722. D. Rodrigo de Moura Teles ainda esteve presente durante a construção das primeiras duas partes do escadório. No entanto foi D. Gaspar de Bragança o arceisto que contratou Carlos Amarente e deu a forma que hoje vemos ao Bom Jesus. 
No fim de todo o percurso, encontramos a estátua de São Longuinho e a sua lenda...



10 de julho de 2019

Dia 8 - "O Nosso Património"



No quinto dia da décima quinta edição do nosso património, fomos todos visitar o Museu dos Biscainhos. Quando entramos fomos recebidos por um guia, que nos explicou a importância dos motivos
Geométricos do chão da entrada (serviam para os cavalos não escorregarem), pois inicialmente aquele local seria a cavalariça, em seguida levou-nos para o "andar dos nobres", onde só os senhores podiam aceder. Mostrou-nos a "sala de espera "e um salão que era utilizado para acolher nobres, quando eram muitos e também quando haviam festas. Este último tinha as paredes decoradas com azulejos e no tecto a pintura que retratava a trágica morte do Beato Miguel de Carvalho. Em seguida, visitamos uma sala de oração destinada unicamente às senhoras, que nessa época não podiam sair de casa e também uma sala de "estar", conhecida como a sala do estrado, também essa apenas dedicada às senhoras.Visitamos uma sala de jogos e de música, com o tecto decorado com relevos de instrumentos musicais da época, a sala continha inúmeros objetos da época como mesas de chá e licor e mesas de jogos com varias recriações expostas. Entramos num escritório onde podemos ver uma recriação da caligrafia feita com uma pena e que ao canto continha uma mini biblioteca. 
Por fim, passamos à sala de jantar. Uma das primeiras salas de jantar em Portugal. Vimos várias Porcelanas orientais e adornos de prata. No centro encontrava-se uma mesa posta, que retratava a forma como eram colocadas a mesas na época. Seguimos para o piso inferior para vermos a cavalariça mais recente da casa (local de alojamento de cavalos) onde nos foi mostrado uma carroça, um chão apropriado para o andamento dos cavalos e quatro celas, onde estes eram amarrados por cordas. Saímos para o exterior e seguimos para a cozinha onde nos foi explicado que um dos lados do local  seria para o aquecimento dos alimentos e do outro lavavam-se e preparavam-se os alimentos, neste último lado existam três tanques de água e uma mesa com objetos variados, característicos do local. Quando o guia acabou a sua explicação sobre os objetos e as funções da cozinha, deu-nos a oportunidade de visitar o jardim . O jardim era muito bonito e espaçoso, esta dividido em três patamares, sendo o primeiro o único com o formato original, um jardim barroco, o segundo patamar seria na época um pomar, e o último daria lugar à horta. 

8 de julho de 2019

Dia 6 - "O Nosso Património"



Começamos hoje a 2 semana da XV edição d"O Nosso Património". Como é habitual, começamos o dia na Junta de Freguesia de S. Victor, para de seguida irmos para as Sete Fontes em Braga. O Monumento Nacional das Sete Fontes  é um antigo complexo de abastecimento de água potável e representa um testemunho único da genialidade da arquitectura portuguesa barroca do SÉC.XVIII. Este sítio terá sido construído entre 1744 e 1752. A água que nasce naquele local, é direcionada para as mães de água, normalmente são edifícios onde se encontram várias condutas de água , no seu interior, ao centro têm uma bacia côncava que faz um remoinho de água, assim as areias ficam no fundo e a água sai "filtrada" para a próxima conduta. A partir destes depósitos a água segue para a cidade através de uma conduta, sendo o percurso total de cerca de 3500 m. De seguida seguimos para a junta, passando por a capela de S Victor o Mártir. Esta capela foi construída em homenagem a S. Victor, no local do seu nascimento. E assim foi o 1 dia da nossa 2 semana d"O Nosso Património" realizado pela JovemCoop.

 Mara e Patricia



Dia 5 - "O Nosso Património"


No quinto dia da décima quinta edição do nosso património, fomos todos à capela de S. Vítor o Velho onde aprendemos um pouco mais da historia de S. Vítor. Esta capela é em estilo neoclássico, é constituída por um altar mor e dois laterais.
            Depois de preenchidas as fichas sobre esta fomos para a fabrica Saboaria e Perfumaria Confiança fundada em 1894. Esta foi uma fábrica muito conceituada e interessante, na altura que estava funcional deu emprego a muita gente da região. Atualmente este edifício pertence ao município, está um pouco abandonada e sem utilidade. Enquanto estávamos a preencher as fichas da Confiança, refletimos sobre o potencial deste local, que daria para albergar inúmeros projetos.
            Já quando chegamos há junta vimos alguns vídeos da web serie S. Victor de Portas Abertas. O primeiro falava sobre a historia de S. Vítor e explicava a sua lenda, já o segundo falava da igreja de S. Vítor e as suas funções. O terceiro vídeo falava sobre a capela de S. Vítor- o-velho e da Capela de S. Victor o Mártir e o tipo de arquitetura e a sua respetiva historia

Lara e Mariana



4 de julho de 2019

Dia 4 -"O Nosso Património"



Hoje, no 4 dia da décima quinta edição do nosso património, começamos a manha com algumas dinâmicas de grupo. De seguida partimos para o local previsto de hoje a Capela de Nossa Senhora de Guadalupe.
No início da nossa visita aprendemos mais sobre a historia daquele local. É uma capela do século XVIII, recentemente o altar-mor foi restaurado pela Confraria de Nossa Senhora de Guadalupe, devido as más condições que apresentava, mostrando agora a verdadeira obra de André Soares com alteração as cores que demonstrava. Uma das características desta Capela destaca-se pela sua arquitetura invulgar em forma de cruz grega e arredondada.
O estilo desta capela é rococó e apresenta uma planta centralizada. A capela não esta centralizada nem no terreno do parque onde se encontra, nem na sua escadaria estando virada para sudoeste pensasse que esta assim pois esta está virada para a Sé de Braga. A capela tem três altares dois destes laterais. O altar lateral direito tem a Nossa Senhora da Piedade. O altar lateral esquerdo tem S. Marçal. O altar central é constituído pela imagem de Nossa Senhora de Guadalupe.
Após a realização das fichas habituais, lanchamos e planeamos os nomes e gritos de guerra de cada grupo.
Terminamos assim mais um dia de atividade, o que será que amanha iremos fazer?

Bárbara Araújo e Laura Sofia Coelho




3 de julho de 2019

Dia 3 - "O Nosso Património"




Iniciamos o 3.º dia de património na Junta a fazer diversos jogos,como por exemplo, telefone estragado e depois um jogo de equipas.
De seguida, a monitora Margarida organizou os grupos com quem iríamos trabalhar o resto do mês.
Ao fim de organizarmos os grupos dirigimo-nos à Igreja de S. Victor, onde o presidente Dr. Ricardo Silva nos apresentou a igreja e contou a história de S. Victor e de outros santos, que estão pintados nos azulejos. Victor era um jovem romano, quando foi convidado por outros romanos para se juntar a eles nas festividades em honra da deusa Ceres, porém Victor recusou-se dizendo que não acreditava em Deuses,mas sim em um só Deus. Os romanos muito revoltados com isso levaram Victor ao chefe supremo, esse falou com Victor, mas este continuou a dizer que não acreditava em deuses, então o chefe mandou chicotear Victor. Ao fim de esse ser chicoteado os romanos voltaram a levá-lo ao chefe,mas Victor insistiu e disse que não acreditava em deuses. Então, o chefe mandou queimar Victor com ferros quentes,e ao fim os romanos voltaram a levá-lo ao chefe,mas Victor continuou a dizer que não acreditava em deuses. O chefe decidiu então que a única solução era a morte,ditando assim que Victor seria decapitado . O chefe não quis enterrá-lo,mas sim deixando o seu corpo para que os animais o pudessem comer, pois isso seria uma humilhação. Entretanto apareceram lobos,mas esses não comeram o corpo de Victor, muito pelo contrario protegeram-no para que nenhum animal o comece. Mais tarde os amigos de Victor depararam-se com ele decapitado então enterraram-no e limparam o sangue. Desta forma Victor tornou-se S. Victor, um dos muitos santos martirizados.
No final da visita a Igreja preenchemos uma ficha de sítio,onde tínhamos de preencher com os respetivos grupos diversos espaços com informação da parte exterior da Igreja.