30 de abril de 2019

Crónica "Eu voto, ele vota, nós votamos, e tu?"



Eu voto, ele vota, nós votamos, e tu?

Nos dias de hoje expressar publicamente uma opinião ou o acto de votar são direitos dados como adquiridos por toda a população. No entanto, nem sempre foi assim.

Se recuarmos meio século, vemos uma sociedade oprimida, regida por uma ditadura que decide a quem  deve dar poder, que define quem pode pensar, mas acima de tudo que proíbe o direito à identidade a todos os cidadãos. Desde pequenos todos eram treinados para pensar da mesma forma, principalmente a mulher, que deveria ser submissa, que não tinha o direito a opinião e era tomada como ignorante.

Se hoje não é assim, tudo se deve à conhecida Revolução dos Cravos, que comemorou os seus 45 anos no passado dia 25 de Abril. Um dia em que Portugal se encheu de coragem e, através dos seus militares, abriu os seus pulmões para gritar LIBERDADE! No entanto, apesar do ano marcante de 1974, tudo levou o seu tempo a mudar e a tornar-se na realidade que hoje conhecemos. Por esse motivo é fundamental passar aos jovens de hoje a real importância de termos tido uma revolução, que nos abriu portas e nos trouxe direitos que hoje nos parecem fundamentais. O 25 de Abril é comemorado diariamente por cada um de nós. Cada vez que expressamos publicamente as nossas opiniões, cada vez que fazemos uma escolha nossa, qualquer que seja, estamos a comemorar a revolução dos cravos e a honra-la com o maior direito que ela nos podia dar, o direito a uma identidade individual.

Votar foi também um direito pelo qual cidadãos tiveram de lutar, sobretudo as mulheres! O direito ao voto significa uma escolha, significa uma atribuição de opinião individual, dá-nos consideração e valor, mas, acima de tudo, votar dá-nos o direito a uma participação direta na escolha de dirigentes ou representantes. Hoje em dia, são imensas as decisões que são tomadas recorrendo ao voto, principalmente a nível político.

Sendo VOTAR um verbo repleto de significado, não deveríamos nós viver numa sociedade mais participativa? Desde 1974 que as taxas de abstenção têm vindo a aumentar atingindo valores de mais de 50%. Estarão os abstencionistas conscientes do verdadeiro significado da abstenção?
Abster é como ignorar o direito de votar pelo qual tantos lutaram. Somos livres de exercer ou não o direito ao voto, no entanto cada vez que nos dirigimos às urnas somos também livres de qualquer decisão e voto, seja ele, branco, nulo ou partidário. É essa a decisão que conta no final; é por essa manifestação de voto que todos esperamos para eleger os nossos representantes. Abster é, simplesmente, ignorar uma decisão que deve ser de todos e passa-la para as mãos de outros. Não estamos aqui para defender qualquer partido político, mas sim sensibilizar para a importância do ato de VOTAR.

É fundamental que as forças políticas se juntem para combater a abstenção, sobretudo porque ela se faz sentir mais junto da camada mais jovem, que, por vezes, se vê distanciada da política e acaba por demonstrar o seu desinteresse não exercendo o direito ao voto. É necessário que as várias forças políticas se unam para consciencializar os jovens para uma política participativa, de todos e para todos, sendo essa sim a verdadeira democracia. Só assim iremos verdadeiramente honrar a revolução e fazer valer a nossa identidade.

Refletir sobre a abstenção é essencial e porque não fazê-lo agora, mesmo antes de entrarmos em mês de eleições europeias? Faça como nós, dirija-se às urnas e faça valer o seu direito. 

2 de abril de 2019

Crónica "A Semana Santa de Braga"




A Semana Santa de Braga

Estamos a viver o tempo da Quaresma e, sendo ou não crente e/ou religioso, esta é uma altura culturalmente rica na nossa cidade, que se pinta de roxo.

Durante os mais de 40 dias que separam o Carnaval da Páscoa, ocorre o Lausperene Quaresmal onde mais de 20 igrejas abrem as suas portas, mostrando o que de mais valioso e bonito podem ter. Todas bem ornamentadas, muitas dessas igrejas só abrem as suas tribunas neste momento do ano, o que faz com que esta seja uma oportunidade única de se apreciar peças ímpares do nosso património.
A última semana destes quarenta dias, é a chamada Semana Santa, e a nossa já é particularmente famosa. Como já vem sendo hábito, o programa da Semana Santa de Braga é bastante diversificado podendo, assim, chegar aos mais variados públicos. Uma consequência de tamanha oferta é o aumento turístico que se sente na cidade que, especialmente nesta época, faz jus a ser a “Roma Portuguesa”. Contudo, a semana tem como ponto alto as 3 procissões que enchem as ruas do centro histórico nas noites de quarta, quinta e sexta-feira.

No dia 17 de abril sai da Igreja de S. Victor o cortejo bíblico “Vós Sereis o Meu Povo” popularmente conhecida como “Procissão da Nossa Senhora da Burrinha”. Retomada em 1998, esta é a mais recente das 3 procissões, e conta a história da Salvação, na qual se destaca a fuga para Egipto, onde a imagem da Nossa Senhora vai numa burrinha, criando assim a expressão popular da procissão da “Burrinha”.

Nos dias 18 e 19 de abril, percorrem as ruas da cidade as procissões “Ecce Homo – Eis o Senhor” e a Procissão do “Enterro do Senhor”. Todas estas procissões, além de serem um ponto culturalmente marcante na semana, são também um exemplar momento da participação dos cidadãos, começando pelos que integram as procissões, até aos que vão ver, pela fé ou pela curiosidade, são os bracarenses, juntamente com todas as entidades envolventes, que fazem com que estas tradições do século XVII cheguem até aos dias de hoje.

Para além dos bracarenses, há cada vez mais turistas que vêm conhecer de perto as tradições da Semana Santa de Braga, o que faz com que tão importante como manter as tradições, seja estarmos preparados e sabermos receber todas essas pessoas. Somos o segundo “Melhor Destino Europeu de 2019” e esse título além de prestigioso é também uma enorme responsabilidade.

A Semana Santa é um dos períodos de grande ocupação hoteleira na cidade, que por vezes parece não conseguir corresponder às expectativas. No entanto, é preciso realizar um plano organizado para o crescimento hoteleiro na cidade, e não apenas permitir a construção de edifícios hoteleiros sem ter mãos a medir, apenas por estes incluírem o restauro de alguns edifícios centrais. É necessário ponderar projetos e analisar todas as opções possíveis. A localização, a volumetria, o choque paisagístico são alguns dos factores que devem ser tomados em consideração, pois não vale tudo apenas para termos mais investimentos hoteleiros. Afinal, se somos merecedores dos prémios é também devido à beleza do nosso centro histórico que deve ser preservado e não apenas alterado conforme seja conveniente. Não estamos contra o crescimento hoteleiro da cidade, apenas esperamos que a Câmara Municipal tenha um plano organizado, e que não valide projetos devido a uma necessidade que a cidade tem vindo a sentir. Estamos num período de reflexão, porque não reflectir sobre este crescimento também?

11 de março de 2019

VISITA GUIADA DIA DO PAI - TRILHO S. VICTOR


A Junta de Freguesia de S. Victor, a Paróquia de S. Victor e a JovemCoop antecipam as celebrações do Dia do Pai, convidando os interessados em participar numa visita guiada pelo património da Freguesia.

A visita guiada inicia-se na Igreja de S. Victor, onde se abordará a sagração do templo, em 19 de Março de 1698, tendo S. José como segundo orago. A visita continuará pela Capela de S. Victor-o-Mártir (onde se diz que S. Victor terá nascido) e pela Capela de S. Victor-o-Velho (onde, segundo a lenda, S. Victor foi martirizado).

Com esta atividade, além de divulgarmos o Património da Freguesia de S. Victor, queremos assinalar a importância da estrutura Família e dos valores familiares, homenageando todos os PAIS.

A visita inicia-se às 10h na Igreja de S. Victor e para participar graciosamente, basta FAZER AQUI A INSCRIÇÃO.

5 de março de 2019

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Visita Guiada Convertidas e Guadalupe


No âmbito da Celebração do Dia Internacional da Mulher, a Junta de Freguesia de S. Victor pretende dar a conhecer dois locais emblemáticos da Freguesia de S. Victor e intimamente relacionados com o  Quotidiano Feminino .

Assim, convidamos à participação nesta visita guiada que dará a conhecer a Casa das Convertidas e a Capela de N.ª Sr.ª Guadalupe, dois monumentos classificados como Imóvel de Interesse Público, desde 2012.

A visita conta com a colaboração da JovemCoop, da Associação dos Amigos da Casa das Convertidas e da Irmandade da Capela de N.ª Sr.ª Guadalupe.

A visita é gratuitas, mas carece de inscrição obrigatória:


Crónica "Parque Verde das Sete Fontes"



O Parque Verde das Sete Fontes

No passado sábado, a Câmara Municipal de Braga realizou uma sessão sobre a “Salvaguarda e execução de Parque EcoMonumental das Sete Fontes – apresentação dos estudos hidrogeológicos, arqueológicos, urbanístico e paisagísticos”, no auditório do Museu D. Diogo de Sousa.

Com cerca de oito oradores, parabenizamos o município por realizar esta sessão de esclarecimento, uma excelente forma de envolver os bracarenses no conturbado processo de construção do Parque Verde da cidade. Deste modo, envolve-se a comunidade nas decisões políticas da cidade, mostrando assim o que é realmente fazer política. Prova dada do mérito desta iniciativa foi a adesão que acabou por praticamente encher todo o auditório.

Aberta pelo Vereador do Urbanismo Miguel Bandeira, a sessão iniciou-se com uma participação bastante esclarecedora acerca das origens deste Monumento Nacional. Datado do século XVIII, existem escavações arqueológicas que comprovam a existência de ocupação naquele local nos tempos de Bracara Augusta, muito antes de ganhar a forma de abastecimento de água da cidade barroca que hoje conhecemos. Desta forma, todos os participantes ficaram contextualizados no que à valorização histórica deste monumento diz respeito.

De seguida percebemos que para além do inegável valor histórico, as Sete Fontes possuem um dos mais importantes elementos que a natureza nos dá, a água! Cada vez mais se fala da poupança de água, pois este é um bem que deve ser preservado e utilizado com moderação, pois, em vários locais do mundo, este elemento essencial é escasso. Análises recentes vêm mostrar que para além da água ser um bem essencial, a das Sete Fontes é potável e por isso própria para consumo, não necessitando de grandes investimentos para o aproveitamento da mesma. São já vários os bracarenses que se deslocam ao local da fonte com garrafões de água para se abastecerem.

Terminadas as duas primeiras intervenções, que foram mais uma contextualização do local e do que nele existe, seguiram-se as abordagens sobre o futuro, sobre o “maior Parque Verde do país”.
Apesar de não ter sido apresentado num projeto de como será realmente o parque, foram conhecidas várias plantas com as entradas do parque, a discussão de alguns acessos e ainda um resumido projeto 3D dos terrenos, tal como são hoje com a ideia de aproveitar grande parte do que já existe para a realização do parque. Contudo, aberto o debate, foi perceptível que as negociações com os proprietários dos terrenos, infelizmente, estão longe de terminarem. Enquanto alguns proprietários assumidamente não aceitam o valor inicial proposto pela CMB, outro continuam a afirmar nunca terem sido contactados pela CMB. Com uma plateia bastante participativa, damos ainda destaque às intervenções de alguns moradores, o que demostra que os bracarenses estão verdadeiramente empenhados em conhecerem o projeto, tendo mesmo sugerido algumas ideias sobre a construção do parque e até o alargamento do mesmo.

Quanto a nós, parece-nos urgente que as várias partes cheguem a um acordo legitimado pelas entidades que possam dirimir o conflito, para que realmente o parque possa sair do papel. Esperamos que numa próxima sessão sejam apresentados já os projetos 3D do parque, com datas realistas de construção do mesmo. Pois se o Parque da cidade do Porto demorou 30 anos para ser construído como foi dito, os bracarenses esperam que a construção do de Braga seja mais célere. Até lá, iremos continuar a realizar visitas ao Monumento Nacional das Sete Fontes, para que este se torne ainda mais conhecido, ainda mais valorizados e para que a ambição do parque seja uma ambição comum a todos os bracarenses.

5 de fevereiro de 2019

Crónica "Vamo-nos (re)apaixonar?"





Vamo-nos (re) apaixonar?

Como vem sendo tradição, a Jovemcoop dá o seu pontapé de saída anual com a iniciativa de visita às Sete Fontes e este ano não vai ser diferente, sob o mote “Apaixone-se… pelas Sete Fontes”.

Pelo quarto ano consecutivo, aproveitamos as celebrações do dia dos namorados e convidamos todos os bracarenses a virem conhecer o complexo Eco-Monumental das Sete Fontes, deixando-se envolver por tudo o que esta visita pode proporcionar.

No dia 17 de Fevereiro, com a sua cara metade, ou simplesmente com vontade individual de conhecer melhor o que a cidade tem para oferecer, venha acompanhar-nos pois iremos realizar, em parceria com a Junta de Freguesia de S. Victor, uma visita guiada àquele que é um dos ex-libris de Braga e que infelizmente carece de divulgação. Esta visita tem início às 9,30h e tem como ponto de encontro o Largo Monte d’Arcos (junto à entrada do cemitério).

Apesar de existirem vestígios de que, desde sempre, este local foi o principal responsável pelo abastecimento de água à cidade, só no séc. XVIII ganhou a forma que hoje conhecemos. Pensado por D. Rodrigo de Moura Teles, arcebispo de Braga entre 1704 e 1728, foi no entanto, no arcebispado de D. José de Bragança, mais especificamente no ano de 1741, que a sua construção se iniciou. Passados quase 278 anos desde o início da sua construção, este Monumento Nacional, ímpar no país, ainda não recebeu a valorização que lhe é devida.

O Parque Verde das Sete Fontes, que é como quem diz, o Parque da Cidade de Braga, parece ser uma das mais difíceis promessas a ser cumprida. Ano após ano, as mais variadas entidades, realizam actividades de divulgação na tentativa de sensibilizar os bracarenses a serem intervenientes ativos nesta causa política.

Vivemos numa cidade que ambiciona ser Capital Europeia da Cultura e para nós, um dos primeiros passos, passará pela criação do “Pulmão” que a cidade necessita, cruzando natureza com história de forma singular.

Mais próxima que a Capital Europeia da Cultura, está a nomeação de Braga como Melhor Destino Europeu 2019. As votações estão a decorrer até ao dia de hoje, por isso, se ainda não o fez, apresse-se a votar naquela que é a única cidade Portuguesa, entre as 20 finalistas. Muito nos devemos sentir honrados por esta nomeação, sem dúvida merecida, no entanto não nos podemos esquecer do desafio que com ela vem. Independentemente do resultado, Braga deve estar à altura das espectativas de quem a visita e um parque verde na cidade irá, sem qualquer dúvida, valorizá-la. Mas temos de estar conscientes que este tipo de “selo de qualidade” traz, com ele, um turismo de massas, que pode sobrecarregar a cidade, podendo estar não estar devidamente preparada/infraestruturada para receber milhares de turistas. A garantir este “galardão”, Braga tem de pensar se os operadores hoteleiros falam fluentemente uma ou mais línguas estrangeiras, se os nossos comerciantes sabem receber turistas e dar indicações para pontos de maior atração turística, se a varredura e higiene da cidade e o simples despejar das papeleiras do lixo estão asseguradas? E o Posto de Turismo, apesar de estar a subir nas estatísticas, já deveria ter uma outra linguagem institucional, apostando numa estratégia de comunicação mais musculada.

Desta forma, esperamos que a ambição de ser Capital Europeia da Cultura e também a nomeação para Melhor Destino Europeu 2019, sejam o “empurrão” que falta para Braga se dotar de estruturas que consubstanciem a qualidade de vida de quem cá mora e de quem nos visita. O Parque Verde das Sete Fontes será, com certeza, uma grande aposta ganhadora.

Enquanto isto não acontece, deixe-se (re)apaixonar pelas Sete Fontes, no dia 17. As inscrições são gratuitas mas obrigatórias. Contamos consigo?

29 de janeiro de 2019

APAIXONE-SE PELAS SETE FONTES


Acreditando que só amamos aquilo que conhecemos, a JovemCoop E A Junta de Freguesia de S. Victor, convidam todos os amigos e interessados a conhecer o Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes.

Domingo, dia 17 de Fevereiro, junte-se a nós e venha conhecer um dos mais belos monumentos da cidade de Braga. A visita terá ponto de encontro às 9h30 no Largo do Cemitério Monte D’Arcos.

A visita ao Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes inclui a entrada nas galerias, por esse motivo aconselhamos a utilização de lanternas e de calçado impermeável.

Traga a sua cara metade e deixe-se Apaixonar pelas Sete Fontes.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição.

INSCRIÇÕES AQUI


16 de dezembro de 2018

Percurso da Conceição



A JovemCoop e a Braga Mais organizam no proximo sábado, dia 22, o Percurso da Conceição. Pelo quarto ano consecutivo, as associações juntam-se ao Grupo Coral de Guadalupe e desafiam os bracarenses a contribuir para a Missão "Põe Azeite" ao mesmo tempo que conhecem a cidade. 

Vamos contribuir para que todos tenham um natal mais temperado?

Dia 22, às 10 horas, no Largo de São Paulo, traga a sua garrafa de azeite e venha connosco conhecer mais um pouco da história da cidade.Contamos consigo! 

11 de dezembro de 2018

Crónica "O Conceito de Natal"



O conceito de Natal

Se nos pedissem para realizar uma partilha de ideias sobre o natal, associando dessa forma a época natalícia a algumas palavras, certamente haveria conceitos comuns entre a maioria das pessoas.

É quase inato que se associe Natal à FAMÍLIA, não fosse esta época rica em tradições familiares, onde as pessoas mais próximas cumprem os mais variados rituais, desde os já tradicionais jantares de amigos, chegando à própria noite de consoada geralmente realizada em família. Nesta quadra, tentamos sempre estar junto daqueles de quem mais gostamos. CULTURA é, também, uma das palavras de ordem nesta quadra, independentemente da religião de cada um, é praticamente impossível não nos associarmos a um evento natalício. Em Braga, o Natal é a rua e a agenda cultural do “Braga é Natal” vem provar isso mesmo, pois são inúmeros eventos, desde teatros, passando por concertos, dança, ou exposições, que diversificam a oferta cultural que existe nesta época. Adequada a todas as idades, a agenda natalícia invade toda a cidade com luzes e cores, o que faz com que seja quase impossível passar-se à margem de todos os eventos. DAR e SOLIDARIEDADE unem as mãos e juntos são dois conceitos que atribuem um grande significado a esta época. Pois se já costumamos “dar” a quem nos é próximo, nesta quadra todos ficamos mais sensibilizados e gera-se uma onda de solidariedade para com os que mais precisam. Seja nas recolhas alimentares para os mais carenciados, seja nas ações para ajudar os nossos amigos de quatro patas, ou recolhas de brinquedos para crianças, o Natal é, sem dúvida, um momento de PARTILHA que vai muito além dos bens materiais. Nesta quadra há partilha de conhecimentos entre gerações, de momentos que preenchem as nossas memórias e que criam todas as nossas tradições. Por esse motivo, também TRADIÇÃO é um conceito indissociável do Natal. São as tradições que criam o Natal de cada um, em particular, mas são também elas que nos permitem ter tanto em comum nesta quadra. Por exemplo, encher a casa de luzes e montar a árvore de natal, fará parte dos rituais de muitas famílias, assim como a montagem do próprio presépio. Para os bracarenses, existe, ainda, uma peculiar e recente tradição que consiste no “Bananeiro”, onde beber moscatel, comer bananas e desejar um Feliz Natal a todos aqueles que passam, torna o dia 24 tão característico na nossa cidade.

Juntamos, então, todos estes conceitos e associamo-nos, pelo décimo ano consecutivo, à Missão Põe Azeite. Para a JovemCoop é já uma tradição juntar-se ao Grupo Coral de Guadalupe que, todos os anos, leva a bom porto esta missão de solidariedade. Não só nesta época, mas durante vários momentos do ano, já faz parte da cultura do grupo ser solidário e dar sem esperar receber em troca. Desafiados a colmatar um bem escasso dos cabazes de Natal da Comissão Social de Junta de Freguesia de S. Victor, juntamo-nos a esta recolha pois sabemos que, desta forma, iremos temperar o Natal de muitas famílias, que por diversos motivos, sem a solidariedade de todos, não conseguiram ter um Natal tão especial.

Desta forma, convidamo-lo, a si, caro leitor, a contribuir participando na caminha da Natal que a JovemCoop irá organizar no dia 22 de Dezembro, e na qual o convidamos a partilhar connosco uma garrafa de azeite. Esta é, para nós, uma causa tão especial que nem o Grinch conseguiria ficar indiferente, e certamente iria pedir a todos os seus amigos para deixar uma garrafa de azeite na Junta de Freguesia de S. Victor, tornando, assim, o Natal mais especial, não só para quem recebe, mas também para quem dá, pois é impossível ficar indiferente quando contribuímos para uma causa tão nobre. Caro leitor, despedimo-nos com os votos de um FELIZ NATAL e uma grande entrada em 2019, com Confiança.

13 de novembro de 2018

Crónica "Á Descoberta de Guadalupe"


À descoberta de Guadalupe

A Capela de Nossa Senhora de Guadalupe situa-se no Monte de Santa Margarida, um dos pontos mais altos do centro histórico da cidade, tendo assim uma localização de excelência. Envolta pelo Parque de Guadalupe, a capela, que hoje conhecemos, nem sempre terá sido assim, pois supõe-se que, antes de 1725, ano de construção da capela, já lá existisse um outro templo possivelmente dedicado a Santa Margarida. Contudo, Dom Rodrigo de Moura Telles, arcebispo de Braga entre 1704 e 1728, mandou substituir esse templo pela Capela de Nossa Senhora de Guadalupe, sustentando, monetariamente, a construção desde monumento ímpar na cidade.

Com formato em cruz grega, a capela encontra-se descentrada da escadaria que lhe dá acesso, supondo-se que esteja virada para a Sé de Braga. Quem visita a Capela de Guadalupe, como é tradicionalmente conhecida, pode encontrar dois altares laterais em estilo neoclássico, o da direita dedicado a S. Marçal, padroeiro dos bombeiros e o da esquerda devoto à Nossa Senhora da Piedade, ambos padroeiros das festas que em tempos foram celebradas no Parque, por toda a comunidade. Quanto ao retábulo mor sabe-se que este é da autoria de André Soares, em estilo rococó, e quem já visitou a capela conhecia-lhe os tons de talha, azul e branco. No entanto, este ano, a Irmandade de Guadalupe decidiu avançar com um projeto há muito ambicionado, promovendo o restauro da obra-prima de André Soares. 

Desenganem-se aqueles que acreditavam que o restauro do altar iria consistir num “repinte” das cores com as quais já estaríamos familiarizados, pois, para grande surpresa de muitos, surgiu um “novo” altar-mor com a tão característica talha, mas agora a contrastar com um marmoreado em tons de azul, rosa e verde. 

Infelizmente, o Parque e a Capela de Guadalupe não se encontram diariamente abertos ao público. É possível visitar o espaço aos domingos, a partir das 11h até às 12h30, horário no qual decorre a eucaristia. No entanto, se ficou tão curioso quanto interessado em conhecer esta obra de André Soares que se constitui como uma grande descoberta do património bracarense, aproveite para participar no Concerto de Inauguração, que decorrerá no próximo sábado, dia 17, às 21h30 na Capela. No mesmo local, irá também ser realizada, no domingo, dia 18, uma eucaristia comemorativa da inauguração do altar, com a presença do Sr. Arcebispo de Braga e de alguns sacerdotes mais familiarizados com a Capela. 

É, também, de salvaguardar que Guadalupe é especial não só pelas características já referenciadas, mas também porque este é um local onde vinga a dedicação de uma comunidade consciente e altruísta que cuida do que é de todos. Foram já várias as limpezas que a JovemCoop fez ao parque, assim como as visitas guiadas ao local. Também a Junta de Freguesia de S. Victor ajuda na manutenção do parque, assim como toda a comunidade, que sempre se mostrou consciente e solidária em todos os desafios que lhe são propostos. Numa cidade que tem no património cultural um dos maiores factores turísticos, mas, acima de tudo identitários, urge em promover um estudo analítico ao estado dos nossos monumentos, constituindo um Plano de Acessos e Manutenção. É claro que há monumentos com proprietários vários, mas se o Município tiver um papel de facilitador e de concertador de diálogos, estará, então, a instituir um verdadeiro consórcio de vontades, que permitam disponibilizar, ao público, os locais mais emblemáticos de Braga.

Desta forma percebemos como é importante proceder aos bons exemplos e às boas práticas, fazendo dos governantes da cidade, mas também de todos os cidadãos, agentes com verdadeiras consciências políticas, que preservam, valorizam e protegem o património da cidade.

Junte-se às celebrações, e venha conhecer este local onde a natureza tão bem envolve o património da cidade, tornando-o tão especial em pleno centro de Braga. A JovemCoop estará presente neste que é um marco na História da Capela da Nossa Senhora de Guadalupe. Vamos à descoberta de Guadalupe?

16 de outubro de 2018

Crónica "Parabéns Confiança"



Parabéns Confiança

Apesar dos dias de controvérsia que se têm vivido na cidade, o passado 12 de Outubro foi dia da Saboaria e Perfumaria Confiança soprar as suas velas, 124 para sermos mais exatos.

Em 12 Outubro de 1894, Braga singrava na era da industrialização e dava-se a conhecer ao mundo através dos mais famosos sabonetes. Desengane-se quem acreditava que esta seria mais uma fábrica, pois a Confiança destacava-se não só pelos seus produtos, mas também pela vertente humanista. Quantas fábricas, no dealbar do século XX, tinham uma creche para os filhos dos funcionários? Quantas tinham um anfiteatro dedicado às atividades lúdicas dos trabalhadores?

Com o passar dos anos, Braga foi apagando uma parte da sua história, deixando desaparecer os edifícios que preenchiam a vida industrial da cidade. Por esse motivo, consideramos os 124 anos da Fábrica Confiança uma vitória, pois se os edifícios da era industrial foram extintos, a Confiança surge como um último reduto da presença industrial na cidade e lutar contra o esquecimento que lhe está a ser imposto. Infelizmente, todos estes verbos devem ser conjugados no presente, pois, nos dias de hoje, aos olhos da Câmara Municipal de Braga, a Confiança já não é o que era e está a perder importância. Se o que aconteceu no passado com a Social Bracarense, a Fábrica Taxa e, um pouco mais recente, a famosa Pachancho foi um apagão da “Era Industrial Bracarense”, é simplesmente vergonhoso que, em pleno século XXI, se considere que valorizar parte tão importante da nossa história se resuma em manter 3 fachadas. Foi esta a teoria que vimos ser defendida pelo Prof. Miguel Bandeira na reunião do Executivo Municipal, onde o Vereador “valorizou” toda a importância da Fábrica Confiança confinando-a a “3 paredes”.

No entanto nem sempre foi assim, pois, em 2003, a opinião do Prof. Miguel Bandeira, na altura representando o Conselho Diretivo da ASPA, defendia que “o complexo arquitectónico da Fábrica Confiança apresenta-se como um valor patrimonial digno de superior classificação, que deverá ser legado às gerações futuras como memória exemplar da evolução da indústria na cidade de Braga, reunindo potencialidades para se constituir num equipamento cultural privilegiado da cidade…”. Ao que parece o Vereador do Urbanismo já não defende as mesmas ideias, uma vez que em 2003 condenava “não ter havido inteligência estratégica de reutilizar os edifícios aludidos…” e, por esse motivo “a Fábrica Confiança é redobradamente valiosa por constituir o ultimo reduto da cidade de Braga no domínio da arqueologia industrial.”. Será que o Prof. Miguel Bandeira, dirigente da ASPA, não tem forças para convencer o Prof. Miguel Bandeira, Vereador da Câmara Municipal, a desistir desta alienação?

A preservação e o aproveitamento em prol da comunidade do edifício da Saboaria e Perfumaria Confiança foi sempre defendida pela JovemCoop, o que se pode comprovar por todos os artigos escritos pelos representantes da associação ao longo dos anos, e que foram tão bem relembrados pelo Presidente da Câmara, Dr. Ricardo Rio, no decorrer da última Assembleia Municipal. O Sr. Presidente quis usar os artigos para tentar mostrar incoerência na forma de salvaguarda da Confiança, algo que não conseguiu fazer (mas ficamos com este apontamento do que um autarca é capaz de fazer para manipular o discurso e legitimar ações). É que, ao contrário dos atuais dirigentes da CMB, a JovemCoop nunca fez da Confiança uma bandeira política, talvez seja este o motivo que nunca nos fez mudar de opinião no que à valorização do imóvel diz respeito. Como comprovamos neste artigo, em 2003 o Prof. Miguel Bandeira assinou um parecer, ao qual a JovemCoop teve acesso, valorizando e defendendo a Fábrica Confiança. Em Maio de 2011, Firmino Marques, presidente da Junta de Freguesia de S. Victor, segundo o Correio do Minho “mostra-se triste pela incapacidade da Câmara Municipal de Braga agarrar a oportunidade de reconverter o espaço no âmbito das “Cidades Criativas”, como foi proposto pela Junta. Em 2013, nos diversos debates organizados pela JovemCoop e Braga+, Ricardo Rio, na altura candidato da oposição, defendia a aquisição do imóvel por parte do município. Em 2014, a actual CMB abre as portas da Confiança comemorando os seus 120 dedicando-lhe uma sessão do “À Descoberta de Braga” entre outras atividades, e valorizando os testemunhos de antigos operários. Contudo, em 2018, a CMB que tanto valorizou, aceita e compactua com a venda do edifício por mais meio milhão de euros do preço da aquisição, e considera-se tão soberana que não aceita discussão sobre o assunto, não põe à consideração do Conselho Estratégico para a Reabilitação Urbana (conselho do qual fazemos parte e já discutimos projetos de alavancagem na reabilitação localizada), nem tão pouco um adiamento da decisão, não fosse isso despertar mais consciências e terem de prestar as verdadeiras motivações da venda. Felizmente, há quem se preocupe e se mantenha íntegro no diálogo com a cidade, por esse motivo permitimo-nos dar os Parabéns pelos 124 anos de Confiança, pois essa, pelo menos em algumas pessoas, nunca se irá perder.

18 de setembro de 2018

Crónica "Bracarenses perdem a Confiança?"





Bracarenses perdem a Confiança?

Imagine que tem várias casas. Se lhe propusessem que vendesse uma delas por quatro milhões de euros, certamente aceitaria a proposta. No entanto, se, de seguida, lhe dissessem que teria de investir esses quatro milhões a requalificar a casa do seu vizinho, continuaria a fazer sentido? Perderia o seu imóvel, para investir em local alheio?
Acreditamos que, por muito boa pessoa que seja, ninguém aceitaria tal proposta. Então, porque é que vamos permitir que a Câmara Municipal de Braga o faça de ânimo leve? Foram estas, as declarações recentes da CMB, quando Ricardo Rio assume o investimento no S. Geraldo, um edifício que pertence à Arquidiocese de Braga, e vem agora declarar a venda da Fábrica Confiança, desculpando-se com a falta de verbas.
Fazendo uma breve reflexão sobre os últimos anos de história deste imóvel, que data de 1894, é quase imediata a lembrança das discussões públicas aquando a sua aquisição por parte da CMB. O facto de ser o único edifício da “Indústria Bracarense”, que chegou até aos nossos dias, foi uma das principais razões para a sua aquisição. Nessa altura o actual edil bracarense, que fazia parte da oposição, valorizou e apoiou também a aquisição da Saboaria e Perfumaria Confiança, dando lugar a uma expropriação do imóvel para fins culturais. Perspectivavam-se grandes ideias para a requalificação desta, muitos cidadãos deixavam-se inspirar e apresentavam as suas ideias num concurso público, que teve resultados apresentados. Cidadãos esses que hoje se sentem defraudados, pois dedicaram parte do seu tempo, e do seu trabalho, a uma causa, a preservação do imóvel. Hoje apercebem-se que tudo não passou de uma ilusão…uma miragem. Este foi o sentimento expresso pelos diversos concorrentes que marcaram presença no debate, organizado pela Junta de Freguesia de S. Victor, que tinha como mote “Qual o futuro para a Confiança?”.
Foram muitos os bracarenses que se mostraram interessados na salvaguarda da Confiança. Arriscaríamos dizer que eram tantos quantos aqueles que, em 2014, se juntaram ao município para comemorar os seus 120 anos, abrindo as portas da Saboaria e Perfumaria Confiança, homenageando os seus trabalhadores. Terá a Confiança perdido a sua simbologia, nos últimos quatro anos? Ou estaremos antes a falar de uma alienação que vai muito além de um imóvel e passará antes pela alienação dos deveres cívicos?
Talvez tivéssemos resposta, a esta ou outras questões, se a CMB tivesse comparecido no debate que classificou como “despropositado”.
Apesar de estarmos sem respostas, a JovemCoop, assim como a Junta de Freguesia de S. Victor, não irá baixar os braços e deixar a Confiança cair em esquecimento. Enquanto for possível, iremos valorizar o imóvel, levando-o até às pessoas, como aconteceu no desfile das freguesias integrado na Semana do Mundo Rural, onde, desafiados pela Junta representámos o mundo fabril e o universo industrial que existia em S. Victor. A Junta de Freguesia de S. Victor, durante o debate no qual foi realçado o verdadeiro valor da Confiança, disponibilizou ainda um abaixo assinado a todos os interessados, que  irá fazer chegar ao nosso presidente da Câmara.
Esperamos que todas as acções sejam tidas em consideração, pois só com a força do povo é que os bracarenses não perderão a Fábrica, porque a confiança, essa já foi quebrada.

12 de julho de 2018

O Nosso Património - Dia 9





Mais um dia mais uma historia... assim se viveu o nono dia da décima quarta edição de “O Nosso Património”.
O dia começou cedo, por volta das 9:30 já todos se encontravam na junta para saber quais as atividades que estavam reservadas para aquele dia, claro, sem deixar de parte todo o entusiasmo e alegria a que todos já nos habituamos.
Eram 9:50 quando saímos da junta para nos dirigirmos ao local destinado. Local esse conhecido popularmente por Igreja da Senhora-a-Branca.
A nossa visita começou por uma breve explicação, dada pela monitora Filipa da historia desta Igreja.
 Houve um ano em que, na capital do império romano, mais precisamente no monte Esquilino, se registou um forte nevão. Não haveria nada de estranho nisso, se não se tivesse passado em agosto desse mesmo ano.  Os romanos tomaram isso como um sinal para que se construísse um templo em homenagem à Nossa Senhora. Ainda hoje, a 5 de agosto, se festeja esse milagre na capital romana, espalhando-se por toda a Europa, chegando a Portugal com o nome de Nossa Senhora a Branca das Neves. Mas foi só entre 1505 a 1535 que o culto foi trazido para Braga, pela mão do arcebispo D. Diogo de Sousa. Assim D. Diogo de Sousa manda construir uma igreja, por cima de um antigo templo que já ali havia existido.
Depois de ouvirmos a historia, os participantes começaram a dar o seu importante contributo para a preservação do património realizando as fichas moveis, destinadas a alguns elementos representativos da igreja, descrevendo-os ao pormenor, para que mais tarde se possa consultar sem perder nenhum detalhe. Após isto, dirigiram-se para o adro da igreja para que pudessem realizar as fichas de sítio, respeitante a igreja de Nossa-Senhora-a-Branca, com o mesmo objetivo.
No final, já dentro junta, visualizamos alguns vídeos a respeito deste monumento, assim como outros que iremos visitar mais a frente.
Assim se passou mais um dia, cheio de alegria e animo, deixando em nós uma vontade enorme de repetir a experiencia. Mas não se preocupem amanhã há mais.

Monitor Filipe

11 de julho de 2018

O Nosso Património - Dia 8






Braga, 11 de Julho de 2018

            Hoje no oitavo dia, da décima-quarta edição do nosso património, iniciamos a manhã com uma dinâmica de grupo. Logo de seguida, dirigimo-nos para a Capela de S. Victor o Velho, onde ficamos a conhecer a sua história, um fato que consideramos interessante,  foi que a estátua que representa o corpo de S. Victor, tem uma relíquia no peito, uma relíquia é nada mais nada menos, uma parte do corpo do mesmo.
            Na segunda parte da nossa manhã no património, dirigimo-nos para o Palácio do Raio onde nos explicaram toda a exposição que lá se encontra. Ficamos a saber que muitas das mais importantes construções da cidade de Braga, foram edificadas pelos mesmos arquictetos que construíram o palácio, André Soares e Carlos Amarante.
Para finalizar o nosso dia, os guias, estiveram a explicar, ao grupo, todos os propósitos do castelo.

JovemCoop
Diogo e Mara



10 de julho de 2018

O Nosso Património - Dia 7


Olá a todos,

Hoje no sétimo dia da décima quarta edição do nosso património estivemos a abordar o tema “património desaparecido”.          
O património desaparecido é um "tipo" de património que, por algum motivo, atualmente não existe.
De manhã fomos até ao local da antiga Fábrica Pachancho onde atualmente existe um supermercado e várias habituações, no entanto toda aquela zona é conhecida ainda como "Pachancho". Esta fábrica foi criada por António Gomes do Vale Peixoto em 1890, onde se produzia peças de automóveis e motorizadas. Foi nesta fábrica que foi criada a primeira motorizada só com peças portuguesas.
De seguida fomos até ao cemitério de Braga que inaugurado em 1870. Naquela altura, nem toda a gente concordava com construção dos cemitérios, o que gerou a revolta da Maria da Fonte que achava que as pessoas deviam continuar a ser sepultadas junto das igrejas, ou até mesmo dentro das mesmas.
Por último, passamos pela Rua do Taxa onde existiam duas fabricas, a Fábrica Taxas e a Social Bracarense.
Após continuarmos a recordar a industria bracarense, voltamos para a junta, jogamos vários jogos e terminamos o nosso dia.

Mafalda