23 de julho de 2020

Percursos Brácaros - Capela de Santa Marta do Leão e Capela de Santa Maria Madalena



As associações Braga + e JovemCoop vão terminar esta série de Percursos Brácaros com uma visita guiada digital à Falperra, nomeadamente às capelas de Santa Marta do Leão e a Capela de Santa Maria Madalena. Esta iniciativa, realizada em parceria com a Junta de Freguesia de São Victor e com a Irmandade da Falperra, decorre este sábado, 25 de Julho, a partir das 10h30, com o propósito de dar a conhecer um lugar de património e celebração para todos os bracarenses, que coincide com a data da sua habitual romaria. A visita pode ser acompanhada a partir da página da JovemCoop no Facebook.
Tal como é usual na tradição cristã do Entre Douro e Minho, os pontos mais elevados desta montanha acolheram, desde cedo, lugares de culto. A devoção a Santa Marta foi instaurada no monte das Cortiças e, mais tarde e por influência deste, no seu sopé. Também Maria Madalena, que uma das tradições hagiográficas cristãs aponta como sendo irmã de Marta, viu surgir numa vertente oposta da Falperra – mais propriamente na base do Monte Frio - o seu espaço de culto, que seria redesenhado por André Soares em meados do século XVIII.
Com esta visita guiada, as duas associações continuam a dar preferência ao legado de André Soares, associando-se às comemorações dos 300 anos do nascimento do artista bracarense.


2 de julho de 2020

Percursos Brácaros - Palácio do Raio





As associações Braga + e JovemCoop vão dar continuidade aos seus Percursos Brácaros com uma visita guiada digital ao Palácio do Raio. Esta iniciativa, realizada em parceria com a Junta de Freguesia de São Victor e com a Misericórdia de Braga, decorre este sábado, 4 de Julho, a partir das 10h30, com o propósito de dar a conhecer a história e o património deste exemplar tão relevante da arquitetura civil bracarense. A visita pode ser acompanhada a partir da página da JovemCoop no Facebook.
O palácio do Raio é uma das obras-primas de André Soares. Construído a partir de 1752, destinava-se a servir de habitação à família do rico comerciante João Duarte Faria. Sofreu algumas alterações no decorrer do século XIX, quando estava na posse de Miguel José Raio, o homem que deixou o seu nome à casa. Contudo, a designação do palácio mais popular entre os bracarenses era "Casa do Mexicano", devido à estátua do que aparenta ser um turco, que se encontra em destaque na escadaria principal, e saiu também das mãos do mestre André Soares.
O palácio do Raio esteve, até 2011, na posse do Estado. Como sua proprietária, a Santa Casa da Misericórdia de Braga encetou um processo de reabilitação ao edifício, passando a acolher, desde 2015, os serviços centrais da instituição e o Centro Interpretativo Memórias da Misericórdia de Braga.
Desta forma, as duas associações continuam a dar preferência ao legado de André Soares, associando-se às comemorações dos 300 anos do nascimento do artista bracarense.

30 de junho de 2020

O Nosso Património - Inscrições Abertas



Começam hoje as inscrições para a XVI edição de "O Nosso Património" que este ano será adaptado às condições que assim o exigem! 

Sobre o mote "Não pendures já as sapatilhas", entre os dias 6 e 17 de Julho, das 10h às 12h30, desafiamos jovens entre os 12 e os 17 anos a virem conhecer um pouco mais da história de Braga, em geral, e da Freguesia de S. Vitor, em particular.

Garantimos que iremos cumprir todas as normas da Direção Geral de Saúde relativas aos campos de férias, privilegiando o espaço ao ar livre. Assim, a XVI edição traz consigo a novidade de ter todas as suas atividades centralizadas no Parque de Guadalupe, local onde os participantes irão iniciar e terminar as suas atividades. 

É obrigatória a presença nos 10 dias de atividades, uma vez que as vagas são limitadas. 

As inscrições podem ser realizadas online, aqui

23 de junho de 2020

Crónica "O Nosso Património... a XVI edição"


O Nosso Património… a XVI edição

Conscientes de que ainda vivemos num cenário de pandemia, a JovemCoop e a Junta de Freguesia de S. Victor, uniram forças e decidiram levar a bom porto a 16ª edição da atividade “O Nosso Património”.
Acreditamos que estamos, aos poucos, a regressar à normalidade nesta fase de “desconfinamento”, por esse motivo decidimos assumir um compromisso com segurança e realizar esta atividade que é o nosso ex-libris. Direcionada para os mais jovens, a 16ª edição traz consigo o desafio de mantermos a sua essência ao mesmo tempo que a adaptamos a esta nova realidade.
Sob o mote “Não pendures já as sapatilhas”, desafiamos jovens entre os 12 e os 17 anos a saírem da sua zona de conforto e a participarem na atividade. Analisamos todas as indicações dadas pela Direção Geral de Saúde, no que aos campos de férias diz respeito e acreditamos numa atividade segura para todos. Uma das principais adaptações que fizemos foi a redução do tempo da atividade, que antes preenchia todo o mês de Julho e este ano serão apenas 10 dias. Também o número de inscrições será limitado, pelo que desafiamos os mais interessados a inscreverem-se rapidamente. Conforme indicado pela DGS, as inscrições serão unicamente online, estando o link disponibilizado quer no blog da JovemCoop, quer no site da Junta de S. Victor, ou mesmo no Facebook de ambas as instituições, privilegiando assim o contacto digital. 
Todas as atividades foram meticulosamente pensadas de forma a tornarem-se seguras para todos, quer participantes, quer monitores. Nesse sentido, começamos por privilegiar, sempre que possível, as atividades ao ar livre; para isso escolhemos o Parque da Capela de Guadalupe como o nosso “quartel general”, local que será sempre o ponto de encontro para o início de cada atividade.
Todos os participantes terão um KIT de higienização, contendo uma máscara social reutilizável, luvas e álcool gel, para , ue sempre que seja necessário, possam utilizar. Nomeadamente nas visitas a locais fechados, como museus e igrejas, onde é imperativa a utilização destes materiais de higienização. Teremos também algumas horas da atividade dedicada ao estudo das normas de segurança demonstrando sempre a importância do cumprimento das regras.
Assim, acreditamos que a 16ª edição de “O Nosso Património” terá como missão não só a valorização e preservação da nossa história e património, mas também a consciencialização dos jovens participantes para os tempos que a humanidade atravessa.
Ambicionamos dar a conhecer alguns dos locais mais icónicos da cidade, mas também os recantos de uma freguesia rica em história e património. Acreditamos que os tempos em que vivemos o isolamento social ainda está demasiado presente entre os jovens, que praticamente terminaram o ano letivo através de aulas online, tendo estado dessa forma impossibilitados de conviver com os colegas. Reconhecemos que foi uma medida imperativa para a segurança de todos, contudo sabemos pela DGS que os campos de férias já se podem realizar e que esse convívio também nos faz falta, uma vez que o ser humano é um ser social por natureza que não foi “criado” para viver constantemente isolado.
Assim convidamos todos os jovens entre os 12 e os 17 anos a inscreverem-se online e a participarem nesta edição única de “O Nosso Património” que irá decorrer no Parque da Capela de Guadalupe de segunda a sexta feira entre as 10h e as 12h30. “Não pendures já as sapatilhas”, junta-te a nós e vem conhecer melhor a nossa cidade, em geral, e a Freguesia de S. Victor, em particular. Não percas tempo as inscrições são limitadas!

16 de junho de 2020

"Percursos Brácaros - Capela de São João da Ponte"



No sentido de combater o distanciamento que somos obrigados a manter, a JovemCoop e a Braga+ voltam a realizar os seus percursos por locais emblemáticos da cidade. Queremos manter a proximidade entre os nossos amigos e a cultura, por esse motivo criámos os "Percursos Brácaros" de forma digital.

Realizamos o segundo episódio dos "Percursos Brácaros" já este sábado, com uma visita à Capela de São João da Ponte, para o fazer basta juntar-se ao Direto no Facebook da JovemCoop pelas 10h30. Junte-se a nós e venha conhecer um pouco mais da história do nosso Santo Popular. 

Contamos consigo!

2 de junho de 2020

"Percursos Brácaros - Capela de Guadalupe"



No sentido de combater o distanciamento que somos obrigados a manter, a JovemCoop e a Braga+ voltam a realizar os seus percursos por locais emblemáticos da cidade. Queremos manter a proximidade entre os nossos amigos e a cultura, por esse motivo criámos os "Percursos Brácaros" de forma digital.

Iniciamos os "Percursos Brácaros" já este sábado, com uma visita à Capela de Guadalupe, para o fazer basta juntar-se ao Direto no Facebook da JovemCoop pelas 10h30. Junte-se a nós e veja o altar-mor da Capela restaurado recentemente, uma obra ímpar de André Soares. 

Contamos consigo!

26 de maio de 2020

Crónica "Recriar o Associativismo"



Recriar o associativismo

No passado dia 18 de maio, celebrámos o Dia Internacional dos Museus com a reabertura de vários museus e monumentos no país, que se viram obrigados a fechar durante cerca de dois meses.
Aquele que seria um dia com os museus da cidade abertos ao público, repletos de atividades dedicadas aos mais novos, tornou-se no tão esperado dia da (re)abertura dos espaços que, apesar de comemorarem o “desconfinamento”, mantiveram a ponte até então criada devido ao Estado de Emergência.  Continuamos com visitas virtuais disponíveis em alguns dos maiores museus, entre outras atividades. No entanto, pede-se agora que, com as devidas precauções, os visitantes voltem a encher de vida os espaços museológicos.

Com necessidade de (re)adaptação está também o associativismo. Quem vive o associativismo, sabe que é uma atividade organizada por pessoas e para pessoas, o que hoje em dia implica inúmeras restrições. Contudo, não é por isso que nos devemos esquecer deste setor tão importante na nossa sociedade. A JovemCoop, enquanto associação juvenil que visa preservar e proteger a natureza, o património e a cultura, fará tudo o que for possível para manter as suas atividades, agora adaptadas aos novos tempos. Pretendemos transformar os nossos habituais percursos em parceria com a Braga+, em “Percursos Bracaros”, em direto nas nossas redes sociais, começando já no sábado dia 6 de junho, pelas 10h30. Para aceder à visita basta seguir a conta do Facebook da JovemCoop e aderir ao direto. Desta forma, acreditamos não só estar a combater o afastamento das pessoas aos locais mais carismáticos da cidade, mas também a trabalhar para manter aproximação da cultura que os bracarenses sempre tiveram. Esta, entre muitas outras atividades, resulta de uma reinvenção, pois acreditamos que é necessário combater a generalização do pensamento “este ano cancelamos tudo, porque não se pode fazer nada”. É verdade que atravessamos um dos maiores desafios dos últimos tempos, mas se há coisa em que o associativismo sempre foi bom, é em ter um efeito camaleónico de adaptação às circuntâncias.

Nos tempos que correm, a cultura e a valorização do património não podem ser esquecidas, ou passadas para planos inferiores. Um excelente exemplo da valorização do património foi a notícia da Junta de Freguesia de S. Victor, que mostrou vontade em adquirir a Capela de São Victor-o-Mártir. Quem já visitou connosco as Sete Fontes, com certeza que parou na frente daquela “Capela”, que apesar de ser um marco na história da cidade se encontra ao abandono. A proposta da Junta de Freguesia de S. Victor, consiste em requalificar o local, transformando-o num núcleo museológico da história da freguesia. Esta é claramente uma proposta visionária de quem cuida e protege o património, pois esta autarquia conseguiu ver, num local que, devido ao seu elevado estado de degradação, não tem muita relevância arquitetónica, mas que é, indiscutivelmente, um marco na história da freguesia. Esta é uma forma de cuidar e promover um ativo da História da Cidade. É certo que em tempos, tal como o nome indica, aquele local seria utilizado para o culto religioso, no entanto, transforma-lo num núcleo museológico é dar-lhe o merecido reconhecimento. Afinal, segundo a lenda, terá sido naquele local que São Victor afirmou a sua fé, pois ao cruzar-se com um cortejo de celebração à deusa Ceres, negou juntar-se às festividades alegando acreditar apenas num só Deus, começando desta forma a ser martirizado por um povo que não aceitava a religião cristã. Toda a vida de S. Victor está retratada nos azulejos da Igreja de S. Vitor, inclusive esta passagem fulcral na vida de Victor, que o tornou um santo martirizado. Se nunca reparou neste local, esteja atento ao nosso Facebook, pois contamos passar por lá num dos nossos “Percursos Bracaros”.

Enquanto vamos (re)criando as nossas atividades e voltando à normalidade possível, desafiamos todos os nossos amigos leitores a participarem nas atividades online, para que, em segurança, todos possam ir conhecendo melhor a nossa cidade.

Da nossa parte, sabemos que “Vai Ficar tudo bem”, incluindo a valorização do nosso património!

28 de abril de 2020

Crónica "Liberdade, Liberdade"


Liberdade, Liberdade

No passado dia 25 de Abril, a liberdade portuguesa comemorou 46 anos de existência. Antes do seu “nascimento” Portugal era um país oprimido, onde todos eram obrigados a pensar da mesma forma e não havia espaço para questionar…

Mas houve um grupo que ansiou por ser diferente, por pensar livremente e que “quis saber quem sou, o que faço aqui?”. Unidos criaram o Movimento das Forças Armadas (MFA) que ousou sonhar com um país, onde “o povo é quem mais ordena…”. Um sonho arriscado foi o do MFA, que usou como senha uma música que, até então, era considerada ilegal, pois tinha sido censurada pelo regime ditatorial que a considerava comunista. Com este marco na história nacional, nomes como Melo Antunes e Otelo Saraiva de Carvalho, principais estrategas do 25 de Abril, Salgueiro Maia, Capitão do exército português e Ramalho Eanes, primeiro Presidente da República eleito democraticamente, entre muitos outros, jamais serão esquecidos, pois mudaram o rumo da história deste pequeno jardim à beira mar plantado.

Há ainda outro nome que merece especial destaque quando se fala na “Revolução dos Cravos”, falamos de Celeste Caeiro, que, por obra do acaso, juntamente com a bondade do seu coração, acabou por ir distribuindo cravos vermelhos pelos soldados com que se foi cruzando pelo caminho da revolução.

Hoje coexistem dois tipos de gerações, a que viveu o 25 de Abril e a que apenas o estuda nos livros de História. Será que esta última, tem verdadeira noção das conquistas da “Revolução dos Cravos”?
Ironicamente, este ano em que todos estamos “confinados” em casa, as redes sociais foram inundadas por fotografias ao som de “Grândola Vila Morena” como se houvesse uma maior valorização da Revolução de Abril. Como se todos exaltassem a liberdade que dizem agora não ter. É certo que nestes dias celebramos uma revolução, enquanto outra ocorre, mas a de hoje é certamente temporária e, apesar de nos tirar alguns movimentos, teremos sempre a liberdade de expressão e pensamento. Hoje a falta de “liberdade” é-nos imposta por um vírus e não por um grupo de ditadores. Apesar de grande parte da população ter de estar resguardada em casa, todos temos a liberdade de escolher os livros que vamos ler, das músicas que vamos ouvir, dos filmes que queremos ver e, acima de tudo, todos podemos escrever livremente expressando os nossos pensamentos e ideais. É fundamental que hoje todos tenham essa consciência, o facto de travarmos forças uma grande pandemia fez-nos valorizar pequenas coisas que tínhamos dadas como adquiridas, em parte por fazerem parte do nosso quotidiano. Contudo, nunca podemos comparar o que vivemos hoje, com os tempos vividos antes da Revolução de Abril. Hoje vivemos uma falsa sensação de “opressão”, mas devemos aproveitar o momento que atravessamos para usufruir de mais momentos familiares, apreciar o abrandar da nossa vida, que muitas vezes não nos permite ter tempo para os nossos, e valorizar também aqueles que mais amamos, pois facilmente percebemos que o longe se fez perto. 

Felizmente, perante a pandemia que estamos a atravessar, existem inúmeras “Celeste Caeiro” que transformam os seus cravos em bens essenciais e que os distribuem por todos nós, os soldados desta revolução. A onda solidária que cresceu ao mesmo tempo que o “caos” se instalou foi, na nossa opinião, magnífica e digna de uma grande congratulação. Por esse motivo, aproveitamos esta crónica para agradecer, publicamente, a todos aqueles que vestem a camisola solidária!

Por todos aqueles que lutam contra esta pandemia pedimos-lhe a si, caro leitor, que nesta revolução 
seja o nosso Salgueiro Maia, ficando em casa! Sem nos apercebermos, todos os dias comemoramos o 25 de Abril, porque todos os dias usufruímos da nossa liberdade, pois mesmo em casa somos livres!

31 de março de 2020

Crónica "A JovemCoop fica em casa!"



A JovemCoop fica em casa!

Nos dias que correm, a humanidade enfrenta um dos seus maiores desafios. Certamente nenhum de nós esperava viver uma pandemia… mas afinal o que é uma pandemia?

A palavra pandemia deriva da junção das palavras gregas pan (παν) que significa “tudo/todos” e demos (δήμος) que significa “povo”; falamos, assim, de uma epidemia que se espalha por “todo o povo”, ou seja, pela população mundial.


Se olharmos para a nossa história, infelizmente, este não é o primeiro caso de pandemia registado. Lembramos a “Peste Negra” que, em meados do século XIV, reduziu a população da Europa a dois terços, e o “Tifo” que surgiu nos finais do século XV e voltou no século XX durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje vivemos “mais uma pandemia”, mas desta vez é diferente, desta vez todos nós, sem qualquer exceção, temos um papel fundamental nesta batalha mundial.

Hoje o combate a uma pandemia deveria ser muito mais fácil do que em qualquer um dos séculos anteriores. No meio da infelicidade, somos uma geração privilegiada por atravessarmos esta difícil guerra numa era altamente tecnológica. Pense como seria inviável, no século XIV, pedir à população que ficasse em casa, que lavasse as mãos com água e sabão ou que desinfetasse as mãos e as superfícies. Hoje temos tudo isso ao nosso rápido alcance. Enquanto associação que valoriza o património e privilegia o contacto com a natureza, percebemos a necessidade de nos readaptarmos às condições atuais e ficarmos em casa.  

Grande parte da população tem um conforto mínimo dentro de casa; temos a televisão que nos mantém sempre informados e conectados com o que se passa pelo resto do mundo; temos o telefone, que nos permite comunicar com todos aqueles que nos são próximos; temos tudo o que precisamos à distância de um “click” com a internet. Desde o início desta pandemia foram mais de 500 os museus que disponibilizaram visitas virtuais, podendo, assim, aproveitar para viajar sem sair do sofá. Foram também muitas as universidades que disponibilizaram cursos on-line gratuitos, logo, porque não aproveitar o tempo em que está por casa para aumentar o conhecimento naquele hobby de que tanto gosta? Quase ao mesmo tempo em que o Governo decreta o Estado de Emergência surgem muitas iniciativas culturais on-line. Na impossibilidade de se deslocar para usufruir de um programa cultural, as iniciativas chegam até nós através de páginas nas redes sociais que permitem a visualização de concertos em direto realizados por artistas nacionais e não só. Seguindo este excelente exemplo, no passado fim-de-semana, a Junta de Freguesia de S. Victor promoveu dois concertos com jovens músicos. Nós assistimos e garantimos que foi uma excelente iniciativa que deveria acontecer mais vezes. Através da internet temos ainda aplicações que nos permitem falar em grupo, quer para reuniões de teletrabalho, quer para juntarmos a família virtualmente.

Todas as opções dadas até agora foram claramente tecnológicas, mas se preferir aproveitar estes dias para se desconectar do mundo também o pode e deve fazer. Se tiver jardim, junte os habitantes de casa e faça um picnic; e senão tiver jardim, pode sempre fazer na sala. Podemos, também, fazer um exercício de criatividade e olharmos para os materiais que temos em casa, nomeadamente os que vão para a reciclagem e dar-lhes uma segunda vida, fazendo fantoches, marionetas, pinturas… é só dar asas à imaginação e logo verá os resultados engraçados que podem surgir. Se não tem crianças e não gosta de trabalhos manuais, porque não aproveitar para (re)ler aquele livro que vai adiando por falta de tempo?

Hoje a sociedade reinventa-se para que a vida continue com a “normalidade possível” e isso é realmente algo que devemos valorizar. A capacidade que o ser humano tem de se adaptar às novas situações é algo único e bonito de se ver. Bonito de se sentir é ainda o espírito solidário. A população uniu-se para bater palmas aos profissionais de saúde, fazendo com que, numa cidade onde outrora se ouviam os sons do trânsito, se ouvissem, em uníssono, as palmas que, por vezes, acompanhavam o hino nacional. O espírito solidário invadiu o coração de muitos que noutros tempos não conheciam os vizinhos, mas hoje voluntariam-se para fazer as compras por eles de forma a que não tenham de sair de casa. Também as instituições foram ágeis e mostraram logo vontade de ajudar todos os que precisam. A Junta de Freguesia de S. Victor disponibilizou voluntários que, devidamente identificados, levam os bens de primeira necessidade àqueles que, por pertencerem a um grupo de risco, não podem sair de casa. Como não podia deixar de ser, a JovemCoop depressa se disponibilizou também para ajudar. Hoje, apenas apelamos a que fiquem em casa, e, se conseguirem, espreitem as nossas sugestões nas redes sociais pois #aJovemCoopficaemcasa e promete trazer-lhe alguns desafios para os momentos menos ocupados. 

3 de março de 2020

Braga, uma Cidade Culturalmente Feliz


Braga, uma cidade culturalmente Feliz

Sendo Braga considerada a urbe mais feliz de Portugal, achamos que deveríamos refletir um pouco sobre a nossa cidade. Afinal… o que é Braga? Quem é Braga? São questões que todos nós devemos refletir e até ousar responder. 

Consideramos que somos uma cidade culturalmente ativa e que se orgulha de envolver cidadãos e entidades na sua vida cultural. Reconhecemos que ainda muito podemos crescer e melhorar, mas temos já uma cultura transversal para todos os gostos e, admitindo que nem sempre o fazemos, vamos cada vez mais valorizando o nosso património. 

Nos dias de hoje, é quase impossível discutir o espaço cultural do concelho de Braga sem referir o “programa” Braga Cultura 2030. Recentemente apresentado, este programa de valorização cultural assenta na premissa da cultura inclusiva, eclética, democrática, de todos e para todos. Aquando do anúncio da apresentação da estratégia cultural para uma década (sim, dez anos de intensa atividade cultural), algumas vozes criticaram o facto de a apresentação vir a acontecer numa antiga escola localizada numa freguesia periférica. 

Ora, que melhor sinal a dar à comunidade senão descentralizar esta ação? A cultura é a identidade de um povo e a “nossa cultura” não se faz somente no centro urbano. Democratizar o acesso às iniciativas culturais e apostar na capacitação de novos agentes e na formação de públicos, envolvendo todos estes atores numa estratégia é, no mínimo, arrojado. Por isso,admitimos ter grandes expectativas para este desafio,liderado pelo Município de Braga e pelo Theatro Circo. A Estratégia Cultural de Braga 2020-2030 admite que “identifica a cultura como um dos pilares de desenvolvimento sustentável de uma cidade”, o que nos leva a acreditar que, com o início desta nova década, a vida cultural da cidade levará um grande impulso,tornando-se ainda mais rica e participativa. Através do sitewww.bragacultura2030.pt, todos os bracarenses sãoconvidados a participar na apresentação do programa, que garantem não estar fechado, pois deverá ser preenchidopelas sugestões de todos os cidadãos. 

O facto de este projeto ter sido apresentado na Escola de Oliveira (São Pedro) mostra-nos que ele irá influenciar toda a região. É louvável a descentralização dos eventos da cidade, pois Braga vai muito além do seu centro histórico. Aliás, muitos dos nossos marcos históricos ancestrais residem precisamente nas freguesias com cariz mais ruralizado, por isso, o público urbano hoje surpreende-se com as recriações etnográficas dos Grupos de Folclore, quando “Botam as Almas”, simulam “as Vindimas”, o “Lavar da roupa” e até o “malhar o centeio”. Mas é também necessário promover o intercâmbio cultural, levando às periferias as manifestações culturais da arte contemporânea. Como não lembrar o relevante papel da Galeria Mário Sequeira, em Tibães? É esta troca de experiências que nos torna mais ricos enquanto sociedade.

Estamos expectantes com o desenvolvimento da Estratégia Cultural Braga 2020-2030. Pensamos nós que a marca desta estratégia é deixar de pensar, de forma avulsa, os eventos e planear com as pessoas e com as entidades uma estruturação cultural que capitalizará o nosso concelho como exemplo para outras regiões. O facto de sermos a capital do Eixo Atlântico, ao qual pertencemos desde 1992e de termos o projeto Braga Cultura 2020-2030 poderá ser uma alavanca para nos prepararmos e termos uma boa candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2027. 

Braga já deu provas de que pode ter uma elevada adesão aos eventos culturais, e esta estratégia pode ser a aposta encorpada na formação de públicos. Com o passar dos anos, as portas do Theatro Circo foram abertas à cidade e hoje são muitos os bracarenses que visitam aquele espaço com maior regularidade. Para ajudar a perceber melhor a vida cultural da cidade, poderá dar o seu testemunho no projeto bragacultura2030 entrando no site e preenchendo o questionário “Que cidade é esta?”. Nós já o fizemos erecomendamos que o faça com tempo, pois o questionário dá espaço para a reflexão. Este questionário é mais uma prova dada de que o projeto Braga Cultura 2030 pretende incluir os cidadãos. 

A JovemCoop estará disponível para abraçar todos os desafios que poderão surgir ao longo desta década, mas,acima de tudo, estaremos sempre prontos para refletir sobre a nossa cidade, pois só assim poderemos melhorar. Consideramos que somos uma cidade culturalmente feliz, pois temos uma existência repleta de eventos. Agora deixamos as questões do seu lado e desafiamo-lo a responder: Caro leitor, tem uma vida culturalmente feliz? Participa, efetivamente, em todas as atividades que gostaria? 

Dê uma vista de olhos pela Braga Cultural, aproveite para entrar no espírito que tanto caracteriza a nossa cidade e deixe-se levar pelas comemorações da Páscoa que estão aí a chegar.

6 de fevereiro de 2020

Apaixone-se pelas Sete Fontes - 5ª edição


"Só amamos aquilo que conhecemos" é o mote que leva a JovemCoop e a Junta de Freguesia de S. Victor a realizarem a 5ª edição da atividade "Apaixone-se pelas Sete Fontes". A visita terá início no sábado dia 15 de Fevereiro, pelas 9h30 junto ao Cemitério Monte D'Arcos.  Aceite o nosso desafio e traga um amigo também.A visita ao Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes inclui a entrada nas galerias, por esse motivo aconselhamos a utilização de lanternas e calçado impermeável.Deixe-se apaixonar...

4 de fevereiro de 2020

Crónica "Voltamo-nos a apaixonar?"


Voltamo-nos a apaixonar?

Como já vem sendo hábito, a JovemCoop realiza, no próximo dia 15 de fevereiro, a 5ª edição da atividade “Apaixone-se pelas Sete Fontes”.

Esta atividade surge da nossa máxima de que “só amamos aquilo que conhecemos”, pois é impossível protegermos ou estarmos sensibilizados em relação a algo que não nos é familiar. Deste modo, aproveitamos a celebração do Dia dos Namorados e convidamos todos os bracarenses a abrirem o coração e virem conhecer um dos mais belos Monumentos Nacionais da cidade. Assim, como opção para evitar os programas comerciais que estão cada vez mais presentes nestes dias, sugerimos um programa cultural que incluí uma leve caminhada por aquele que é um dos pulmões da cidade. Para participar basta aparecer no Largo Monte D’Arcos, às 10h e trazer consigo uma lanterna, calçado adequado à caminhada e boa disposição. Abra o coração e venha apaixonar-se pelo local onde esperamos, em breve, ver o Parque da Cidade de Braga.

Não é segredo para ninguém que a JovemCoop é uma das associações que mais ambiciona ver o Parque da Cidade naquele local, dando ao Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes o reconhecimento merecido e a dignidade necessária.

No próximo dia 8 de fevereiro, a Câmara Municipal de Braga irá organizar a “Apresentação e Discussão Pública de Projeto do Parque das Sete Fontes e Plano de Urbanização”, no Museu D. Diogo de Sousa, pelas 9h30. Apesar de termos vindo a ser convocados para algumas reuniões de trabalho com a CMB, para abordarmos o estado deste projeto, participámos, em cada uma dessas reuniões, com elevada expectativa e dia 8 não será exceção.

Reconhecemos a complexidade que este projeto tem, principalmente porque a CMB não seria a proprietária dos terrenos, contudo acreditamos, também, que é necessário que comecem a apresentar algo palpável. A cidade necessita de um Parque Verde com alguma brevidade para que criar zonas de descompressão e o Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes, Monumento Nacional desde 2011, merece, sem dúvida, um maior reconhecimento por parte do nosso município. Já são muitos anos a utilizar este assunto como bandeira eleitoral, está mais do que na hora do Parque da cidade começar a deixar o formato de vídeo e começar a ser um projeto tridimensional em Braga.

Sabemos que com tramitações legais, nem sempre depende da CMB o desenvolvimento executório do projeto, e que o Município tem vindo a realizar reuniões com alguns proprietários; porém consideramos que é preciso uma maior celeridade em todo o processo. Por esse motivo, no dia 8 de Fevereiro, estaremos presentes na apresentação que a CMB está a organizar e iremos com a expectativa do firmar de compromissos entre os agentes autárquicos e a população. São já muitas as visitas realizadas ao local, e em todas elas pedimos aos visitantes para, durante o percurso, imaginarem o Parque Verde que será lá “construído”. Por esse motivo, achamos que todos aqueles que veem nas Sete Fontes um parque verde, devem ir à apresentação pública, para que possam ver quais os planos da CMB para aquele local e, caso seja pertinente, fazerem até alguma sugestão de melhoria do projeto. Afinal, as Sete Fontes são a prova viva de que a população consegue mudar o destino da cidade, necessitando de se expressar e nunca baixar os braços.

Gostaríamos de contar com a sua presença no dia 15 de fevereiro, com a certeza de que ficará apaixonado pelas Sete Fontes da mesma forma como nós somos uns eternos apaixonados por este monumento. Quanto às expectativas? Quem sabe no próximo ano, com as comemorações dos 10 anos da Classificação das Sete Fontes, estas já tenham na sua envolvente uma parte do Parque da Cidade.

7 de janeiro de 2020

Crónica "Um ano Cooperante"



Um ano Cooperante

Entramos no ano que agora se inicia não pelo pé direito, mas sim com os dois pés, ambicionando que este seja o início de uma década repleta de vida! Com a chegada do novo ano, decidimos refletir não sobre os nossos desejos, mas antes sobre tudo aquilo que fizemos, aquilo que realmente somos.
Ligada à Cooperativa dos Novos Pioneiros, em Agosto de 1979 nasceu a Associação Jovem Coop Natureza/Cultura, uma associação criada com base num intercâmbio que levaria cerca de dez jovens bracarenses até Malvern – Worcestershire, Inglaterra. Como associação estreante em intercâmbios, os anos que se seguiram tiveram sempre um grande foco nestas atividades internacionais, levando assim o nome de Braga pelo mundo e, ao mesmo tempo, recebendo representantes de todo o mundo em Braga.
Com o passar dos anos e sobre o mote “As coisas só têm sentido se dermos sentido às coisas” a associação foi percebendo que não adiantava simplesmente conhecer o mundo e não conhecer a sua própria região, começando assim a investir mais em Braga e nos bracarenses. Este período coincide com o desaparecimento da Cooperativa Novos Pioneiros e com a designação oficial de Jovem Cooperante Natureza/Cultura. Surgiram então as atividades mais ligadas à natureza, como os acampamentos e as caminhadas no Gerês.
Mais recentemente, percebemos que já íamos conhecendo tão bem a nossa cidade que tinha chegado a altura de fazer mais por Braga. Deste modo, fomo-nos tornando voz ativa na vida política da cidade, reflectindo sobre temas que achamos pertinentes, focando a nossa atenção na valorização e preservação do património, que durante décadas foi desvalorizado.
Hoje em dia, graças ao trabalho de voluntários, vamos preenchendo o nosso ano com diversas atividades para as mais variadas idades. Realizamos percursos temáticos com os nossos amigos da Braga+. Por diversas vezes, durante o ano, fazemos visitas guiadas ao Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes. Todos os anos participamos na recriação histórica das origens da cidade - a “Braga Romana” - e fazemo-lo de forma desafiante, explorando, ano após ano, temáticas distintas. Deixamos o vermelho e dourado de lado para abraçarmos o colorido do S. João de Braga, dando sempre o nosso contributo nas festas da cidade. O concurso de cascatas é, para nós, outro momento de aprendizagem, onde cooperantes mais graúdos ensinam os mais miúdos a recriar tradições do S. João, para que hajam sempre novidades na nossa cascata. Durante o ano levamos, também, o nosso testemunho a algumas escolas mostrando aos adultos de amanhã o impacto do voluntariado não só no quotidiano da cidade, mas também na nossa vida. Peddy-papers são também uma atividade que nos caracteriza, e que utilizamos quer para os bracarenses testarem os seus conhecimentos, quer para os novos visitantes ficarem a conhecer a nossa cidade maravilhosa, cheia de tesouros e recantos escondidos. Ao falarmos de atividades temos sempre de falar daquele que é o nosso ex libris; “O Nosso Património” é, sem dúvida alguma, uma das atividades que realizamos durante o ano e que sentimos ter um grande impacto, quer na vida de quem participa, quer na de quem dedica o seu tempo a organizá-la. Afinal, nesta atividade em que cruzamos todos os nossos pilares (desde a preservação do património, à valorização da natureza, passando pelo desporto), os jovens participantes são convidados, durante um mês, a conhecer melhor o património da cidade, realizando ainda um acampamento e algumas caminhadas pela natureza.
Contudo, nada disto seria possível sem termos as pessoas certas ao nosso lado, por esse motivo escolhemos começar o ano a agradecer a todos aqueles que nos apoiam, sejam instituições ou amigos. Queríamos, ainda em jeito de enaltecimento, agradecer a todos os voluntários da JovemCoop, que permitem que seja possível celebrar mais um ano de vida, que fazem do voluntariado uma prioridade nas suas vidas… Quanto a si, caro leitor, se ainda não conhecia o nosso trabalho e gostava de saber mais, estamos à distância de um click. Um bom 2020 para todos, repleto de atividades e voluntariado.

20 de dezembro de 2019

Percurso "Relembrando André Soares"

As associações Braga + e JovemCoop organizam, no próximo dia 21 de Dezembro, sábado, mais um percurso pelo património bracarense, desta feita para assinalar os 250 anos da morte do arquiteto André Soares, que se cumpriram no passado dia 26 de novembro. 

A iniciativa tem início marcado para as 10h00, na Capela de Guadalupe, onde será possível vislumbrar uma das últimas obras do artista - o retábulo-mor de Guadalupe - recentemente recuperada.

O objetivo desta visita guiada é dar a conhecer algumas das obras concebidas por André Soares na cidade de Braga. 

Nesse sentido, esta visita guiada irá permitir observar a Capela de Nossa Senhora Aparecida que se esconde na Basílica dos Congregados, e conta ainda com passagens pela Casa Rolão, Palácio do Raio, Capela de São Bentinho e Oratório da Senhora da Torre. A visita culminará na Praça Municipal, onde se podem admirar duas das principais obras concebidas por André Soares.

Esta iniciativa tem um teor solidário, já que os participantes são convidados a trazer garrafas de azeite, que serão posteriormente doadas à Comissão Social de S. Victor com o escopo de compor os cabazes de Natal que são entregues às famílias mais carenciadas. Trata-se de uma forma das associações se agregarem à Missão Põe Azeite 2019 que tem sido levada a cabo pelo Grupo Coral de Guadalupe.

10 de dezembro de 2019

Crónica - Vamos falar de Voluntariado

Vamos falar de Voluntariado…
No passado dia 5 de dezembro, celebrou-se o Dia Internacional do Voluntariado. Em jeito de comemoração, a Escola Secundária Carlos Amarante, juntamente com a Junta de Freguesia de S. Victor, realizaram o IV Fórum das Instituições. 
A JovemCoop foi uma das entidades convidadas a integrar o painel de oradores, juntamente com a Associação Académica da Universidade do Minho e a Associação Synergia. Perante um público juvenil, fomos desafiados a falar não só das instituições que representamos, mas também sobre a nossa experiência pessoal enquanto jovens voluntários. Deste modo, ao aceitarmos o desafio proposto, fomos levados a refletir verdadeiramente sobre o impacto que o voluntariado tem nas nossas vidas. 
Quando pensamos que o voluntariado serve para ajudar os outros sem ganharmos nada em troca, não podíamos ser mais ingénuos! Na verdade, aquilo que recebemos é muitas vezes maior do que aquilo que damos, tendo o exemplo da experiência que o voluntariado nos dá, os valores que nos transmite e as ditas “skills” (capacidades) que nos permite desenvolver, tudo isto dando apenas o nosso melhor, e um pouco do nosso tempo, sem termos de pagar nada em troca. Afinal quem fica a ganhar: a causa pela qual nos voluntariamos ou nós mesmos?
Foi com esta reflexão que abordamos os jovens presentes no Fórum. Quase a terminar o secundário, e sem qualquer experiência profissional no seu curriculum vitae, o que é que os pode diferenciar dos outros? O que é que os pode tornar mais valiosos para a entidade empregadora?
As experiências de voluntariado, que podem ser nas áreas que mais nos agradam, ajudam-nos a dar valor e, acima de tudo, a ganharmos valor. Dependendo do projeto de voluntariado escolhido podemos desenvolver diversas capacidades, desde melhorar línguas estrangeiras, passando pela comunicação com outras gerações e entidades, o espírito de iniciativa, a criatividade, entre muitas outras. As nossas experiências, enquanto voluntários, tornam-nos seres ainda mais únicos e singulares, que além de nos evoluir enquanto pessoas, nos evoluem também enquanto profissionais. 
Na quadra natalícia que vivemos é fácil associarmo-nos a uma causa e termos o privilégio do sentimento que é missão cumprida, mas já pensamos como será que essas mesmas causas sobrevivem durante todo o ano?
Para que haja associativismo e atividades durante todo o ano é necessário que existam pessoas que dedicam algum do seu tempo a uma organização, que pode ser de carácter social, desportivo, cultural… O importante é vestirmos a camisola e podermos fazer do voluntariado uma das nossas missões do novo ano que se avizinha. Caso já seja um dos felizardos que abraça a causa do voluntariado e do associativismo, o desafio será, então, conseguir partilhar a sua missão com um amigo. Se cada voluntário levar mais um amigo, as associações conseguem duplicar os seus associados e terão, então, o dobro das mãos para trabalhar. 

Nesta quadra em específico, a JovemCoop, em cooperação com a Braga+, abraça a causa do Grupo Coral de Guadalupe – a Missão Põe Azeite – e realiza um percurso solidário onde a inscrição é uma garrafa de azeite. Esta recolha tem como objetivo temperar o natal dos mais carenciados e enriquecer o cabaz entregue pela Comissão Social da Junta de Freguesia de S. Victor. No dia 21 de dezembro, pelas 10h, o percurso que inicia na Capela de Guadalupe irá (re)visitar algumas das principais obras do mestre André Soares, celebrando, assim, os 250 anos da sua morte. Esperamos vê-lo por lá, caro leitor, para que possamos desejar-lhe umas boas festas. Despedimos de 2019, desejando que 2020 traga acima de tudo muito voluntariado!