10 de novembro de 2020

Crónica "Somos Positivos"

 


Somos positivos…


Todos os dias, enquanto pessoas, vivemos e adaptamo-nos a novos desafios. Quem vive no associativismo sabe que a mudança e a adaptação são uma constante. Quem vive com o ideal de construir uma sociedade melhor, percebe o que é enfrentar novos desafios no seu quotidiano, angariar apoios logísticos, ou mitigar a falta de fundos. 


Desde cedo, aprendemos a fazer muito usando, como ingrediente principal, a vontade que todos temos de melhorar. É por esse motivo que podemos afirmar que o associativismo nos prepara para a vida. 


Nos dias de hoje, percebemos que todos aqueles que já tiveram experiências no associativismo, ou no voluntariado, encontram sempre uma forma positiva de ver as coisas. Dia após dia, vemos os casos, notícias, números preocupantes na televisão e somos bombardeados de informações tão distintas que, por vezes, nem sabemos em quem podemos acreditar, mas sabemos que não podemos parar. 


Na JovemCoop, adaptamos e reduzimos as nossas atividades de forma a continuarmos ativos e sempre com o objetivo de mantermos vivo o interesse que as pessoas têm pela nossa história. Realizámos a atividade “O Nosso Património” e adaptámos as nossas habituais visitas guiadas pela cidade, realizando os “Percursos Brácaros - online”; reinventámo-nos sempre com o objetivo de não parar as nossas atividades. 


Contudo chegou o dia em que nos vimos forçados a parar, o dia em que descobrimos que também nós fazemos parte dos números que surgem no ecrã, o dia em que somos positivos ao COVID19. 


O nosso primeiro pensamento é sempre procurarmos onde esteve a “falha”; pensamos no nosso trabalho, nas atividades planeadas e questionamos qual foi o momento em que “baixamos a guarda”. Contudo, de imediato, percebemos que também faz parte da nossa missão “correr riscos em prol da população”. Sempre estivemos conscientes que, cada vez que saímos de casa, estávamos mais expostos ao vírus, sabendo que há riscos que são necessários, pois há pessoas que têm de estar em casa porque não se podem expor e que esperam a nossa ajuda. 


A nossa experiência, de passar por este episódio de COVID-19 faz-nos ver o isolamento como um tempo de reflexão. Somos obrigados a estar fisicamente resguardados, mas a nossa mente é livre. Assim, aceitamos mais este desafio que a vida nos dá, arregaçamos as mangas e começamos a desenhar novas atividades, sempre com todas as medidas de segurança. 


A verdade é que, mesmo em casa, há quem precise de nós. Deste modo, começamos, desde já, a desenhar o nosso “Percurso Brácaro - online” edição especial de Natal. Quem já tem vindo a participar nesta atividade sabe que, no Natal, associamo-nos sempre a uma causa solidária que já sentimos também como nossa - a “Missão Põe Azeite”. 


A “Missão Põe Azeite” é realizada pelo Grupo Coral de Guadalupe, que todos os anos se compromete a recolher as garrafas de azeite que vão compor os cabazes de Natal, distribuídos às famílias mais carenciadas, que estão identificadas pela Comissão Social da Freguesia de S. Victor. Deste modo, a todos os que irão participar no Percurso que a JovemCoop irá realizar, ou que simplesmente queiram ajudar, pedimos que deixem o seu contributo. 


Podem deixar a vossa garrafa de azeite na Capela de Guadalupe, todos os domingos a partir das 10h30 e também na Junta de Freguesia de S. Victor, todos os dias úteis, das 9h às 13h e das 14h às 17h. Quem desejar, pode contactar a JovemCoop que nós disponibilizamo-nos para ir recolher o seu contributo.

 
Quanto ao “Percurso Brácaro-online” edição de natal, basta estar atento ao facebook da JovemCoop e da Braga +, pois em breve divulgaremos mais informações. 


Enquanto não nos podemos todos encontrar, pense em 2020 como um ano atípico, mas vendo sempre o seu lado positivo. Tivemos mais tempo para nós e para os nossos, tempo para refletir e valorizarmos o que verdadeiramente importa. E, acima de tudo, conseguimos ver a capacidade que temos de nos adaptarmos a novas situações e de enfrentarmos todos os desafios de cabeça erguida. 


Com o ano quase a terminar, pense que “Vai ficar tudo bem!” e, se tiver essa possibilidade, contribua para uma causa social, para que todos  possam encerrar 2020 da melhor forma. 


Mas acima de tudo, veja sempre o lado positivo, e aceite como uma oportunidade cada desafio que a vida lhe lança!


20 de outubro de 2020

Percursos Brácaros - Azulejos da Igreja de S. Victor


 No sentido de combater o distanciamento social, e de forma a manter ativo o associativo, a JovemCoop e a Braga+ voltam a realizar os seus percursos por locais emblemáticos da cidade. Dando inicio à 2ª edição dos "Percursos Brácaros" de forma digital.


(Re)Iniciamos os "Percursos Brácaros" já este sábado, com uma visita aos azulejos da Igreja de S. Victor, para o fazer basta juntar-se ao Direto no Facebook da JovemCoop pelas 10h30.

IMPORTANTE: o horário da atividade fica sempre condicionado pela possibilidade da existência de cerimónias religiosas excepcionais. 

Contamos consigo!

14 de outubro de 2020

Crónica "Quando Colorir pode Ajudar"

 





Quando Colorir pode Ajudar 


Se pensarmos no ano corrente, há uma frase que ficará na memória de todos: "Vai ficar tudo bem!”. Estas devem ter sido as palavras mais sentidas nos últimos meses. Porquê? Talvez porque atravessamos tempos menos bons, mas a crença na Humanidade dá-nos força. 

Contudo, o mundo à nossa volta continua a existir tal como antes, com todos os outros desafios, só que agora temos mais um para ultrapassar. Aludindo ao famoso arco-íris que coloriu os nossos dias, hoje vimos falar de duas das suas cores: o amarelo e o cor-de-rosa. 

Em 2020, conhecemos uma iniciativa que ocorre no mês de Setembro e que merece ser partilhada com todos. O Setembro Dourado é uma Campanha Internacional desenvolvida, em Portugal, pela Associação Acreditar. O objetivo desta campanha é partilhar com todas as pessoas os desafios da oncologia pediátrica. A Acreditar dá um grande apoio a todas as famílias que enfrentam o cancro infantil e, por esse motivo, os nossos amigos do Grupo Coral de Guadalupe decidiram partilhar a iniciativa do Setembro Dourado, ensinando-nos a todos o poder de uma comunidade. 

O Grupo Coral de Guadalupe coloriu os seus dias de amarelo e desafiou todos os seus amigos a comprarem os laços amarelos que fabricaram, doando todo o valor à associação Acreditar. Não podemos deixar de nos orgulhar de tamanho gesto, pois, assim, percebemos que através de um pequeno desafio familiar podemos mudar realmente o mundo de alguém. 

Também associado ao Setembro Dourado, soubemos do desafio "Pelos Sonhos do Tomás”. Se ainda não ouviu falar do Tomás, temos a certeza de que irá ouvir. O Tomás é um menino de 7 anos que precisa da ajuda de todos para conseguir concretizar todos os sonhos que uma criança pode ter. Contudo, para os alcançar, o Tomás precisa, primeiro, de ultrapassar o seu problema de saúde, tendo necessidade de proceder a tratamentos em Barcelona e nos Estados Unidos, mas, para que tal seja possível, todos temos de ajudar a Família Tomás a angariar o montante financeiro necessário, que é extremamente elevado. Vamos dar o nosso contributo e ajudar nesta causa que é de todos aqueles que durante estes tempos disseram “Vai ficar tudo bem!”. Para ajudar basta uma pequena pesquisa nas redes sociais que encontrará a página “Pelos Sonhos do Tomás”. 

Se Setembro foi dourado, então Outubro é Rosa, sendo o mês da sensibilização para a prevenção do cancro da mama. Este costuma ser um mês repleto de atividades abrangentes a todo o público, no entanto, com todos os desafios vividos este ano, o programa será notoriamente mais reduzido. 

A Liga Portuguesa Contra o Cancro, tal como muitas outras associações solidárias, tem vivido tempos difíceis, pois todas as atividades e campanhas, que contribuem para os fundos da associação, foram canceladas. Este ano não tivemos caminhadas solidárias, não existiram concertos, jantares, palestras, entre muitas outras iniciativas. Sem eventos, não há a angariação de receitas que possam ajudar os doentes oncológicos. 

De forma a combater esta falta de apoios, a Delegação de Braga da Liga Portuguesa Contra o Cancro - Unidade de Psico-Oncologia está a vender o livro “Da Nossa Varanda, Varanda de Todos”, cuja totalidade do valor reverte para a Liga. Para adquirir o livro apenas necessita entrar em contacto com a associação ou com alguma das suas voluntárias. 

Num ano de tantas cores é urgente sermos solidários e associarmo-nos a causas como estas. A Liga Portuguesa Contra o Cancro fez, através das suas redes sociais, um pedido para ter voluntários, de forma a conseguir realizar o peditório anual (muitos dos seus voluntários são pessoas de risco que, neste momento, têm de se resguardar). Por isso, se tem algum tempo disponível, ou se, de alguma forma, sente que pode ajudar, abrace uma destas causas e dê o seu contributo. 

Só assim poderemos combater a falta de apoio que o associativismo social tem sentido. Hoje, desafiamos os nossos leitores a vestirem o arco-íris que pintaram nas suas janelas e a fazerem, realmente, com que “Fique tudo bem” para todos! 

Escolha a sua cor, abrace uma causa e veja como é possível mudar o mundo de alguém.


16 de setembro de 2020

Crónica "(Re)Criar Braga"


 

(Re)Criar Braga


Se pensarmos no ano que estamos a viver, sem dúvida que percebemos que é um ano desafiante para toda a humanidade e que nos obriga a parar e a refletir. 


A verdade é que todos precisávamos de o fazer. Fomos forçados a ficar por “casa”, o que nos ajudou a olhar para as mesmas coisas, mas de uma outra perspetiva. O tempo em família foi valorizado por todos… as nossas casas eram, talvez, dos locais onde passávamos menos tempo e, desta forma, fomos “obrigados” a usufruir do conforto do lar. Em suma, tivemos de nos adaptar a uma nova realidade à escala mundial, que, como não podia deixar de ser, acabou por afetar o quotidiano de todas as pessoas. 


Estamos a poucos dias de terminar o Verão, a estação do ano que, para muitos, significa uns dias de férias e até essas tiveram de ser adaptadas, pois, ao contrário do habitual, este ano grande parte da população optou por não sair do país e partir em descoberta de um Portugal encantador. Um Portugal que está sempre de portas abertas para nos receber mas que nem sempre é por nós valorizado. 


Deste modo, reconhecemos a necessidade de valorizar o que é nosso e acreditamos que este tempo de reflexão nos permitiu pensar nas nossas casas com um carinho ainda maior, sendo que muitos aproveitaram para as remodelar, para as tornar ainda mais confortáveis e funcionais. 


A JovemCoop, infelizmente, ainda não tem uma casa para si. Não temos uma sede, um local que podemos considerar nosso, mas este “pormenor” nunca foi um impedimento para nós. Ora, uma vez que não podemos pensar na nossa casa, pensamos na nossa cidade e imaginamos como esta poderá ser ainda mais confortável para todos. É oficial que sempre iremos ambicionar o Parque Verde das Sete Fontes; acreditamos num futuro mais risonho para as Convertidas e para a Fábrica Confiança. Contudo, não deixamos passar despercebido os “pequenos” desafios que a Câmara Municipal de Braga lança aos bracarenses e que podem ajudar a tornar Braga uma cidade mais apelativa. Falamos do Concurso de Ideias para o Monumento Evocativo ao Arcebispo D. Diogo de Sousa. 


Certamente que quem passa pela nossa cidade ouve falar desde icónico arcebispo , que dá nome a um dos nossos principais museus. Conhecido por muitos como o “pai da arqueologia”, foi Arcebispo de Braga desde 1505 até 1532, o ano da sua morte. É a D. Diogo de Sousa que devemos grande parte da cidade como hoje a vemos, pois foi ele quem ousou trespassar as muralhas da cidade medieval, abrindo novos largos ao redor da cidade, criando assim espaços mais arejados. Um exemplo desses locais é o conhecido Campo da Vinha, uma praça mandada abrir por D. Diogo de Sousa e que é, por esse motivo, o local escolhido para a colocação da estátua vencedora do concurso. 


Até dia 12 de Outubro todos podem participar no concurso de ideias, devendo para isso consultar o regulamento disponível no site da CMB. Consideramos esta uma excelente iniciativa, pois, hoje em dia, são muitas as cidades que começaram a (re)decorar os seus espaços públicos animando as ruas das cidades com estatuária e até mesmo com equipamentos públicos apelativos a todos, de forma a qualificar a paisagem urbana. Não podemos esquecer que (re)decorar o espaço urbano irá sempre exigir uma análise especialista, pois são muitos os fatores a ter em conta para que seja um monumento com a devida contextualização. 

Desafiamos, assim, a que o município reflita sobre a “sua casa” e a torne cada vez mais bonita e funcional. Acreditando que há um legado que devemos deixar e que o património não precisa ser antigo para ter valor, é possível construir “património” nos dias de hoje. Conseguimos sempre acrescentar valor a tudo o que fazemos e ao local onde vivemos. Num ano desafiante como que estamos a viver, só podemos acreditar que vamos dar bons passos na valorização e proteção do património, deixando assim marcas coloridas, num ano que tem como símbolo um arco-íris, pois assim saberemos que “Tudo ficou bem!”.



13 de agosto de 2020

Percursos Brácaros - Especial Aniversário

 

De forma a comemorar o 41º aniversário da JovemCoop, iremos realizar um episódio especial dos Percursos Brácaros. O local escolhido é o Recolhimento de Santa Maria Madalena, mais conhecido como Casa das Convertidas. Em parceria com as entidades amigas Braga+, Junta de Freguesia de São Victor e com os Amigos das Convertidas o percurso decorre este sábado, 15 de Agosto, a partir das 10h30, em direto do facebook da JovemCoop, com o propósito de dar a conhecer um lugar de património especial que preenche o coração da nossa cidade.

Contamos consigo nesta edição especial de aniversário, afinal não é todos os dias que uma associação juvenil comemora 41 anos de associativismo.

23 de julho de 2020

Percursos Brácaros - Capela de Santa Marta do Leão e Capela de Santa Maria Madalena



As associações Braga + e JovemCoop vão terminar esta série de Percursos Brácaros com uma visita guiada digital à Falperra, nomeadamente às capelas de Santa Marta do Leão e a Capela de Santa Maria Madalena. Esta iniciativa, realizada em parceria com a Junta de Freguesia de São Victor e com a Irmandade da Falperra, decorre este sábado, 25 de Julho, a partir das 10h30, com o propósito de dar a conhecer um lugar de património e celebração para todos os bracarenses, que coincide com a data da sua habitual romaria. A visita pode ser acompanhada a partir da página da JovemCoop no Facebook.
Tal como é usual na tradição cristã do Entre Douro e Minho, os pontos mais elevados desta montanha acolheram, desde cedo, lugares de culto. A devoção a Santa Marta foi instaurada no monte das Cortiças e, mais tarde e por influência deste, no seu sopé. Também Maria Madalena, que uma das tradições hagiográficas cristãs aponta como sendo irmã de Marta, viu surgir numa vertente oposta da Falperra – mais propriamente na base do Monte Frio - o seu espaço de culto, que seria redesenhado por André Soares em meados do século XVIII.
Com esta visita guiada, as duas associações continuam a dar preferência ao legado de André Soares, associando-se às comemorações dos 300 anos do nascimento do artista bracarense.


2 de julho de 2020

Percursos Brácaros - Palácio do Raio





As associações Braga + e JovemCoop vão dar continuidade aos seus Percursos Brácaros com uma visita guiada digital ao Palácio do Raio. Esta iniciativa, realizada em parceria com a Junta de Freguesia de São Victor e com a Misericórdia de Braga, decorre este sábado, 4 de Julho, a partir das 10h30, com o propósito de dar a conhecer a história e o património deste exemplar tão relevante da arquitetura civil bracarense. A visita pode ser acompanhada a partir da página da JovemCoop no Facebook.
O palácio do Raio é uma das obras-primas de André Soares. Construído a partir de 1752, destinava-se a servir de habitação à família do rico comerciante João Duarte Faria. Sofreu algumas alterações no decorrer do século XIX, quando estava na posse de Miguel José Raio, o homem que deixou o seu nome à casa. Contudo, a designação do palácio mais popular entre os bracarenses era "Casa do Mexicano", devido à estátua do que aparenta ser um turco, que se encontra em destaque na escadaria principal, e saiu também das mãos do mestre André Soares.
O palácio do Raio esteve, até 2011, na posse do Estado. Como sua proprietária, a Santa Casa da Misericórdia de Braga encetou um processo de reabilitação ao edifício, passando a acolher, desde 2015, os serviços centrais da instituição e o Centro Interpretativo Memórias da Misericórdia de Braga.
Desta forma, as duas associações continuam a dar preferência ao legado de André Soares, associando-se às comemorações dos 300 anos do nascimento do artista bracarense.

30 de junho de 2020

O Nosso Património - Inscrições Abertas



Começam hoje as inscrições para a XVI edição de "O Nosso Património" que este ano será adaptado às condições que assim o exigem! 

Sobre o mote "Não pendures já as sapatilhas", entre os dias 6 e 17 de Julho, das 10h às 12h30, desafiamos jovens entre os 12 e os 17 anos a virem conhecer um pouco mais da história de Braga, em geral, e da Freguesia de S. Vitor, em particular.

Garantimos que iremos cumprir todas as normas da Direção Geral de Saúde relativas aos campos de férias, privilegiando o espaço ao ar livre. Assim, a XVI edição traz consigo a novidade de ter todas as suas atividades centralizadas no Parque de Guadalupe, local onde os participantes irão iniciar e terminar as suas atividades. 

É obrigatória a presença nos 10 dias de atividades, uma vez que as vagas são limitadas. 

As inscrições podem ser realizadas online, aqui

23 de junho de 2020

Crónica "O Nosso Património... a XVI edição"


O Nosso Património… a XVI edição

Conscientes de que ainda vivemos num cenário de pandemia, a JovemCoop e a Junta de Freguesia de S. Victor, uniram forças e decidiram levar a bom porto a 16ª edição da atividade “O Nosso Património”.
Acreditamos que estamos, aos poucos, a regressar à normalidade nesta fase de “desconfinamento”, por esse motivo decidimos assumir um compromisso com segurança e realizar esta atividade que é o nosso ex-libris. Direcionada para os mais jovens, a 16ª edição traz consigo o desafio de mantermos a sua essência ao mesmo tempo que a adaptamos a esta nova realidade.
Sob o mote “Não pendures já as sapatilhas”, desafiamos jovens entre os 12 e os 17 anos a saírem da sua zona de conforto e a participarem na atividade. Analisamos todas as indicações dadas pela Direção Geral de Saúde, no que aos campos de férias diz respeito e acreditamos numa atividade segura para todos. Uma das principais adaptações que fizemos foi a redução do tempo da atividade, que antes preenchia todo o mês de Julho e este ano serão apenas 10 dias. Também o número de inscrições será limitado, pelo que desafiamos os mais interessados a inscreverem-se rapidamente. Conforme indicado pela DGS, as inscrições serão unicamente online, estando o link disponibilizado quer no blog da JovemCoop, quer no site da Junta de S. Victor, ou mesmo no Facebook de ambas as instituições, privilegiando assim o contacto digital. 
Todas as atividades foram meticulosamente pensadas de forma a tornarem-se seguras para todos, quer participantes, quer monitores. Nesse sentido, começamos por privilegiar, sempre que possível, as atividades ao ar livre; para isso escolhemos o Parque da Capela de Guadalupe como o nosso “quartel general”, local que será sempre o ponto de encontro para o início de cada atividade.
Todos os participantes terão um KIT de higienização, contendo uma máscara social reutilizável, luvas e álcool gel, para , ue sempre que seja necessário, possam utilizar. Nomeadamente nas visitas a locais fechados, como museus e igrejas, onde é imperativa a utilização destes materiais de higienização. Teremos também algumas horas da atividade dedicada ao estudo das normas de segurança demonstrando sempre a importância do cumprimento das regras.
Assim, acreditamos que a 16ª edição de “O Nosso Património” terá como missão não só a valorização e preservação da nossa história e património, mas também a consciencialização dos jovens participantes para os tempos que a humanidade atravessa.
Ambicionamos dar a conhecer alguns dos locais mais icónicos da cidade, mas também os recantos de uma freguesia rica em história e património. Acreditamos que os tempos em que vivemos o isolamento social ainda está demasiado presente entre os jovens, que praticamente terminaram o ano letivo através de aulas online, tendo estado dessa forma impossibilitados de conviver com os colegas. Reconhecemos que foi uma medida imperativa para a segurança de todos, contudo sabemos pela DGS que os campos de férias já se podem realizar e que esse convívio também nos faz falta, uma vez que o ser humano é um ser social por natureza que não foi “criado” para viver constantemente isolado.
Assim convidamos todos os jovens entre os 12 e os 17 anos a inscreverem-se online e a participarem nesta edição única de “O Nosso Património” que irá decorrer no Parque da Capela de Guadalupe de segunda a sexta feira entre as 10h e as 12h30. “Não pendures já as sapatilhas”, junta-te a nós e vem conhecer melhor a nossa cidade, em geral, e a Freguesia de S. Victor, em particular. Não percas tempo as inscrições são limitadas!

16 de junho de 2020

"Percursos Brácaros - Capela de São João da Ponte"



No sentido de combater o distanciamento que somos obrigados a manter, a JovemCoop e a Braga+ voltam a realizar os seus percursos por locais emblemáticos da cidade. Queremos manter a proximidade entre os nossos amigos e a cultura, por esse motivo criámos os "Percursos Brácaros" de forma digital.

Realizamos o segundo episódio dos "Percursos Brácaros" já este sábado, com uma visita à Capela de São João da Ponte, para o fazer basta juntar-se ao Direto no Facebook da JovemCoop pelas 10h30. Junte-se a nós e venha conhecer um pouco mais da história do nosso Santo Popular. 

Contamos consigo!

2 de junho de 2020

"Percursos Brácaros - Capela de Guadalupe"



No sentido de combater o distanciamento que somos obrigados a manter, a JovemCoop e a Braga+ voltam a realizar os seus percursos por locais emblemáticos da cidade. Queremos manter a proximidade entre os nossos amigos e a cultura, por esse motivo criámos os "Percursos Brácaros" de forma digital.

Iniciamos os "Percursos Brácaros" já este sábado, com uma visita à Capela de Guadalupe, para o fazer basta juntar-se ao Direto no Facebook da JovemCoop pelas 10h30. Junte-se a nós e veja o altar-mor da Capela restaurado recentemente, uma obra ímpar de André Soares. 

Contamos consigo!

26 de maio de 2020

Crónica "Recriar o Associativismo"



Recriar o associativismo

No passado dia 18 de maio, celebrámos o Dia Internacional dos Museus com a reabertura de vários museus e monumentos no país, que se viram obrigados a fechar durante cerca de dois meses.
Aquele que seria um dia com os museus da cidade abertos ao público, repletos de atividades dedicadas aos mais novos, tornou-se no tão esperado dia da (re)abertura dos espaços que, apesar de comemorarem o “desconfinamento”, mantiveram a ponte até então criada devido ao Estado de Emergência.  Continuamos com visitas virtuais disponíveis em alguns dos maiores museus, entre outras atividades. No entanto, pede-se agora que, com as devidas precauções, os visitantes voltem a encher de vida os espaços museológicos.

Com necessidade de (re)adaptação está também o associativismo. Quem vive o associativismo, sabe que é uma atividade organizada por pessoas e para pessoas, o que hoje em dia implica inúmeras restrições. Contudo, não é por isso que nos devemos esquecer deste setor tão importante na nossa sociedade. A JovemCoop, enquanto associação juvenil que visa preservar e proteger a natureza, o património e a cultura, fará tudo o que for possível para manter as suas atividades, agora adaptadas aos novos tempos. Pretendemos transformar os nossos habituais percursos em parceria com a Braga+, em “Percursos Bracaros”, em direto nas nossas redes sociais, começando já no sábado dia 6 de junho, pelas 10h30. Para aceder à visita basta seguir a conta do Facebook da JovemCoop e aderir ao direto. Desta forma, acreditamos não só estar a combater o afastamento das pessoas aos locais mais carismáticos da cidade, mas também a trabalhar para manter aproximação da cultura que os bracarenses sempre tiveram. Esta, entre muitas outras atividades, resulta de uma reinvenção, pois acreditamos que é necessário combater a generalização do pensamento “este ano cancelamos tudo, porque não se pode fazer nada”. É verdade que atravessamos um dos maiores desafios dos últimos tempos, mas se há coisa em que o associativismo sempre foi bom, é em ter um efeito camaleónico de adaptação às circuntâncias.

Nos tempos que correm, a cultura e a valorização do património não podem ser esquecidas, ou passadas para planos inferiores. Um excelente exemplo da valorização do património foi a notícia da Junta de Freguesia de S. Victor, que mostrou vontade em adquirir a Capela de São Victor-o-Mártir. Quem já visitou connosco as Sete Fontes, com certeza que parou na frente daquela “Capela”, que apesar de ser um marco na história da cidade se encontra ao abandono. A proposta da Junta de Freguesia de S. Victor, consiste em requalificar o local, transformando-o num núcleo museológico da história da freguesia. Esta é claramente uma proposta visionária de quem cuida e protege o património, pois esta autarquia conseguiu ver, num local que, devido ao seu elevado estado de degradação, não tem muita relevância arquitetónica, mas que é, indiscutivelmente, um marco na história da freguesia. Esta é uma forma de cuidar e promover um ativo da História da Cidade. É certo que em tempos, tal como o nome indica, aquele local seria utilizado para o culto religioso, no entanto, transforma-lo num núcleo museológico é dar-lhe o merecido reconhecimento. Afinal, segundo a lenda, terá sido naquele local que São Victor afirmou a sua fé, pois ao cruzar-se com um cortejo de celebração à deusa Ceres, negou juntar-se às festividades alegando acreditar apenas num só Deus, começando desta forma a ser martirizado por um povo que não aceitava a religião cristã. Toda a vida de S. Victor está retratada nos azulejos da Igreja de S. Vitor, inclusive esta passagem fulcral na vida de Victor, que o tornou um santo martirizado. Se nunca reparou neste local, esteja atento ao nosso Facebook, pois contamos passar por lá num dos nossos “Percursos Bracaros”.

Enquanto vamos (re)criando as nossas atividades e voltando à normalidade possível, desafiamos todos os nossos amigos leitores a participarem nas atividades online, para que, em segurança, todos possam ir conhecendo melhor a nossa cidade.

Da nossa parte, sabemos que “Vai Ficar tudo bem”, incluindo a valorização do nosso património!

28 de abril de 2020

Crónica "Liberdade, Liberdade"


Liberdade, Liberdade

No passado dia 25 de Abril, a liberdade portuguesa comemorou 46 anos de existência. Antes do seu “nascimento” Portugal era um país oprimido, onde todos eram obrigados a pensar da mesma forma e não havia espaço para questionar…

Mas houve um grupo que ansiou por ser diferente, por pensar livremente e que “quis saber quem sou, o que faço aqui?”. Unidos criaram o Movimento das Forças Armadas (MFA) que ousou sonhar com um país, onde “o povo é quem mais ordena…”. Um sonho arriscado foi o do MFA, que usou como senha uma música que, até então, era considerada ilegal, pois tinha sido censurada pelo regime ditatorial que a considerava comunista. Com este marco na história nacional, nomes como Melo Antunes e Otelo Saraiva de Carvalho, principais estrategas do 25 de Abril, Salgueiro Maia, Capitão do exército português e Ramalho Eanes, primeiro Presidente da República eleito democraticamente, entre muitos outros, jamais serão esquecidos, pois mudaram o rumo da história deste pequeno jardim à beira mar plantado.

Há ainda outro nome que merece especial destaque quando se fala na “Revolução dos Cravos”, falamos de Celeste Caeiro, que, por obra do acaso, juntamente com a bondade do seu coração, acabou por ir distribuindo cravos vermelhos pelos soldados com que se foi cruzando pelo caminho da revolução.

Hoje coexistem dois tipos de gerações, a que viveu o 25 de Abril e a que apenas o estuda nos livros de História. Será que esta última, tem verdadeira noção das conquistas da “Revolução dos Cravos”?
Ironicamente, este ano em que todos estamos “confinados” em casa, as redes sociais foram inundadas por fotografias ao som de “Grândola Vila Morena” como se houvesse uma maior valorização da Revolução de Abril. Como se todos exaltassem a liberdade que dizem agora não ter. É certo que nestes dias celebramos uma revolução, enquanto outra ocorre, mas a de hoje é certamente temporária e, apesar de nos tirar alguns movimentos, teremos sempre a liberdade de expressão e pensamento. Hoje a falta de “liberdade” é-nos imposta por um vírus e não por um grupo de ditadores. Apesar de grande parte da população ter de estar resguardada em casa, todos temos a liberdade de escolher os livros que vamos ler, das músicas que vamos ouvir, dos filmes que queremos ver e, acima de tudo, todos podemos escrever livremente expressando os nossos pensamentos e ideais. É fundamental que hoje todos tenham essa consciência, o facto de travarmos forças uma grande pandemia fez-nos valorizar pequenas coisas que tínhamos dadas como adquiridas, em parte por fazerem parte do nosso quotidiano. Contudo, nunca podemos comparar o que vivemos hoje, com os tempos vividos antes da Revolução de Abril. Hoje vivemos uma falsa sensação de “opressão”, mas devemos aproveitar o momento que atravessamos para usufruir de mais momentos familiares, apreciar o abrandar da nossa vida, que muitas vezes não nos permite ter tempo para os nossos, e valorizar também aqueles que mais amamos, pois facilmente percebemos que o longe se fez perto. 

Felizmente, perante a pandemia que estamos a atravessar, existem inúmeras “Celeste Caeiro” que transformam os seus cravos em bens essenciais e que os distribuem por todos nós, os soldados desta revolução. A onda solidária que cresceu ao mesmo tempo que o “caos” se instalou foi, na nossa opinião, magnífica e digna de uma grande congratulação. Por esse motivo, aproveitamos esta crónica para agradecer, publicamente, a todos aqueles que vestem a camisola solidária!

Por todos aqueles que lutam contra esta pandemia pedimos-lhe a si, caro leitor, que nesta revolução 
seja o nosso Salgueiro Maia, ficando em casa! Sem nos apercebermos, todos os dias comemoramos o 25 de Abril, porque todos os dias usufruímos da nossa liberdade, pois mesmo em casa somos livres!

31 de março de 2020

Crónica "A JovemCoop fica em casa!"



A JovemCoop fica em casa!

Nos dias que correm, a humanidade enfrenta um dos seus maiores desafios. Certamente nenhum de nós esperava viver uma pandemia… mas afinal o que é uma pandemia?

A palavra pandemia deriva da junção das palavras gregas pan (παν) que significa “tudo/todos” e demos (δήμος) que significa “povo”; falamos, assim, de uma epidemia que se espalha por “todo o povo”, ou seja, pela população mundial.


Se olharmos para a nossa história, infelizmente, este não é o primeiro caso de pandemia registado. Lembramos a “Peste Negra” que, em meados do século XIV, reduziu a população da Europa a dois terços, e o “Tifo” que surgiu nos finais do século XV e voltou no século XX durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje vivemos “mais uma pandemia”, mas desta vez é diferente, desta vez todos nós, sem qualquer exceção, temos um papel fundamental nesta batalha mundial.

Hoje o combate a uma pandemia deveria ser muito mais fácil do que em qualquer um dos séculos anteriores. No meio da infelicidade, somos uma geração privilegiada por atravessarmos esta difícil guerra numa era altamente tecnológica. Pense como seria inviável, no século XIV, pedir à população que ficasse em casa, que lavasse as mãos com água e sabão ou que desinfetasse as mãos e as superfícies. Hoje temos tudo isso ao nosso rápido alcance. Enquanto associação que valoriza o património e privilegia o contacto com a natureza, percebemos a necessidade de nos readaptarmos às condições atuais e ficarmos em casa.  

Grande parte da população tem um conforto mínimo dentro de casa; temos a televisão que nos mantém sempre informados e conectados com o que se passa pelo resto do mundo; temos o telefone, que nos permite comunicar com todos aqueles que nos são próximos; temos tudo o que precisamos à distância de um “click” com a internet. Desde o início desta pandemia foram mais de 500 os museus que disponibilizaram visitas virtuais, podendo, assim, aproveitar para viajar sem sair do sofá. Foram também muitas as universidades que disponibilizaram cursos on-line gratuitos, logo, porque não aproveitar o tempo em que está por casa para aumentar o conhecimento naquele hobby de que tanto gosta? Quase ao mesmo tempo em que o Governo decreta o Estado de Emergência surgem muitas iniciativas culturais on-line. Na impossibilidade de se deslocar para usufruir de um programa cultural, as iniciativas chegam até nós através de páginas nas redes sociais que permitem a visualização de concertos em direto realizados por artistas nacionais e não só. Seguindo este excelente exemplo, no passado fim-de-semana, a Junta de Freguesia de S. Victor promoveu dois concertos com jovens músicos. Nós assistimos e garantimos que foi uma excelente iniciativa que deveria acontecer mais vezes. Através da internet temos ainda aplicações que nos permitem falar em grupo, quer para reuniões de teletrabalho, quer para juntarmos a família virtualmente.

Todas as opções dadas até agora foram claramente tecnológicas, mas se preferir aproveitar estes dias para se desconectar do mundo também o pode e deve fazer. Se tiver jardim, junte os habitantes de casa e faça um picnic; e senão tiver jardim, pode sempre fazer na sala. Podemos, também, fazer um exercício de criatividade e olharmos para os materiais que temos em casa, nomeadamente os que vão para a reciclagem e dar-lhes uma segunda vida, fazendo fantoches, marionetas, pinturas… é só dar asas à imaginação e logo verá os resultados engraçados que podem surgir. Se não tem crianças e não gosta de trabalhos manuais, porque não aproveitar para (re)ler aquele livro que vai adiando por falta de tempo?

Hoje a sociedade reinventa-se para que a vida continue com a “normalidade possível” e isso é realmente algo que devemos valorizar. A capacidade que o ser humano tem de se adaptar às novas situações é algo único e bonito de se ver. Bonito de se sentir é ainda o espírito solidário. A população uniu-se para bater palmas aos profissionais de saúde, fazendo com que, numa cidade onde outrora se ouviam os sons do trânsito, se ouvissem, em uníssono, as palmas que, por vezes, acompanhavam o hino nacional. O espírito solidário invadiu o coração de muitos que noutros tempos não conheciam os vizinhos, mas hoje voluntariam-se para fazer as compras por eles de forma a que não tenham de sair de casa. Também as instituições foram ágeis e mostraram logo vontade de ajudar todos os que precisam. A Junta de Freguesia de S. Victor disponibilizou voluntários que, devidamente identificados, levam os bens de primeira necessidade àqueles que, por pertencerem a um grupo de risco, não podem sair de casa. Como não podia deixar de ser, a JovemCoop depressa se disponibilizou também para ajudar. Hoje, apenas apelamos a que fiquem em casa, e, se conseguirem, espreitem as nossas sugestões nas redes sociais pois #aJovemCoopficaemcasa e promete trazer-lhe alguns desafios para os momentos menos ocupados. 

3 de março de 2020

Braga, uma Cidade Culturalmente Feliz


Braga, uma cidade culturalmente Feliz

Sendo Braga considerada a urbe mais feliz de Portugal, achamos que deveríamos refletir um pouco sobre a nossa cidade. Afinal… o que é Braga? Quem é Braga? São questões que todos nós devemos refletir e até ousar responder. 

Consideramos que somos uma cidade culturalmente ativa e que se orgulha de envolver cidadãos e entidades na sua vida cultural. Reconhecemos que ainda muito podemos crescer e melhorar, mas temos já uma cultura transversal para todos os gostos e, admitindo que nem sempre o fazemos, vamos cada vez mais valorizando o nosso património. 

Nos dias de hoje, é quase impossível discutir o espaço cultural do concelho de Braga sem referir o “programa” Braga Cultura 2030. Recentemente apresentado, este programa de valorização cultural assenta na premissa da cultura inclusiva, eclética, democrática, de todos e para todos. Aquando do anúncio da apresentação da estratégia cultural para uma década (sim, dez anos de intensa atividade cultural), algumas vozes criticaram o facto de a apresentação vir a acontecer numa antiga escola localizada numa freguesia periférica. 

Ora, que melhor sinal a dar à comunidade senão descentralizar esta ação? A cultura é a identidade de um povo e a “nossa cultura” não se faz somente no centro urbano. Democratizar o acesso às iniciativas culturais e apostar na capacitação de novos agentes e na formação de públicos, envolvendo todos estes atores numa estratégia é, no mínimo, arrojado. Por isso,admitimos ter grandes expectativas para este desafio,liderado pelo Município de Braga e pelo Theatro Circo. A Estratégia Cultural de Braga 2020-2030 admite que “identifica a cultura como um dos pilares de desenvolvimento sustentável de uma cidade”, o que nos leva a acreditar que, com o início desta nova década, a vida cultural da cidade levará um grande impulso,tornando-se ainda mais rica e participativa. Através do sitewww.bragacultura2030.pt, todos os bracarenses sãoconvidados a participar na apresentação do programa, que garantem não estar fechado, pois deverá ser preenchidopelas sugestões de todos os cidadãos. 

O facto de este projeto ter sido apresentado na Escola de Oliveira (São Pedro) mostra-nos que ele irá influenciar toda a região. É louvável a descentralização dos eventos da cidade, pois Braga vai muito além do seu centro histórico. Aliás, muitos dos nossos marcos históricos ancestrais residem precisamente nas freguesias com cariz mais ruralizado, por isso, o público urbano hoje surpreende-se com as recriações etnográficas dos Grupos de Folclore, quando “Botam as Almas”, simulam “as Vindimas”, o “Lavar da roupa” e até o “malhar o centeio”. Mas é também necessário promover o intercâmbio cultural, levando às periferias as manifestações culturais da arte contemporânea. Como não lembrar o relevante papel da Galeria Mário Sequeira, em Tibães? É esta troca de experiências que nos torna mais ricos enquanto sociedade.

Estamos expectantes com o desenvolvimento da Estratégia Cultural Braga 2020-2030. Pensamos nós que a marca desta estratégia é deixar de pensar, de forma avulsa, os eventos e planear com as pessoas e com as entidades uma estruturação cultural que capitalizará o nosso concelho como exemplo para outras regiões. O facto de sermos a capital do Eixo Atlântico, ao qual pertencemos desde 1992e de termos o projeto Braga Cultura 2020-2030 poderá ser uma alavanca para nos prepararmos e termos uma boa candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2027. 

Braga já deu provas de que pode ter uma elevada adesão aos eventos culturais, e esta estratégia pode ser a aposta encorpada na formação de públicos. Com o passar dos anos, as portas do Theatro Circo foram abertas à cidade e hoje são muitos os bracarenses que visitam aquele espaço com maior regularidade. Para ajudar a perceber melhor a vida cultural da cidade, poderá dar o seu testemunho no projeto bragacultura2030 entrando no site e preenchendo o questionário “Que cidade é esta?”. Nós já o fizemos erecomendamos que o faça com tempo, pois o questionário dá espaço para a reflexão. Este questionário é mais uma prova dada de que o projeto Braga Cultura 2030 pretende incluir os cidadãos. 

A JovemCoop estará disponível para abraçar todos os desafios que poderão surgir ao longo desta década, mas,acima de tudo, estaremos sempre prontos para refletir sobre a nossa cidade, pois só assim poderemos melhorar. Consideramos que somos uma cidade culturalmente feliz, pois temos uma existência repleta de eventos. Agora deixamos as questões do seu lado e desafiamo-lo a responder: Caro leitor, tem uma vida culturalmente feliz? Participa, efetivamente, em todas as atividades que gostaria? 

Dê uma vista de olhos pela Braga Cultural, aproveite para entrar no espírito que tanto caracteriza a nossa cidade e deixe-se levar pelas comemorações da Páscoa que estão aí a chegar.