3 de março de 2020

Braga, uma Cidade Culturalmente Feliz


Braga, uma cidade culturalmente Feliz

Sendo Braga considerada a urbe mais feliz de Portugal, achamos que deveríamos refletir um pouco sobre a nossa cidade. Afinal… o que é Braga? Quem é Braga? São questões que todos nós devemos refletir e até ousar responder. 

Consideramos que somos uma cidade culturalmente ativa e que se orgulha de envolver cidadãos e entidades na sua vida cultural. Reconhecemos que ainda muito podemos crescer e melhorar, mas temos já uma cultura transversal para todos os gostos e, admitindo que nem sempre o fazemos, vamos cada vez mais valorizando o nosso património. 

Nos dias de hoje, é quase impossível discutir o espaço cultural do concelho de Braga sem referir o “programa” Braga Cultura 2030. Recentemente apresentado, este programa de valorização cultural assenta na premissa da cultura inclusiva, eclética, democrática, de todos e para todos. Aquando do anúncio da apresentação da estratégia cultural para uma década (sim, dez anos de intensa atividade cultural), algumas vozes criticaram o facto de a apresentação vir a acontecer numa antiga escola localizada numa freguesia periférica. 

Ora, que melhor sinal a dar à comunidade senão descentralizar esta ação? A cultura é a identidade de um povo e a “nossa cultura” não se faz somente no centro urbano. Democratizar o acesso às iniciativas culturais e apostar na capacitação de novos agentes e na formação de públicos, envolvendo todos estes atores numa estratégia é, no mínimo, arrojado. Por isso,admitimos ter grandes expectativas para este desafio,liderado pelo Município de Braga e pelo Theatro Circo. A Estratégia Cultural de Braga 2020-2030 admite que “identifica a cultura como um dos pilares de desenvolvimento sustentável de uma cidade”, o que nos leva a acreditar que, com o início desta nova década, a vida cultural da cidade levará um grande impulso,tornando-se ainda mais rica e participativa. Através do sitewww.bragacultura2030.pt, todos os bracarenses sãoconvidados a participar na apresentação do programa, que garantem não estar fechado, pois deverá ser preenchidopelas sugestões de todos os cidadãos. 

O facto de este projeto ter sido apresentado na Escola de Oliveira (São Pedro) mostra-nos que ele irá influenciar toda a região. É louvável a descentralização dos eventos da cidade, pois Braga vai muito além do seu centro histórico. Aliás, muitos dos nossos marcos históricos ancestrais residem precisamente nas freguesias com cariz mais ruralizado, por isso, o público urbano hoje surpreende-se com as recriações etnográficas dos Grupos de Folclore, quando “Botam as Almas”, simulam “as Vindimas”, o “Lavar da roupa” e até o “malhar o centeio”. Mas é também necessário promover o intercâmbio cultural, levando às periferias as manifestações culturais da arte contemporânea. Como não lembrar o relevante papel da Galeria Mário Sequeira, em Tibães? É esta troca de experiências que nos torna mais ricos enquanto sociedade.

Estamos expectantes com o desenvolvimento da Estratégia Cultural Braga 2020-2030. Pensamos nós que a marca desta estratégia é deixar de pensar, de forma avulsa, os eventos e planear com as pessoas e com as entidades uma estruturação cultural que capitalizará o nosso concelho como exemplo para outras regiões. O facto de sermos a capital do Eixo Atlântico, ao qual pertencemos desde 1992e de termos o projeto Braga Cultura 2020-2030 poderá ser uma alavanca para nos prepararmos e termos uma boa candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2027. 

Braga já deu provas de que pode ter uma elevada adesão aos eventos culturais, e esta estratégia pode ser a aposta encorpada na formação de públicos. Com o passar dos anos, as portas do Theatro Circo foram abertas à cidade e hoje são muitos os bracarenses que visitam aquele espaço com maior regularidade. Para ajudar a perceber melhor a vida cultural da cidade, poderá dar o seu testemunho no projeto bragacultura2030 entrando no site e preenchendo o questionário “Que cidade é esta?”. Nós já o fizemos erecomendamos que o faça com tempo, pois o questionário dá espaço para a reflexão. Este questionário é mais uma prova dada de que o projeto Braga Cultura 2030 pretende incluir os cidadãos. 

A JovemCoop estará disponível para abraçar todos os desafios que poderão surgir ao longo desta década, mas,acima de tudo, estaremos sempre prontos para refletir sobre a nossa cidade, pois só assim poderemos melhorar. Consideramos que somos uma cidade culturalmente feliz, pois temos uma existência repleta de eventos. Agora deixamos as questões do seu lado e desafiamo-lo a responder: Caro leitor, tem uma vida culturalmente feliz? Participa, efetivamente, em todas as atividades que gostaria? 

Dê uma vista de olhos pela Braga Cultural, aproveite para entrar no espírito que tanto caracteriza a nossa cidade e deixe-se levar pelas comemorações da Páscoa que estão aí a chegar.

6 de fevereiro de 2020

Apaixone-se pelas Sete Fontes - 5ª edição


"Só amamos aquilo que conhecemos" é o mote que leva a JovemCoop e a Junta de Freguesia de S. Victor a realizarem a 5ª edição da atividade "Apaixone-se pelas Sete Fontes". A visita terá início no sábado dia 15 de Fevereiro, pelas 9h30 junto ao Cemitério Monte D'Arcos.  Aceite o nosso desafio e traga um amigo também.A visita ao Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes inclui a entrada nas galerias, por esse motivo aconselhamos a utilização de lanternas e calçado impermeável.Deixe-se apaixonar...

4 de fevereiro de 2020

Crónica "Voltamo-nos a apaixonar?"


Voltamo-nos a apaixonar?

Como já vem sendo hábito, a JovemCoop realiza, no próximo dia 15 de fevereiro, a 5ª edição da atividade “Apaixone-se pelas Sete Fontes”.

Esta atividade surge da nossa máxima de que “só amamos aquilo que conhecemos”, pois é impossível protegermos ou estarmos sensibilizados em relação a algo que não nos é familiar. Deste modo, aproveitamos a celebração do Dia dos Namorados e convidamos todos os bracarenses a abrirem o coração e virem conhecer um dos mais belos Monumentos Nacionais da cidade. Assim, como opção para evitar os programas comerciais que estão cada vez mais presentes nestes dias, sugerimos um programa cultural que incluí uma leve caminhada por aquele que é um dos pulmões da cidade. Para participar basta aparecer no Largo Monte D’Arcos, às 10h e trazer consigo uma lanterna, calçado adequado à caminhada e boa disposição. Abra o coração e venha apaixonar-se pelo local onde esperamos, em breve, ver o Parque da Cidade de Braga.

Não é segredo para ninguém que a JovemCoop é uma das associações que mais ambiciona ver o Parque da Cidade naquele local, dando ao Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes o reconhecimento merecido e a dignidade necessária.

No próximo dia 8 de fevereiro, a Câmara Municipal de Braga irá organizar a “Apresentação e Discussão Pública de Projeto do Parque das Sete Fontes e Plano de Urbanização”, no Museu D. Diogo de Sousa, pelas 9h30. Apesar de termos vindo a ser convocados para algumas reuniões de trabalho com a CMB, para abordarmos o estado deste projeto, participámos, em cada uma dessas reuniões, com elevada expectativa e dia 8 não será exceção.

Reconhecemos a complexidade que este projeto tem, principalmente porque a CMB não seria a proprietária dos terrenos, contudo acreditamos, também, que é necessário que comecem a apresentar algo palpável. A cidade necessita de um Parque Verde com alguma brevidade para que criar zonas de descompressão e o Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes, Monumento Nacional desde 2011, merece, sem dúvida, um maior reconhecimento por parte do nosso município. Já são muitos anos a utilizar este assunto como bandeira eleitoral, está mais do que na hora do Parque da cidade começar a deixar o formato de vídeo e começar a ser um projeto tridimensional em Braga.

Sabemos que com tramitações legais, nem sempre depende da CMB o desenvolvimento executório do projeto, e que o Município tem vindo a realizar reuniões com alguns proprietários; porém consideramos que é preciso uma maior celeridade em todo o processo. Por esse motivo, no dia 8 de Fevereiro, estaremos presentes na apresentação que a CMB está a organizar e iremos com a expectativa do firmar de compromissos entre os agentes autárquicos e a população. São já muitas as visitas realizadas ao local, e em todas elas pedimos aos visitantes para, durante o percurso, imaginarem o Parque Verde que será lá “construído”. Por esse motivo, achamos que todos aqueles que veem nas Sete Fontes um parque verde, devem ir à apresentação pública, para que possam ver quais os planos da CMB para aquele local e, caso seja pertinente, fazerem até alguma sugestão de melhoria do projeto. Afinal, as Sete Fontes são a prova viva de que a população consegue mudar o destino da cidade, necessitando de se expressar e nunca baixar os braços.

Gostaríamos de contar com a sua presença no dia 15 de fevereiro, com a certeza de que ficará apaixonado pelas Sete Fontes da mesma forma como nós somos uns eternos apaixonados por este monumento. Quanto às expectativas? Quem sabe no próximo ano, com as comemorações dos 10 anos da Classificação das Sete Fontes, estas já tenham na sua envolvente uma parte do Parque da Cidade.

7 de janeiro de 2020

Crónica "Um ano Cooperante"



Um ano Cooperante

Entramos no ano que agora se inicia não pelo pé direito, mas sim com os dois pés, ambicionando que este seja o início de uma década repleta de vida! Com a chegada do novo ano, decidimos refletir não sobre os nossos desejos, mas antes sobre tudo aquilo que fizemos, aquilo que realmente somos.
Ligada à Cooperativa dos Novos Pioneiros, em Agosto de 1979 nasceu a Associação Jovem Coop Natureza/Cultura, uma associação criada com base num intercâmbio que levaria cerca de dez jovens bracarenses até Malvern – Worcestershire, Inglaterra. Como associação estreante em intercâmbios, os anos que se seguiram tiveram sempre um grande foco nestas atividades internacionais, levando assim o nome de Braga pelo mundo e, ao mesmo tempo, recebendo representantes de todo o mundo em Braga.
Com o passar dos anos e sobre o mote “As coisas só têm sentido se dermos sentido às coisas” a associação foi percebendo que não adiantava simplesmente conhecer o mundo e não conhecer a sua própria região, começando assim a investir mais em Braga e nos bracarenses. Este período coincide com o desaparecimento da Cooperativa Novos Pioneiros e com a designação oficial de Jovem Cooperante Natureza/Cultura. Surgiram então as atividades mais ligadas à natureza, como os acampamentos e as caminhadas no Gerês.
Mais recentemente, percebemos que já íamos conhecendo tão bem a nossa cidade que tinha chegado a altura de fazer mais por Braga. Deste modo, fomo-nos tornando voz ativa na vida política da cidade, reflectindo sobre temas que achamos pertinentes, focando a nossa atenção na valorização e preservação do património, que durante décadas foi desvalorizado.
Hoje em dia, graças ao trabalho de voluntários, vamos preenchendo o nosso ano com diversas atividades para as mais variadas idades. Realizamos percursos temáticos com os nossos amigos da Braga+. Por diversas vezes, durante o ano, fazemos visitas guiadas ao Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes. Todos os anos participamos na recriação histórica das origens da cidade - a “Braga Romana” - e fazemo-lo de forma desafiante, explorando, ano após ano, temáticas distintas. Deixamos o vermelho e dourado de lado para abraçarmos o colorido do S. João de Braga, dando sempre o nosso contributo nas festas da cidade. O concurso de cascatas é, para nós, outro momento de aprendizagem, onde cooperantes mais graúdos ensinam os mais miúdos a recriar tradições do S. João, para que hajam sempre novidades na nossa cascata. Durante o ano levamos, também, o nosso testemunho a algumas escolas mostrando aos adultos de amanhã o impacto do voluntariado não só no quotidiano da cidade, mas também na nossa vida. Peddy-papers são também uma atividade que nos caracteriza, e que utilizamos quer para os bracarenses testarem os seus conhecimentos, quer para os novos visitantes ficarem a conhecer a nossa cidade maravilhosa, cheia de tesouros e recantos escondidos. Ao falarmos de atividades temos sempre de falar daquele que é o nosso ex libris; “O Nosso Património” é, sem dúvida alguma, uma das atividades que realizamos durante o ano e que sentimos ter um grande impacto, quer na vida de quem participa, quer na de quem dedica o seu tempo a organizá-la. Afinal, nesta atividade em que cruzamos todos os nossos pilares (desde a preservação do património, à valorização da natureza, passando pelo desporto), os jovens participantes são convidados, durante um mês, a conhecer melhor o património da cidade, realizando ainda um acampamento e algumas caminhadas pela natureza.
Contudo, nada disto seria possível sem termos as pessoas certas ao nosso lado, por esse motivo escolhemos começar o ano a agradecer a todos aqueles que nos apoiam, sejam instituições ou amigos. Queríamos, ainda em jeito de enaltecimento, agradecer a todos os voluntários da JovemCoop, que permitem que seja possível celebrar mais um ano de vida, que fazem do voluntariado uma prioridade nas suas vidas… Quanto a si, caro leitor, se ainda não conhecia o nosso trabalho e gostava de saber mais, estamos à distância de um click. Um bom 2020 para todos, repleto de atividades e voluntariado.