10 de dezembro de 2019

Crónica - Vamos falar de Voluntariado

Vamos falar de Voluntariado…
No passado dia 5 de dezembro, celebrou-se o Dia Internacional do Voluntariado. Em jeito de comemoração, a Escola Secundária Carlos Amarante, juntamente com a Junta de Freguesia de S. Victor, realizaram o IV Fórum das Instituições. 
A JovemCoop foi uma das entidades convidadas a integrar o painel de oradores, juntamente com a Associação Académica da Universidade do Minho e a Associação Synergia. Perante um público juvenil, fomos desafiados a falar não só das instituições que representamos, mas também sobre a nossa experiência pessoal enquanto jovens voluntários. Deste modo, ao aceitarmos o desafio proposto, fomos levados a refletir verdadeiramente sobre o impacto que o voluntariado tem nas nossas vidas. 
Quando pensamos que o voluntariado serve para ajudar os outros sem ganharmos nada em troca, não podíamos ser mais ingénuos! Na verdade, aquilo que recebemos é muitas vezes maior do que aquilo que damos, tendo o exemplo da experiência que o voluntariado nos dá, os valores que nos transmite e as ditas “skills” (capacidades) que nos permite desenvolver, tudo isto dando apenas o nosso melhor, e um pouco do nosso tempo, sem termos de pagar nada em troca. Afinal quem fica a ganhar: a causa pela qual nos voluntariamos ou nós mesmos?
Foi com esta reflexão que abordamos os jovens presentes no Fórum. Quase a terminar o secundário, e sem qualquer experiência profissional no seu curriculum vitae, o que é que os pode diferenciar dos outros? O que é que os pode tornar mais valiosos para a entidade empregadora?
As experiências de voluntariado, que podem ser nas áreas que mais nos agradam, ajudam-nos a dar valor e, acima de tudo, a ganharmos valor. Dependendo do projeto de voluntariado escolhido podemos desenvolver diversas capacidades, desde melhorar línguas estrangeiras, passando pela comunicação com outras gerações e entidades, o espírito de iniciativa, a criatividade, entre muitas outras. As nossas experiências, enquanto voluntários, tornam-nos seres ainda mais únicos e singulares, que além de nos evoluir enquanto pessoas, nos evoluem também enquanto profissionais. 
Na quadra natalícia que vivemos é fácil associarmo-nos a uma causa e termos o privilégio do sentimento que é missão cumprida, mas já pensamos como será que essas mesmas causas sobrevivem durante todo o ano?
Para que haja associativismo e atividades durante todo o ano é necessário que existam pessoas que dedicam algum do seu tempo a uma organização, que pode ser de carácter social, desportivo, cultural… O importante é vestirmos a camisola e podermos fazer do voluntariado uma das nossas missões do novo ano que se avizinha. Caso já seja um dos felizardos que abraça a causa do voluntariado e do associativismo, o desafio será, então, conseguir partilhar a sua missão com um amigo. Se cada voluntário levar mais um amigo, as associações conseguem duplicar os seus associados e terão, então, o dobro das mãos para trabalhar. 

Nesta quadra em específico, a JovemCoop, em cooperação com a Braga+, abraça a causa do Grupo Coral de Guadalupe – a Missão Põe Azeite – e realiza um percurso solidário onde a inscrição é uma garrafa de azeite. Esta recolha tem como objetivo temperar o natal dos mais carenciados e enriquecer o cabaz entregue pela Comissão Social da Junta de Freguesia de S. Victor. No dia 21 de dezembro, pelas 10h, o percurso que inicia na Capela de Guadalupe irá (re)visitar algumas das principais obras do mestre André Soares, celebrando, assim, os 250 anos da sua morte. Esperamos vê-lo por lá, caro leitor, para que possamos desejar-lhe umas boas festas. Despedimos de 2019, desejando que 2020 traga acima de tudo muito voluntariado!

15 de outubro de 2019

Crónica - Outubro um mês Associativo


Outubro um mês Associativo


Quando pensamos no mês de Outubro é fácil associarmos a chegada do Outono, com frio e chuva, automaticamente invocando a altura mais recatada do ano, onde as pessoas começam a viver mais no interior das suas casas. No entanto, a chegada de Outubro nada tem de recatado, pois é um mês que, talvez em jeito ainda de despedida de verão, tem um calendário repleto de atividades associativas.

Sendo o mês de Prevenção Contra o Cancro da Mama, Outubro veste-se de Rosa e preenche-se de atividades para todas as pessoas. Desde palestras, concertos passando por eventos desportivos, todas estas atividades são realizadas por um conjunto de Associações como a Rosa Vida, a Delegação de Braga da Liga Portuguesa Contra o Cancro, entre outras, que, neste mês, vestem-se de cor de Rosa e lutam por uma causa comum. Não podemos esquecer que durante o resto do ano todas estas associações realizam um trabalho essencial no apoio a doentes e familiares, que vai desde a ajuda na aquisição de produtos médicos, até consultas de psicologia. Este é um voluntariado essencial na sociedade que nunca poderá ser desvalorizado.

Existe ainda, no mês de Outubro, outra celebração importante para algumas entidades e associações da cidade. Falamos do Aniversário da Fábrica Confiança que comemorou recentemente 125 anos. A Confiança é o único edifício da época industrial que chegou até aos dias de hoje, mas que infelizmente tem um futuro incerto. Pelos 125 anos da Fábrica Confiança, a Plataforma “Salvar a Confiança”, reuniu 21 associações que cantaram os Parabéns pela efeméride, numa celebração original. no passado dia 12 de Outubro, houve música na Rua Nova de Santa Cruz e testemunhos dos antigos operários que lá trabalharam. Cada um recordou os tempos em que a Fábrica laborava e o perfume que dela emanava. Ali, também se cantaram os Parabéns, havendo bolo em forma do edifício Confiança. Foi uma celebração singular, juntando-se à simbólica iniciativa da Junta de freguesia de S. Victor que distribuiu sabonetes “Alfazema”, um dos mais famosos da marca Confiança, ou a exposição fotográfica que está patente na sede da Junta de Freguesia.

A JovemCoop junta-se às muitas atividades do mês de Outubro, fechando o mês com mais uma edição da  Braga Assombrada. Em conjunto com a Braga Mais, e com o apoio da Junta de freguesia de S. Victor e do Museu dos Biscainhos, realizamos mais um percurso temático. Esta atividade é, sem dúvida alguma, uma das atividades na qual temos maior adesão, talvez por unir o misticismo do Halloween, à história da cidade, despertando assim um elevado interesse nos bracarenses.

Apesar da chegada do Outono, Braga continua a mostrar que, existindo um calendário cultural rico em atividades associativas, a adesão é sempre elevada. Os bracarenses têm interesse em participar na vida associativa da cidade que, infelizmente, nem sempre é vbem divulgada.

Ainda assim, a JovemCoop, continuará, em Outubro,  as celebrações do seu 40° aniversário,  convidando os interessados a participar na Braga Assombrada, dia 31 pelas 21h30 no Museu dos Biscainhos, onde prometemos divulgar a história do museu com alguns sustos à mistura.

17 de setembro de 2019

Crónica - Deixar a Semente Germinar



Deixar a semente germinar

O Parque de Guadalupe é um espaço verde privilegiado na cidade, quer pela sua localização, quer pela paisagem que oferece a quem o visita. São cada vez mais os turistas da nossa cidade que procuram o Parque, despertados pela curiosidade de conhecer a Capela de Guadalupe, que ocupa um lugar de destaque em pleno centro histórico. A Capela com o seu formato de cruz grega viu o seu altar-mor, desenhado pelo mestre André Soares, ser recentemente restaurado, enriquecendo-a ainda mais. Assim, aconselhamos a que todos visitem a Capela e apreciem o seu “novo” altar, digno de ser admirado por todos.
Se a Capela de Guadalupe foi alvo de alguns restauros, também o Parque vai recebendo a sua manutenção e tudo isto acontece devido à comunidade ativa que se esforça e trabalha por aquele local. Quando falamos de Guadalupe, e de toda a sua comunidade, é impossível não destacar o Dr. Sousa Fernandes. Conhecido por toda a comunidade como “Sr. Dr.” foi através do seu espírito aberto, simples e cheio de iniciativa, que o Parque foi ganhando vida. Acreditando sempre que toda a comunidade é merecedora de usufruir do Parque, o Dr. Sousa Fernandes mostrou-se sempre disponível para acolher propostas de iniciativas no local. Desde a utilização da capela para celebrações religiosas, passando por grupos de escolas que lá realizam o corta-mato, ou grupos de escuteiros que lá fazem desde piqueniques até acampamentos, e as já famosas Lazy Sessions nunca ninguém viu as portas de Guadalupe serem fechadas. Tudo graças ao nosso “Sr. Dr.” que semeou em toda a comunidade o espírito de partilha que só ele sabia viver. Hoje podemos ver que a semente por ele deixada começou a germinar.
A prova de que o legado deixado pelo Dr. Sousa Fernandes dará muitos e bons frutos acontece durante os próximos tempos. Enquanto o uso cultual está indefinido, toda a comunidade se tem juntado no parque, ao domingo de manhã, para ir fazendo a manutenção do mesmo. Os fiéis que outrora viriam para a celebração da Eucaristia, hoje vão ao parque cortar a relva, pintar os baloiços, aparar as árvores e todo este trabalho é realizado desde os membros mais antigos da comunidade até aos recém-chegados, que em comum têm a missão de cuidar de um espaço que é de todos e que sonham um dia ver aberto ao público.
A biblioteca da árvore é uma nova iniciativa que irá ocorrer no Parque de Guadalupe, onde as pessoas poderão disfrutar do espaço verde e lerem um dos livros que lá estarão disponíveis. A sua inauguração estará para breve, mas antes recordamos que esta iniciativa ímpar na cidade foi escolhida por cidadãos aleatórios que votaram neste projeto, num concurso organizado pelo Pingo Doce. Este resultado é mais uma prova de que a população tem vontade de usufruir do Parque e que há um desejo de que este seja continuamente aberto ao público.
Deste modo, se considerarmos que a população mostra, de diversas formas, a vontade em ter o parque disponível para ser visitado, e considerarmos ainda que este é dos poucos pulmões verdes em pleno centro histórico da cidade, chegamos a uma fórmula perfeita, em que o resultado só poderá ser a abertura pública do Parque. Numa hora de readaptação do espaço, pode ser esta a oportunidade para a Irmandade de Guadalupe, o Município de Braga e a Arquidiocese de Braga gizarem uma solução para que todos os cidadãos possam vir a usufruir do espaço, assim como para os turistas que o desejem visitar.
Enquanto o Parque de Guadalupe não vê os seus portões abertos, a JovemCoop, continuará a trabalhar em conjunto com a comunidade na manutenção do parque, salvaguardando não só um espaço verde, mas também as memórias de 40 anos de associativismo. São muitas as atividades realizadas naquele local que estará sempre ligado à história da associação. Assim, continuaremos a valorizar e salvaguardar o Parque de Guadalupe, homenageando de forma singela o nosso amigo Dr. Sousa Fernandes e permitindo que a semente por ele plantada germine dentro de nós.

12 de agosto de 2019

Exposição "40º Aniversário JovemCoop"


Caros amigos,

é já no próximo dia 16 de Agosto que a JovemCoop inicia mais uma década de vida, os seus 40 anos. De forma a dar início às celebrações, no dia 17 de Agosto, sábado, pelas 18h30 inauguramos na Junta de Freguesia de S. Victor uma exposição sobre os 40 anos de uma das associações mais antigas da cidade. 
Convidamos todos os amigos a estarem presentes e a partilharem as suas memórias com toda a associação. No final todos juntos iremos soprar a velas, pois 40 anos são motivo para muitos festejos. 

Contamos com a vossa presença,
JovemCoop


11 de julho de 2019

Dia 9 - "O Nosso Património"




Hoje fomos ao Bom Jesus.
Subimos o escadório a pé, onde a monitora Margarida nos foi informando sobre este emblemático sítio, classificado recentemente como Património Mundial da UNESCO. Também nos explicou o significado de vários elementos decorativos que fazem parte deste percurso.
Aprendemos que o escadório do Bom Jesus está dividido em 3 partes distintas: o escadório do pórtico, o escadório dos 5 sentidos e o escadório das 3 virtudes.
Logo no início da 1ª parte do escadório encontra-se um grande arco pórtico, com 7 metros de altura e 4 metros de largura, que inicia este longo percurso. Esta parte do escadório destina-se à representação de vários marcos importantes da vida de Jesus que constituem a Via-Sacra em pequenas capelinhas. Infelizmente, não tivemos a oportunidade de ver o interior de todas as capelas pois muitas delas encontravam-se em remodelação.
Na 2ª parte do escadório, realçam-se os 5 sentidos que conhecemos: a visão, a audição, o olfato, o paladar e o tato, que se encontram mencionados em várias fontes espelhadas pelos lanços de escadas existentes. A cada um dos sentidos é correspondido um animal específico: na visão, a águia; na audição, a vaca; no olfato, o cão; no paladar, o macaco; e no tato, a aranha. Junto a estas fontes também podemos observar estátuas de figuras religiosas que enaltecem os sentidos, juntamente com inscrições.
O escadório das 3 virtudes valoriza as virtudes teológicas, a fé, a esperança e a caridade. Tal como o escadório dos 5 sentidos, esta parte do percurso é acompanhada por estátuas e descrições de cada virtude, destacando-se a caridade.
Para além disso, nós pudemos ficar a conhecer um pouco da história deste importante local.
O projeto da construção do Santuário, tal como hoje o conhecemos, parte da iniciativa de D. Rodrigo de Moura Teles, em 1722. D. Rodrigo de Moura Teles ainda esteve presente durante a construção das primeiras duas partes do escadório. No entanto foi D. Gaspar de Bragança o arceisto que contratou Carlos Amarente e deu a forma que hoje vemos ao Bom Jesus. 
No fim de todo o percurso, encontramos a estátua de São Longuinho e a sua lenda...



10 de julho de 2019

Dia 8 - "O Nosso Património"



No quinto dia da décima quinta edição do nosso património, fomos todos visitar o Museu dos Biscainhos. Quando entramos fomos recebidos por um guia, que nos explicou a importância dos motivos
Geométricos do chão da entrada (serviam para os cavalos não escorregarem), pois inicialmente aquele local seria a cavalariça, em seguida levou-nos para o "andar dos nobres", onde só os senhores podiam aceder. Mostrou-nos a "sala de espera "e um salão que era utilizado para acolher nobres, quando eram muitos e também quando haviam festas. Este último tinha as paredes decoradas com azulejos e no tecto a pintura que retratava a trágica morte do Beato Miguel de Carvalho. Em seguida, visitamos uma sala de oração destinada unicamente às senhoras, que nessa época não podiam sair de casa e também uma sala de "estar", conhecida como a sala do estrado, também essa apenas dedicada às senhoras.Visitamos uma sala de jogos e de música, com o tecto decorado com relevos de instrumentos musicais da época, a sala continha inúmeros objetos da época como mesas de chá e licor e mesas de jogos com varias recriações expostas. Entramos num escritório onde podemos ver uma recriação da caligrafia feita com uma pena e que ao canto continha uma mini biblioteca. 
Por fim, passamos à sala de jantar. Uma das primeiras salas de jantar em Portugal. Vimos várias Porcelanas orientais e adornos de prata. No centro encontrava-se uma mesa posta, que retratava a forma como eram colocadas a mesas na época. Seguimos para o piso inferior para vermos a cavalariça mais recente da casa (local de alojamento de cavalos) onde nos foi mostrado uma carroça, um chão apropriado para o andamento dos cavalos e quatro celas, onde estes eram amarrados por cordas. Saímos para o exterior e seguimos para a cozinha onde nos foi explicado que um dos lados do local  seria para o aquecimento dos alimentos e do outro lavavam-se e preparavam-se os alimentos, neste último lado existam três tanques de água e uma mesa com objetos variados, característicos do local. Quando o guia acabou a sua explicação sobre os objetos e as funções da cozinha, deu-nos a oportunidade de visitar o jardim . O jardim era muito bonito e espaçoso, esta dividido em três patamares, sendo o primeiro o único com o formato original, um jardim barroco, o segundo patamar seria na época um pomar, e o último daria lugar à horta. 

8 de julho de 2019

Dia 6 - "O Nosso Património"



Começamos hoje a 2 semana da XV edição d"O Nosso Património". Como é habitual, começamos o dia na Junta de Freguesia de S. Victor, para de seguida irmos para as Sete Fontes em Braga. O Monumento Nacional das Sete Fontes  é um antigo complexo de abastecimento de água potável e representa um testemunho único da genialidade da arquitectura portuguesa barroca do SÉC.XVIII. Este sítio terá sido construído entre 1744 e 1752. A água que nasce naquele local, é direcionada para as mães de água, normalmente são edifícios onde se encontram várias condutas de água , no seu interior, ao centro têm uma bacia côncava que faz um remoinho de água, assim as areias ficam no fundo e a água sai "filtrada" para a próxima conduta. A partir destes depósitos a água segue para a cidade através de uma conduta, sendo o percurso total de cerca de 3500 m. De seguida seguimos para a junta, passando por a capela de S Victor o Mártir. Esta capela foi construída em homenagem a S. Victor, no local do seu nascimento. E assim foi o 1 dia da nossa 2 semana d"O Nosso Património" realizado pela JovemCoop.

 Mara e Patricia



Dia 5 - "O Nosso Património"


No quinto dia da décima quinta edição do nosso património, fomos todos à capela de S. Vítor o Velho onde aprendemos um pouco mais da historia de S. Vítor. Esta capela é em estilo neoclássico, é constituída por um altar mor e dois laterais.
            Depois de preenchidas as fichas sobre esta fomos para a fabrica Saboaria e Perfumaria Confiança fundada em 1894. Esta foi uma fábrica muito conceituada e interessante, na altura que estava funcional deu emprego a muita gente da região. Atualmente este edifício pertence ao município, está um pouco abandonada e sem utilidade. Enquanto estávamos a preencher as fichas da Confiança, refletimos sobre o potencial deste local, que daria para albergar inúmeros projetos.
            Já quando chegamos há junta vimos alguns vídeos da web serie S. Victor de Portas Abertas. O primeiro falava sobre a historia de S. Vítor e explicava a sua lenda, já o segundo falava da igreja de S. Vítor e as suas funções. O terceiro vídeo falava sobre a capela de S. Vítor- o-velho e da Capela de S. Victor o Mártir e o tipo de arquitetura e a sua respetiva historia

Lara e Mariana



4 de julho de 2019

Dia 4 -"O Nosso Património"



Hoje, no 4 dia da décima quinta edição do nosso património, começamos a manha com algumas dinâmicas de grupo. De seguida partimos para o local previsto de hoje a Capela de Nossa Senhora de Guadalupe.
No início da nossa visita aprendemos mais sobre a historia daquele local. É uma capela do século XVIII, recentemente o altar-mor foi restaurado pela Confraria de Nossa Senhora de Guadalupe, devido as más condições que apresentava, mostrando agora a verdadeira obra de André Soares com alteração as cores que demonstrava. Uma das características desta Capela destaca-se pela sua arquitetura invulgar em forma de cruz grega e arredondada.
O estilo desta capela é rococó e apresenta uma planta centralizada. A capela não esta centralizada nem no terreno do parque onde se encontra, nem na sua escadaria estando virada para sudoeste pensasse que esta assim pois esta está virada para a Sé de Braga. A capela tem três altares dois destes laterais. O altar lateral direito tem a Nossa Senhora da Piedade. O altar lateral esquerdo tem S. Marçal. O altar central é constituído pela imagem de Nossa Senhora de Guadalupe.
Após a realização das fichas habituais, lanchamos e planeamos os nomes e gritos de guerra de cada grupo.
Terminamos assim mais um dia de atividade, o que será que amanha iremos fazer?

Bárbara Araújo e Laura Sofia Coelho




3 de julho de 2019

Dia 3 - "O Nosso Património"




Iniciamos o 3.º dia de património na Junta a fazer diversos jogos,como por exemplo, telefone estragado e depois um jogo de equipas.
De seguida, a monitora Margarida organizou os grupos com quem iríamos trabalhar o resto do mês.
Ao fim de organizarmos os grupos dirigimo-nos à Igreja de S. Victor, onde o presidente Dr. Ricardo Silva nos apresentou a igreja e contou a história de S. Victor e de outros santos, que estão pintados nos azulejos. Victor era um jovem romano, quando foi convidado por outros romanos para se juntar a eles nas festividades em honra da deusa Ceres, porém Victor recusou-se dizendo que não acreditava em Deuses,mas sim em um só Deus. Os romanos muito revoltados com isso levaram Victor ao chefe supremo, esse falou com Victor, mas este continuou a dizer que não acreditava em deuses, então o chefe mandou chicotear Victor. Ao fim de esse ser chicoteado os romanos voltaram a levá-lo ao chefe,mas Victor insistiu e disse que não acreditava em deuses. Então, o chefe mandou queimar Victor com ferros quentes,e ao fim os romanos voltaram a levá-lo ao chefe,mas Victor continuou a dizer que não acreditava em deuses. O chefe decidiu então que a única solução era a morte,ditando assim que Victor seria decapitado . O chefe não quis enterrá-lo,mas sim deixando o seu corpo para que os animais o pudessem comer, pois isso seria uma humilhação. Entretanto apareceram lobos,mas esses não comeram o corpo de Victor, muito pelo contrario protegeram-no para que nenhum animal o comece. Mais tarde os amigos de Victor depararam-se com ele decapitado então enterraram-no e limparam o sangue. Desta forma Victor tornou-se S. Victor, um dos muitos santos martirizados.
No final da visita a Igreja preenchemos uma ficha de sítio,onde tínhamos de preencher com os respetivos grupos diversos espaços com informação da parte exterior da Igreja.





Dia 2 - "O Nosso Património"


Bom dia!
            Hoje foi o 2º dia da XV edição d"O Nosso Património" realizado pela JovemCoop. Primeiro, na Junta de Freguesia de S. Vítor, fizemos uma pequena apresentação dos novos integrantes e realizamos uma dinâmica de grupo para nos conhecermos melhor, que consistia em dizer os nomes de todos os participantes, juntamente com um adjetivo que os definisse.
            Por volta das 10:00 horas, saímos da Junta de Freguesia e caminhamos durante 15 minutos com rumo ao museu D. Diogo de Sousa.
            Quando chegamos, guardamos as nossas mochilas num cacifo e conhecemos o nosso guia chamado Arnaldo. Antes de iniciar a visita, vimos um curto vídeo de apresentação sobre o funcionamento de um museu arqueológico, mostrando desde o precessos de escavação, até ao restauro e exposição final das "peças", por exemplo, a Mamoa de Lamas. Também explicava a importância da arqueologia e o trabalho do arqueólogo para a reconstituição do passado.
            Antes de mais, o guia relembrou quem foi D. Diogo de Sousa. Nasceu em Figueiró dos Vinhos, em 1461 e foi arcebispo de Braga entre 1505 e 1532. Destacou-se pela sua ação na área do urbanismo, nas artes e na educação. Está sepultado na capela da Nossa Senhora da Piedade, na Sé de Braga.
             Começamos a visita pela sala que abrange desde o paleolítico (idade da pedra) até à idade do ferro, onde vimos reconstituições de pinturas rupestres, bifaces, seixos talhados encontrados no norte de Portugal, e vimos algumas utilizações do barro: ânforas para armazenar água, cereais, vinho…
            Na segunda sala entramos no período romano onde podemos encontrar louças, pedras de construções, moedas, as primeiras canalizações e algumas ferramentas rudimentares como machados e arcos. Além disso, possuía artefactos raros como a "tijela" de prata com detalhes em ouro (apenas existem duas no mundo) e objetos de adorno em ouro.
            Na terceira sala encontram-se diferentes maquetes que explicam como eram os espaços públicos no tempo de Bracara Augusta, as termas, mas também os espaços privados, como as habitações, mais propriamente a Domus das Carvalheiras.
            Na quarta sala observamos os miliários (cada um indicava a distância de uma milha) que eram utilizados para a sinalização viária, as pedras tumulares, os sarcófagos antigos onde eram sepultados os mortos e alguns objetos encontrados dentro das sepulturas que faziam parte de rituais funerários.
            No subsolo, fomos visitar um mosaico do século I praticamente intacto. No mesmo sítio podemos encontrar canalizações antigas que também não foram alteradas ao longo dos anos. Este local é especial pois está in situ, ou seja, no local onde foi encontrado, pois descobriram-no quando iam construir o museu.
            Para fechar com chave de ouro, tivemos a incrível oportunidade de visitar o laboratório do museu onde estão armazenadas diferentes peças e algumas ainda estão a ser reconstituídas.

            Às 12:30 regressamos novamente à Junta de Freguesia e acabamos assim o nosso 2º dia.



1 de julho de 2019

Dia 1 "O Nosso Património"


 E finalmente chegou...

O tão aguardado dia 1 de Julho, para começar a XV edição, d’O Nosso Património, uma atividade realizada pela JovemCoop, em parceria com a Junta de Freguesia de S. Victor.
Eram 9:30 quando nos reunimos no auditório da Junta cheios de vontade de começar mais uma edição, pois tal como eu alguns dos participantes já participaram noutras edições.
Depois de todas as apresentações feitas, tanto de monitores como de participantes, foram-nos dadas as boas-vindas pela Coordenadora Geral da JovemCoop, Margarida Pereira, e pelo presidente da Junta de Freguesia de S. Vitor, Dr. Ricardo Silva.
De seguida fomos para o pátio e fizemos algumas dinâmicas de grupo, como, por exemplo, o jogo de apresentação em pares, que consiste em conhecermos melhor o nosso par, para de seguida nos apresentarmos um ao outro. Outro jogo era o tradicional jogo do Nó que consiste em fazermos um círculo com as mãos dadas e tínhamos de decorar o nome das pessoas que estavam ao nosso lado. A seguir misturávamos todos e voltávamos a dar a mão ás pessoas que ficaram junto a nós, tudo isto dava um grande nó humano, o objetivo do jogo era desfazer o nó sem largar as mãos, ficando todos na posição inicial...Neste fomos quase perfeitos!!
Para continuarmos a conhecermo-nos melhor, o monitor Belo fez uma variante do jogo do lencinho em que a pessoa que estava a segurar o lenço em vez de chamar por números, chamava pontos em comum, por exemplo, quem já tinha visitado as sete fontes, ou quem tinha irmãos...
Mantendo o mesmo seguimento formamos uma roda, em que cada participante dizia algo que já tinha feito e dos outros participantes que já tinha feito davam um passo em frente, assim conseguimos perceber que temos muito em comum uns com os outros.
Outra dinâmica de grupo que fizemos era de ordenar os participantes de várias maneiras: por idades, número de calçado e ordem alfabética, sempre em menos de 1 minuto.
Hoje ficamos a conhecer melhor alguns dos participantes, e assim começamos a fazer as primeiras amizades.


Assim terminou o primeiro dia da JovemCoop...
Vamos ver o que amanhã nos espera,
Raquel 

25 de junho de 2019

Crónica - "O Nosso Património"


O Nosso Património… XV edição

Durante o próximo mês de Julho a JovemCoop, em parceria com a Junta de Freguesia de S. Victor, irá realizar a XV edição d”O Nosso Património”. Esta atividade visa preencher as manhãs dos jovens participantes dando a conhecer a história da cidade, em geral, e da freguesia de S. Victor, em particular.

Com início no dia 1 de Julho, são inúmeras as atividades que os participantes, sempre acompanhados por monitores, irão executar. Por um lado, vão visitar os locais mais emblemáticos da cidade, como é o caso do Museu D. Diogo de Sousa, que retrata as origens da cidade, da Capela de Guadalupe e até do Recolhimento das Convertidas, monumento classificado, mas que tem ainda o seu destino por desvendar. Por outro lado, os jovens integrados nesta atividade irão, também, conhecer os recantos da freguesia que passam alheios aos mais distraídos, como as alminhas e fontanários, a própria via XVII que, apesar de central, poucos lhe dão o devido destaque, ou até alguns monumentos e igrejas, como, por exemplo, a Capela do Senhor do Alecrim. Independentemente da classificação ou do estado de conservação, todos os locais serão registados e, quando possível, inventariados no seu interior para que possamos acompanhar a evolução dos mesmos ao longo do tempo. Munidos de máquinas fotográficas, fitas métricas e fichas de registo detalhadas, os jovens integrantes nesta atividade irão salvaguardar informações importantes, para um acompanhamento da história dos locais.

Tal como vem sendo hábito, o património desaparecido será também recordado no decorrer do mês de Julho, pois defendemos que ao relembrar os erros cometidos no passado iremos refletir na salvaguarda do que resistiu a tantos anos de história, mas vê o seu fim ditado.

Nos últimos três dias de atividade saímos da freguesia de S. Victor e realizamos um acampamento numa área periférica para que todos possam estar em contacto com a natureza, numa era em que, infelizmente, cada vez mais se valoriza o betão. São muitos os participantes que realizam o seu primeiro acampamento nesta atividade, o que nos deixa orgulhosos, pois estamos a gerar memórias e valores que jamais serão esquecidos.

Neste invulgar campo de férias, que celebra este ano a décima quinta edição, pretendemos convidar os jovens a conhecer a nossa história, a nossa identidade, de forma leve, divertida e original, combatendo o sedentarismo que enche o quotidiano de todos. Consideramos que todos precisamos de fazer um balanço entre as tecnologias que, ironicamente, cada vez nos isolam mais, e a verdadeira comunicação entre gerações, criando assim novos laços de amizade. Desta forma iremos ainda trabalhar consciências para que os jovens de hoje, que serão os adultos de amanhã, aprendam a ser agentes participativos na vida política da cidade, não permitindo que o destino da cidade fique apenas por mãos alheias. Já são alguns os exemplos de que o povo se faz ouvir quando realmente o assunto importa, pois tais ações salvaguardaram as Sete Fontes, o Recolhimento das Convertidas e lutam agora pela preservação da Fábrica Confiança, que desde a primeira edição é um local integrante no programa.

Caso tenha interesse nesta nossa atividade, as inscrições decorrem até ao dia 28 de Junho e podem ser feitas na Junta de Freguesia de S. Victor ou pelo e-mail info@jovemcoop.com. Os participantes devem ter entre os 12 e os 17 anos e as atividades decorrem de segunda a sexta, das 9h30 as 12h30, sempre com partida e chegada na Junta de Freguesia que nos acolhe. Caso tenha mais de 18 anos, e deseje participar, temos o desafio certo para si. Pode juntar-se à equipa de monitores, enviando para isso um e-mail para a JovemCoop com o nome, idade, e contacto.

Despedimo-nos desejando umas boas férias a todos, certamente que nos iremos encontrar neste período de pausa lectiva. Contudo, sugerimos que siga as nossas atividades através das redes sociais, acompanhando assim o diário de bordo pelos jovens integrantes nesta atividade. Quanto a nós, esperamos voltar em Setembro a este espaço de reflexão. 

17 de junho de 2019

O Nosso Património - Inscrições Abertas




Abrem hoje as inscrições para a XV edição de "O Nosso Património" que irá decorrer de 1 a 24 de Julho, na junta de Freguesia de S, Victor.

"O Nosso Património" é para jovens dos 12 aos 17 anos, e pretende não só dar a conhecer melhor a nossa cidade e freguesia, mas também para consciencializar os jovens a serem mais participativos e críticos na vida da cidade. Tudo isto de uma forma única e divertida, sem nos esquecermos que estamos de férias!

Durante o mês de Julho os participantes irão percorrer as ruas da cidade, de segunda a sexta feira, das 9h30 às 12h30 sempre com partida e chegada na Junta de Freguesia de S. Victor. As inscrições podem ser realizadas na junta ou através o email info@jovemcoop.com.

Tens mais de 18 anos e gostavas de participar?

Temos o desafio certo para ti, inscreve-te como monitor das atividades.

Garantimos uma experiência única que te vai ajudar e enriquecer o curriculum de várias formas!



28 de maio de 2019

Cronica "Quando o (in)esperado acontece…"




Quando o (in)esperado acontece…

Braga começa agora a despir o vermelho e dourado que a cobriram durante cinco dias repletos de festividades, honrando assim a sua cidade romana fundadora, Bracara Augusta. Foram dias preenchidos com a participação dos mais variados grupos da cidade, desde escolas, passando por associações a grupos de teatro e muitos são os bracarenses que se mostraram honrosos bracaraugustanos,  vestindo o seu passado com rigor e motivação.

Quem tem vivido a Braga Romana, desde o seu início, de imediato conclui que mais do que uma atividade lúdica, este evento da cidade é educativo, pois as escolas envolvem-se na história da fundação da cidade para se fazerem representar nos respetivos cortejos, mas também para estarem presentes no mercado romano. Também associações e outras entidades vestem as túnicas com rigor e recriam o quotidiano romano em variadíssimos espaços, como é o caso do acampamento militar, das termas romanas e da Domus Romana – onde a JovemCoop marcou presença.

Cada vez mais próxima de Bracara Augusta, esta recriação histórica sofreu este ano algumas alterações. Destacamos a modificação da localização, pois todo o evento está mais descentralizado, com objetivo de se aproximar da antiga cidade romana. Houve também uma excelente novidade nos espaços da feira, que soube unir Bracara Augusta às atuais ações de consciencialização ambiental, cabendo aqui lembrar a criação de fontanários romanos.

Durante cinco dias as ruas da cidade estiveram repletas; os espectáculos com “lotação esgotada”, as praças da alimentação cheias desde a abertura até ao encerramento e os cortejos a encherem as ruas sob o olhar dos mais curiosos. Tudo isto é de louvar, mas porque é que realmente a população que se mostra interessada e se deixa envolver?

Em oposição a um evento participativo, temos um domingo com as urnas de voto para as eleições europeias VAZIAS…

Foram inúmeras as ações de apelo ao voto que ocorreram nos últimos tempos sem,  no entanto, surtirem o efeito necessário. Na ordem do dia estão os resultados eleitorais, mas deveriam estar também as históricas taxas de abstenção, que em Portugal atingiram números a rondar os 70%, subindo mais 2,4% do que em 2014. Estamos bem acima da média europeia que teve a sua taxa de abstenção a rondar os 50%, o que já não é algo positivo.

Em nossa opinião, tamanha abstenção não significa revolta, pois para isso há formas de expressão. A abstenção é muito mais grave, mostra a indiferença e a leveza com que são escolhidos os representantes europeus no (e do) nosso país. A população está afastada da Europa, em geral, e da política nacional, em particular, uma vez que já se fala na repetição deste fenómeno para as eleições à Assembleia da República.

Mais grave que este resultado surreal, só mesmo os representantes partidários do nosso país dizerem já estar à espera que tal acontecesse. Não é normal, apenas 30% da população votar, se tal acontece é porque algo está muito mal, e é necessário tomar ações. É urgente consciencializar a população da importância do voto, não se limitando a pedir o apelo ao voto em vésperas de eleições. Há um longo caminho pela frente, para tornar os cidadãos mais participativos, mostrando o impacto que tal poderá ter na política nacional, e é fundamental começar pelas camadas mais jovens, a educação deve intervir desde já. Somos uma sociedade que vive o imediato, que participa em massa num evento na cidade, mas que não antecipa o futuro, e não tem consciência de tais ações. Também os romanos viviam de “pão e circo”, mas sempre conscientes e participativos na política da sua cidade. É urgente intervir, pois Braga não foi muito diferente com 62,2% de abstenção; mais uma vez, vai-se discutir política, apontar resultados, opinar acerca de candidatos, tudo sem realmente envolver a população e credibilizar as políticas e as medidas que induzam as pessoas a  VOTAR!

30 de abril de 2019

Crónica "Eu voto, ele vota, nós votamos, e tu?"



Eu voto, ele vota, nós votamos, e tu?

Nos dias de hoje expressar publicamente uma opinião ou o acto de votar são direitos dados como adquiridos por toda a população. No entanto, nem sempre foi assim.

Se recuarmos meio século, vemos uma sociedade oprimida, regida por uma ditadura que decide a quem  deve dar poder, que define quem pode pensar, mas acima de tudo que proíbe o direito à identidade a todos os cidadãos. Desde pequenos todos eram treinados para pensar da mesma forma, principalmente a mulher, que deveria ser submissa, que não tinha o direito a opinião e era tomada como ignorante.

Se hoje não é assim, tudo se deve à conhecida Revolução dos Cravos, que comemorou os seus 45 anos no passado dia 25 de Abril. Um dia em que Portugal se encheu de coragem e, através dos seus militares, abriu os seus pulmões para gritar LIBERDADE! No entanto, apesar do ano marcante de 1974, tudo levou o seu tempo a mudar e a tornar-se na realidade que hoje conhecemos. Por esse motivo é fundamental passar aos jovens de hoje a real importância de termos tido uma revolução, que nos abriu portas e nos trouxe direitos que hoje nos parecem fundamentais. O 25 de Abril é comemorado diariamente por cada um de nós. Cada vez que expressamos publicamente as nossas opiniões, cada vez que fazemos uma escolha nossa, qualquer que seja, estamos a comemorar a revolução dos cravos e a honra-la com o maior direito que ela nos podia dar, o direito a uma identidade individual.

Votar foi também um direito pelo qual cidadãos tiveram de lutar, sobretudo as mulheres! O direito ao voto significa uma escolha, significa uma atribuição de opinião individual, dá-nos consideração e valor, mas, acima de tudo, votar dá-nos o direito a uma participação direta na escolha de dirigentes ou representantes. Hoje em dia, são imensas as decisões que são tomadas recorrendo ao voto, principalmente a nível político.

Sendo VOTAR um verbo repleto de significado, não deveríamos nós viver numa sociedade mais participativa? Desde 1974 que as taxas de abstenção têm vindo a aumentar atingindo valores de mais de 50%. Estarão os abstencionistas conscientes do verdadeiro significado da abstenção?
Abster é como ignorar o direito de votar pelo qual tantos lutaram. Somos livres de exercer ou não o direito ao voto, no entanto cada vez que nos dirigimos às urnas somos também livres de qualquer decisão e voto, seja ele, branco, nulo ou partidário. É essa a decisão que conta no final; é por essa manifestação de voto que todos esperamos para eleger os nossos representantes. Abster é, simplesmente, ignorar uma decisão que deve ser de todos e passa-la para as mãos de outros. Não estamos aqui para defender qualquer partido político, mas sim sensibilizar para a importância do ato de VOTAR.

É fundamental que as forças políticas se juntem para combater a abstenção, sobretudo porque ela se faz sentir mais junto da camada mais jovem, que, por vezes, se vê distanciada da política e acaba por demonstrar o seu desinteresse não exercendo o direito ao voto. É necessário que as várias forças políticas se unam para consciencializar os jovens para uma política participativa, de todos e para todos, sendo essa sim a verdadeira democracia. Só assim iremos verdadeiramente honrar a revolução e fazer valer a nossa identidade.

Refletir sobre a abstenção é essencial e porque não fazê-lo agora, mesmo antes de entrarmos em mês de eleições europeias? Faça como nós, dirija-se às urnas e faça valer o seu direito. 

2 de abril de 2019

Crónica "A Semana Santa de Braga"




A Semana Santa de Braga

Estamos a viver o tempo da Quaresma e, sendo ou não crente e/ou religioso, esta é uma altura culturalmente rica na nossa cidade, que se pinta de roxo.

Durante os mais de 40 dias que separam o Carnaval da Páscoa, ocorre o Lausperene Quaresmal onde mais de 20 igrejas abrem as suas portas, mostrando o que de mais valioso e bonito podem ter. Todas bem ornamentadas, muitas dessas igrejas só abrem as suas tribunas neste momento do ano, o que faz com que esta seja uma oportunidade única de se apreciar peças ímpares do nosso património.
A última semana destes quarenta dias, é a chamada Semana Santa, e a nossa já é particularmente famosa. Como já vem sendo hábito, o programa da Semana Santa de Braga é bastante diversificado podendo, assim, chegar aos mais variados públicos. Uma consequência de tamanha oferta é o aumento turístico que se sente na cidade que, especialmente nesta época, faz jus a ser a “Roma Portuguesa”. Contudo, a semana tem como ponto alto as 3 procissões que enchem as ruas do centro histórico nas noites de quarta, quinta e sexta-feira.

No dia 17 de abril sai da Igreja de S. Victor o cortejo bíblico “Vós Sereis o Meu Povo” popularmente conhecida como “Procissão da Nossa Senhora da Burrinha”. Retomada em 1998, esta é a mais recente das 3 procissões, e conta a história da Salvação, na qual se destaca a fuga para Egipto, onde a imagem da Nossa Senhora vai numa burrinha, criando assim a expressão popular da procissão da “Burrinha”.

Nos dias 18 e 19 de abril, percorrem as ruas da cidade as procissões “Ecce Homo – Eis o Senhor” e a Procissão do “Enterro do Senhor”. Todas estas procissões, além de serem um ponto culturalmente marcante na semana, são também um exemplar momento da participação dos cidadãos, começando pelos que integram as procissões, até aos que vão ver, pela fé ou pela curiosidade, são os bracarenses, juntamente com todas as entidades envolventes, que fazem com que estas tradições do século XVII cheguem até aos dias de hoje.

Para além dos bracarenses, há cada vez mais turistas que vêm conhecer de perto as tradições da Semana Santa de Braga, o que faz com que tão importante como manter as tradições, seja estarmos preparados e sabermos receber todas essas pessoas. Somos o segundo “Melhor Destino Europeu de 2019” e esse título além de prestigioso é também uma enorme responsabilidade.

A Semana Santa é um dos períodos de grande ocupação hoteleira na cidade, que por vezes parece não conseguir corresponder às expectativas. No entanto, é preciso realizar um plano organizado para o crescimento hoteleiro na cidade, e não apenas permitir a construção de edifícios hoteleiros sem ter mãos a medir, apenas por estes incluírem o restauro de alguns edifícios centrais. É necessário ponderar projetos e analisar todas as opções possíveis. A localização, a volumetria, o choque paisagístico são alguns dos factores que devem ser tomados em consideração, pois não vale tudo apenas para termos mais investimentos hoteleiros. Afinal, se somos merecedores dos prémios é também devido à beleza do nosso centro histórico que deve ser preservado e não apenas alterado conforme seja conveniente. Não estamos contra o crescimento hoteleiro da cidade, apenas esperamos que a Câmara Municipal tenha um plano organizado, e que não valide projetos devido a uma necessidade que a cidade tem vindo a sentir. Estamos num período de reflexão, porque não reflectir sobre este crescimento também?

11 de março de 2019

VISITA GUIADA DIA DO PAI - TRILHO S. VICTOR


A Junta de Freguesia de S. Victor, a Paróquia de S. Victor e a JovemCoop antecipam as celebrações do Dia do Pai, convidando os interessados em participar numa visita guiada pelo património da Freguesia.

A visita guiada inicia-se na Igreja de S. Victor, onde se abordará a sagração do templo, em 19 de Março de 1698, tendo S. José como segundo orago. A visita continuará pela Capela de S. Victor-o-Mártir (onde se diz que S. Victor terá nascido) e pela Capela de S. Victor-o-Velho (onde, segundo a lenda, S. Victor foi martirizado).

Com esta atividade, além de divulgarmos o Património da Freguesia de S. Victor, queremos assinalar a importância da estrutura Família e dos valores familiares, homenageando todos os PAIS.

A visita inicia-se às 10h na Igreja de S. Victor e para participar graciosamente, basta FAZER AQUI A INSCRIÇÃO.

5 de março de 2019

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Visita Guiada Convertidas e Guadalupe


No âmbito da Celebração do Dia Internacional da Mulher, a Junta de Freguesia de S. Victor pretende dar a conhecer dois locais emblemáticos da Freguesia de S. Victor e intimamente relacionados com o  Quotidiano Feminino .

Assim, convidamos à participação nesta visita guiada que dará a conhecer a Casa das Convertidas e a Capela de N.ª Sr.ª Guadalupe, dois monumentos classificados como Imóvel de Interesse Público, desde 2012.

A visita conta com a colaboração da JovemCoop, da Associação dos Amigos da Casa das Convertidas e da Irmandade da Capela de N.ª Sr.ª Guadalupe.

A visita é gratuitas, mas carece de inscrição obrigatória:


Crónica "Parque Verde das Sete Fontes"



O Parque Verde das Sete Fontes

No passado sábado, a Câmara Municipal de Braga realizou uma sessão sobre a “Salvaguarda e execução de Parque EcoMonumental das Sete Fontes – apresentação dos estudos hidrogeológicos, arqueológicos, urbanístico e paisagísticos”, no auditório do Museu D. Diogo de Sousa.

Com cerca de oito oradores, parabenizamos o município por realizar esta sessão de esclarecimento, uma excelente forma de envolver os bracarenses no conturbado processo de construção do Parque Verde da cidade. Deste modo, envolve-se a comunidade nas decisões políticas da cidade, mostrando assim o que é realmente fazer política. Prova dada do mérito desta iniciativa foi a adesão que acabou por praticamente encher todo o auditório.

Aberta pelo Vereador do Urbanismo Miguel Bandeira, a sessão iniciou-se com uma participação bastante esclarecedora acerca das origens deste Monumento Nacional. Datado do século XVIII, existem escavações arqueológicas que comprovam a existência de ocupação naquele local nos tempos de Bracara Augusta, muito antes de ganhar a forma de abastecimento de água da cidade barroca que hoje conhecemos. Desta forma, todos os participantes ficaram contextualizados no que à valorização histórica deste monumento diz respeito.

De seguida percebemos que para além do inegável valor histórico, as Sete Fontes possuem um dos mais importantes elementos que a natureza nos dá, a água! Cada vez mais se fala da poupança de água, pois este é um bem que deve ser preservado e utilizado com moderação, pois, em vários locais do mundo, este elemento essencial é escasso. Análises recentes vêm mostrar que para além da água ser um bem essencial, a das Sete Fontes é potável e por isso própria para consumo, não necessitando de grandes investimentos para o aproveitamento da mesma. São já vários os bracarenses que se deslocam ao local da fonte com garrafões de água para se abastecerem.

Terminadas as duas primeiras intervenções, que foram mais uma contextualização do local e do que nele existe, seguiram-se as abordagens sobre o futuro, sobre o “maior Parque Verde do país”.
Apesar de não ter sido apresentado num projeto de como será realmente o parque, foram conhecidas várias plantas com as entradas do parque, a discussão de alguns acessos e ainda um resumido projeto 3D dos terrenos, tal como são hoje com a ideia de aproveitar grande parte do que já existe para a realização do parque. Contudo, aberto o debate, foi perceptível que as negociações com os proprietários dos terrenos, infelizmente, estão longe de terminarem. Enquanto alguns proprietários assumidamente não aceitam o valor inicial proposto pela CMB, outro continuam a afirmar nunca terem sido contactados pela CMB. Com uma plateia bastante participativa, damos ainda destaque às intervenções de alguns moradores, o que demostra que os bracarenses estão verdadeiramente empenhados em conhecerem o projeto, tendo mesmo sugerido algumas ideias sobre a construção do parque e até o alargamento do mesmo.

Quanto a nós, parece-nos urgente que as várias partes cheguem a um acordo legitimado pelas entidades que possam dirimir o conflito, para que realmente o parque possa sair do papel. Esperamos que numa próxima sessão sejam apresentados já os projetos 3D do parque, com datas realistas de construção do mesmo. Pois se o Parque da cidade do Porto demorou 30 anos para ser construído como foi dito, os bracarenses esperam que a construção do de Braga seja mais célere. Até lá, iremos continuar a realizar visitas ao Monumento Nacional das Sete Fontes, para que este se torne ainda mais conhecido, ainda mais valorizados e para que a ambição do parque seja uma ambição comum a todos os bracarenses.

5 de fevereiro de 2019

Crónica "Vamo-nos (re)apaixonar?"





Vamo-nos (re) apaixonar?

Como vem sendo tradição, a Jovemcoop dá o seu pontapé de saída anual com a iniciativa de visita às Sete Fontes e este ano não vai ser diferente, sob o mote “Apaixone-se… pelas Sete Fontes”.

Pelo quarto ano consecutivo, aproveitamos as celebrações do dia dos namorados e convidamos todos os bracarenses a virem conhecer o complexo Eco-Monumental das Sete Fontes, deixando-se envolver por tudo o que esta visita pode proporcionar.

No dia 17 de Fevereiro, com a sua cara metade, ou simplesmente com vontade individual de conhecer melhor o que a cidade tem para oferecer, venha acompanhar-nos pois iremos realizar, em parceria com a Junta de Freguesia de S. Victor, uma visita guiada àquele que é um dos ex-libris de Braga e que infelizmente carece de divulgação. Esta visita tem início às 9,30h e tem como ponto de encontro o Largo Monte d’Arcos (junto à entrada do cemitério).

Apesar de existirem vestígios de que, desde sempre, este local foi o principal responsável pelo abastecimento de água à cidade, só no séc. XVIII ganhou a forma que hoje conhecemos. Pensado por D. Rodrigo de Moura Teles, arcebispo de Braga entre 1704 e 1728, foi no entanto, no arcebispado de D. José de Bragança, mais especificamente no ano de 1741, que a sua construção se iniciou. Passados quase 278 anos desde o início da sua construção, este Monumento Nacional, ímpar no país, ainda não recebeu a valorização que lhe é devida.

O Parque Verde das Sete Fontes, que é como quem diz, o Parque da Cidade de Braga, parece ser uma das mais difíceis promessas a ser cumprida. Ano após ano, as mais variadas entidades, realizam actividades de divulgação na tentativa de sensibilizar os bracarenses a serem intervenientes ativos nesta causa política.

Vivemos numa cidade que ambiciona ser Capital Europeia da Cultura e para nós, um dos primeiros passos, passará pela criação do “Pulmão” que a cidade necessita, cruzando natureza com história de forma singular.

Mais próxima que a Capital Europeia da Cultura, está a nomeação de Braga como Melhor Destino Europeu 2019. As votações estão a decorrer até ao dia de hoje, por isso, se ainda não o fez, apresse-se a votar naquela que é a única cidade Portuguesa, entre as 20 finalistas. Muito nos devemos sentir honrados por esta nomeação, sem dúvida merecida, no entanto não nos podemos esquecer do desafio que com ela vem. Independentemente do resultado, Braga deve estar à altura das espectativas de quem a visita e um parque verde na cidade irá, sem qualquer dúvida, valorizá-la. Mas temos de estar conscientes que este tipo de “selo de qualidade” traz, com ele, um turismo de massas, que pode sobrecarregar a cidade, podendo estar não estar devidamente preparada/infraestruturada para receber milhares de turistas. A garantir este “galardão”, Braga tem de pensar se os operadores hoteleiros falam fluentemente uma ou mais línguas estrangeiras, se os nossos comerciantes sabem receber turistas e dar indicações para pontos de maior atração turística, se a varredura e higiene da cidade e o simples despejar das papeleiras do lixo estão asseguradas? E o Posto de Turismo, apesar de estar a subir nas estatísticas, já deveria ter uma outra linguagem institucional, apostando numa estratégia de comunicação mais musculada.

Desta forma, esperamos que a ambição de ser Capital Europeia da Cultura e também a nomeação para Melhor Destino Europeu 2019, sejam o “empurrão” que falta para Braga se dotar de estruturas que consubstanciem a qualidade de vida de quem cá mora e de quem nos visita. O Parque Verde das Sete Fontes será, com certeza, uma grande aposta ganhadora.

Enquanto isto não acontece, deixe-se (re)apaixonar pelas Sete Fontes, no dia 17. As inscrições são gratuitas mas obrigatórias. Contamos consigo?