20 de abril de 2018

Peddy Paper por S. Victor



No âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a Jovemcoop em parceria com a Junta de Freguesia de S. Victor vai realizar um peddy paper pela freguesia. Dia 28 de Abril venha conhecer alguns recantos de uma das maiores freguesias da cidade. Em equipa ou individual, todas as inscrições são bem recebidas, o importante é participar. Para o fazer só precisa de enviar um e-mail para info@jovemcoop.com, com o nome e o número de c.c. de cada elemento.
Contamos consigo no Largo da Senhora a Branca pelas 10h.

3 de abril de 2018

Crónica "Uma Semana Exemplar"



Uma semana exemplar

A Semana Santa de Braga é o período mais típico e mais famoso que se vive na cidade. Invadida por turistas, Braga veste-se de roxo e negro para assistir aos dias culturais, que preenchem o seu quotidiano durante toda a semana, de um modo singular.

Apesar da escassa informação acerca das origens desta semana, sabemos que as tradições semelhantes aos dias de hoje ter-se-ão iniciado durante o século XVI, sofrendo algumas alterações e variações ao longo dos anos. Apesar de histórica e tradicional a Semana Santa foi-se adaptando aos tempos modernos, prova disso é, por exemplo, o seu vasto programa cultural que passa pelas mais diversas exposições, até concertos, sem nunca esquecer as procissões que são, sem qualquer dúvida, o seu ex-libris.

Com cerca de 95% de ocupação hoteleira, a Semana Santa já tem provas dadas como um ponto alto no turismo da cidade e por esse motivo merece ser tratada com honraria. Se para nós o bem receber é tão natural, durante este período devemos estar ainda melhor preparados para os turistas que chegam de todo o mundo para conhecerem as nossas tradições.

A estreia do projeto “How  can I help you” (Como o posso ajudar) organizado pela Creative Zone em parceria com o Município de Braga, a Associação Comercial de Braga e o International House foi sem dúvida uma grande melhoria na organização da Semana Santa. Este programa ocorreu desde o dia 26 até ao dia 31 de março e o seu objetivo era ter sempre um grupo de jovens voluntários nas ruas de Braga para poder ajudar os turistas que chegam sem nada conhecer. Estes jovens davam as informações necessárias para que quem chegasse pudesse aproveitar os dias seguintes da melhor forma. Na nossa perspectiva, esta iniciativa não só melhora a imagem de Braga com um acolhimento exemplar, mas vai ainda mais além, pois cativa os jovens voluntários a saber mais sobre a história da cidade, aumentando os seus conhecimentos e também o espírito de iniciativa.

Devemos sempre pensar que cada acção acaba por ter um ciclo de consequências, e a verdade é que este projeto, apesar de ainda não se saberem os resultados finais, acaba por influenciar quer os jovens que participam, quer os turistas que dele usufruíram pois se a experiência é boa certamente a iremos querer repetir, ou pelo menos a iremos divulgar o que acaba por potenciar o turismo na cidade, não só ao nível hoteleiro, mas também envolvendo todo o comércio local.

Outra excelente aposta de melhoria da Semana Santa foi o facto de termos uma aplicação (app) associada a uma procissão. A App “Minha Freguesia” durante a tradicionalmente conhecida como “Procissão da Burrinha” dizia-nos não só onde ia a procissão, mas também nos contextualizava sobre os quadros que estávamos a ver naquele momento. Para nós é fundamental a contextualização das nossas tradições, e a distribuição de um caderno informativo no início da procissão é já uma boa iniciativa, mas quando associamos isso a uma App sabemos que estamos a chegar a um público ainda maior e que acima de tudo estamos a acompanhar os tempos modernos.

É fundamental que as tradições vão sendo adaptadas aos tempos modernos, sem nunca perder as suas origens é claro, mas hoje temos de tentar chegar a todo o público, a informação deve estar sempre acessível, tal como os locais. Por exemplo, na Freguesia de S. Victor a contextualização de alguns monumentos tem vindo a melhorar cada vez mais, além de estar nas várias línguas a que já nos habituamos, está também em braile e em língua gestual.

Sabemos que ainda muito se pode fazer para melhorar a nossa Semana Santa, mas também devemos reconhecer que este ano houve melhorias significativas que esperamos ver replicadas posteriormente. No entanto o mais importante exemplo que a Semana Santa nos dá é o espírito de união vivido por toda a cidade, que trabalha para fazer esta semana acontecer. Um espírito que deve ser vivido em todos os acontecimentos de Braga.

6 de março de 2018

Crónica "Icones de Braga"




Ícones de Braga

Muito se tem falado sobre a candidatura do Bom Jesus a Património Mundial da Humanidade, classificação instituída pela UNESCO. Foram cerca de 20 anos de trabalho e planificação, reconhecidos neste último mês, com a confirmação da presença deste monumento na lista de candidaturas. Desengane-se quem menospreza a presença do Bom Jesus na lista dos candidatos, pois para nela entrar são muitos os requisitos a ter em conta. Além de ter de garantir o Valor Universal Excepcional do monumento, a conservação e a proteção são também uma mais-valia que sustenta esta candidatura. Esta etapa, já conseguida, irá potencializar ainda mais o turismo de toda a cidade, particularmente de toda a área circundante do monumento. Agora, será necessário que esse turismo cresça de forma planificada, para que se consiga dar uma resposta digna desta candidatura, pois certamente ao aumentar a procura aumentam também as necessidades, como o alojamento, a alimentação e até mesmo os meios de transporte para que haja uma maior união entre o centro da cidade e o um dos seus santuários. Mandado edificar por D. Rodrigo de Moura Teles, este santuário sofreu grandes alterações, ficando como hoje o conhecemos apenas no século XIX. No entanto, apesar das alterações sofridas ao longo dos tempos, o conceito original nunca foi descurado pois a Via Sacra, no seu escadório, continua a realizar-se sobretudo na quaresma.

Também a Semana Santa de Braga é um potencial candidato para Património Imaterial da Humanidade, mas tem ainda muito a melhorar, apesar de ser já um marco importante na cidade. Embora esta candidatura seja a património imaterial, é preciso ter em conta o cuidado com a forma como as tradições tem sido implementadas e asseguradas, para que não descaraterizem a memória da cidade. Também é necessário um maior e melhor acolhimento aos turistas que nos visitam, pois cada vez mais o turismo é plural. Vivemos num mundo quase sem fronteiras, onde há cada vez mais facilidade em nos deslocarmos para conhecermos novas culturas e, com isso, chegam as novas línguas para as quais devemos estar preparados. Os materiais de apoio fornecidos a quem nos visita, devem ser adaptados aos tempos modernos, por exemplo, o mapa do barroco, distribuído no posto de turismo, já deveria estar mais actualizado, com uma imagem mais digna do século em que vivemos.

Existe ainda em Braga um Monumento Nacional, igualmente pensado por D. Rodrigo de Moura Teles, que poderia um dia ser candidato a Património Mundial da Humanidade. No entanto, devido às escolhas feitas anteriormente, esse monumento irá sempre sofrer as consequências e nunca poderá chegar a esse patamar. Falamos de um Monumento Nacional que é bastante completo, pois tem em si não só a sua construção, mas também a sua história e a fauna e flora que o envolve. Não fossem as escolhas tomadas, alheias ao monumento, e hoje poderíamos ter um Parque Verde das Sete Fontes muito maior, em vez de estar confinado às construções já existentes. Contudo o importante é que se concretize agora o Parque, pois a cidade precisa de um pulmão verde que a faça respirar melhor.

Como vê, caro leitor, vivemos numa cidade cheia de potencial no que ao património diz respeito e devemos honra-la cada vez mais. Deixe-se aproximar por estes ícones da cidade e verá que irá viver cada vez mais orgulhoso por Braga.

6 de fevereiro de 2018

Crónica "Apaixone-se..."


Apaixone-se…

No passado dia 29 de janeiro, a JovemCoop teve a honra de ser (re)eleita no Conselho Estratégico para a Regeneração Patrimonial e Urbana de Braga (CERPUB). Para nós é fulcral a existência de um conselho, constituído pelas mais diversas entidades, desde associações a juntas de freguesia, passando por individualidades com valor reconhecido no que ao conselho diz respeito. Tendo o CERPUB como função a definição de algumas linhas de ação municipal, a diversidade na sua constituição só pode ser vista como uma mais-valia para a cidade, dado que a discussão de um tema pode ser vista de diferentes perspetivas. Foram diversos os assuntos debatidos nesta primeira de quatro reuniões anuais. Foi abordado o projeto “Lojas com História” e também os centros comerciais de primeira geração, mas o foco da discussão esteve no prémio municipal de Reabilitação Urbana. Enquanto membros deste conselho esperamos que as medidas delineadas passem para a ação e que a reabilitação do centro da cidade passe a ser a palavra do dia.

Há ainda muito por fazer na cidade e não falamos apenas dos edifícios “habituais” como o S. Geraldo ou as Convertidas, mas também de algumas ruas como a Rua de S. Domingos, por exemplo, uma rua com grande afluência, onde se situa um dos equipamentos culturais da cidade e cujo edificado se encontra praticamente em ruínas. Na Rua de S. Gonçalo os passeios são praticamente inexistentes e na Rua de Sardoal os passeios têm socalcos que hoje não se coadunam com a mobilidade urbana.
Sabemos que fevereiro é conhecido como o mês do amor… e se fizéssemos com que todos se enamorassem por Braga durante todos os dias do ano? Vamos regenerar a nossa cidade para que os seus verdadeiros amantes a possam continuar a admirar?

É sobre o mote “Apaixone-se pelas Sete Fontes” que a JovemCoop convida todos os bracarenses a virem conhecer este monumento nacional. A terceira edição desta iniciativa acontecerá no dia 17 de fevereiro e o ponto de encontro é às 9h30 no Largo Monte de Arcos (junto à entrada do cemitério).

Esta atividade visa dar uma maior visibilidade às Sete Fontes, partilhando assim o potencial do local para ser o parque verde que a cidade precisa. É urgente respeitar o Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes, pois infelizmente apesar de ser uma área protegida devido à sua classificação, este local é um alvo constante de atos de vandalismo e até mesmo de furto de alguns equipamentos, como foi o caso do filtro da água que se encontra na bica pública. Acreditamos que com a concretização do tão aguardado parque verde haverá mais vida naquele local, o que originará uma maior vigilância do mesmo, realizada até pelas pessoas que o irão frequentar. E atualmente precisamos de vida naquele espaço, tendo em conta as legitimas aspirações dos proprietários dos terrenos, que são moralmente condenáveis, pois a colocação de vedações é, nada mais, nada menos, que braços de ferro entre privados e as entidades públicas. Quem fica a perder são as pessoas que querem visitar as Sete Fontes.

É certo que a JovemCoop anseia pelo Parque Verde das Sete Fontes, tal como muitas outras entidades que sempre lutaram pela classificação e preservação deste espaço, mas a demagogia de algumas juventudes partidárias deixa muito a desejar, pois certamente olvidam que o estado actual deste monumento nacional e de toda a sua área circundante é a herança de uma má gestão de quem nunca se preocupou em fazer daquele local um verdadeiro parque verde. Neste apontar de dedos parece-nos que o importante não é discutir o presente, passando uma esponja no passado. Se querem falar do presente, debate-se com a cidade o passado para, de seguida, todos juntos apontarmos para o futuro, para as soluções, pois isso é o que fazem os que verdadeiramente valorizam o espaço. Cooperam para que sejam superadas barreiras e, dessa forma, estaremos certos que será mais fácil concretizar o parque verde das Sete Fontes em algo real e não apenas uma promessa política.


Despedimo-nos reiterando o convite “Apaixone-se pelas Sete Fontes” no dia 17 de fevereiro com a certeza de que será um amor à primeira vista. 

9 de janeiro de 2018

Crónica "Resoluções de Ano Novo"




Resoluções de Ano Novo

Caro Leitor, esperamos que tenha iniciado 2018 da melhor forma. Muito nos honraria, caso tenha decidido seguir o nosso conselho e aproveitou as resoluções de 2018 para se dedicar a alguma associação. Hoje, tal como manda a “tradição”, gostaríamos de partilhar consigo algumas daquelas que, do nosso ponto de vista, deveriam ser resoluções de ano novo para a nossa cidade.

Continuamos a desejar que o Parque Verde das Sete Fontes saia do papel e comece a ganhar forma no terreno. Cada vez são mais escassas as visitas, por parte do Município, a este Monumento Nacional. Terão as Sete Fontes caído no esquecimento após o restauro das Mães de Água, em 2014? Esperamos estar completamente enganados e que 2018 seja um ano marcante na preservação, mas acima de tudo, na valorização deste local tão especial para a cidade.

A Casa das Convertidas, classificada como Imóvel de Interesse Público, continua a ter as suas portas fechadas, abrindo a magnífica capela com o seu retábulo do século XVIII apenas nos dias da sua padroeira. Parece-nos pouco ambicioso, termos o Recolhimento de Santa Maria Madalena, que outrora era tão cheio de vida, de portas fechadas, escondendo o valioso legado que está dentro daquelas paredes. Infelizmente, as Convertidas não são um caso isolado, pois a Saboaria e Perfumaria Confiança já viveu dias mais auspiciosos aquando a comemoração dos seus 120 anos, realizada pelos atuais dirigentes da cidade. Agora, ambos os edifícios veem no seu futuro grandes incógnitas. Será que 2018 reserva um final feliz para estas peças centrais do património na cidade, atribuindo-lhes os destinos que ambos os imóveis merecem?

Um exemplo feliz de requalificação e valorização é o edifício GNRation, um local que começa a definir a sua identidade afirmando-se numa cultura alternativa com algumas exposições e concertos. Mas, a par de tudo isso, é fundamental abrir as portas do antigo quartel da GNR atraindo a atenção dos bracarenses para o interior deste imóvel, pois são muitos os que desconhecem a vida daquele espaço. Talvez este ano, com a chegada da Capital Europeia do Desporto (CED’18), haja uma maior facilidade em levar os bracarenses a entrar no edifício e conhecer o que tanto tem para oferecer.

Esperamos que 2018 nos faça lembrar o incomparável ano de 2012, onde celebrámos a Capital Europeia da Juventude. A CEJ’12 teve uma grande conquista no que à envolvência associativa diz respeito, foram 365 dias com uma Braga ativa e participativa. Talvez grande parte do sucesso da CEJ’12 tenha sido, também, a exploração das várias vertentes da “juventude”, desde atividades mais pedagógicas, até desportivas atraindo assim jovens de todas as idades. Acreditamos que também a CED’18 não se ficará apenas por competições profissionais, como o futebol, nem por atividades físicas como a corrida, mas que irá explorar o desporto nas suas mais diversas formas, por exemplo a nível da saúde e até a sua ligação com a educação, pois ser CED’18 é muito mais do que acolher competições que já existem, é criar a nossa marca. Esperamos que este ano não se reflita na CIAJ’16 que pouco se sentiu na cidade, mas que deixe um legado que se estenderá para lá de 2018, pois essa será a principal vantagem.

Tendo a cidade a vida associativa que tanto ambicionou, é tempo de cumprir a promessa de uma Casa Associativa, talvez no edifício Francisco Sanches, com sede para muitas associações que, como a JovemCoop, não têm onde se instalar o que acaba por comprometer, em parte, o desenvolvimento de atividades.


Em suma, esperamos que 2018 seja o ano do Desporto, mas também o ano da Ação, pois, caro leitor, se recordar a nossa crónica de 2015 verá que, infelizmente, os desejos para a cidade se repetem pois nada foi feito no que a estes assuntos diz respeito. Um Bom Ano para si e para os seus são os votos da JovemCoop.