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4 de junho de 2012

BE visita as Sete Fontes e tece duras críticas!

"Diário do Minho" 03/06/2012


A deputada do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, esteve no passado Sábado nas Sete Fontes, numa visita com contornos estranhos...a deputada afirmava ter confirmação da AGERE para visitar o interior do Complexo, mas na verdade, o funcionário da AGERE não tinha recebido qualquer indicação nesse sentido. A sorte da Deputada foi conseguir apanhar a "boleia" de um outro grupo que ali fazia visita à mesma hora.

Felizmente, graças à visita dos Amigos do Areal, a Deputada lá conseguiu conhecer o interior das Sete Fontes e perceber o real estado daquele Monumento.

Afirmou aos jornais, que a CMB faz pouco do que a Lei exige e continua a afirmar que aquela zona continua a ser alvo dos interesses imobiliários.

Em suma, continua a faltar um instrumento forte como um Plano de Pormenor de Salvaguarda das Sete Fontes e é necessário inquirir o Sr. Secretário de Estado da Cultura sobre o muito que ainda há a fazer neste monumento!

Contamos com mais uma voz activa que também já conhece as Sete Fontes.

N.B. - Curiosamente, quando a Ministra da Cultura do anterior Governo esteve nas Sete Fontes com a JovemCoop, certo que em período eleitoral, fomos apelidados de manipulados e de nos associarmos a um partido que não zela pelas Sete Fontes. A nossa resposta foi que quem quer conhecer as Sete Fontes, deve ter, se possível, os melhores guias para fazer um melhor enquadramento histórico e da realidade. Independentemente da cor partidária e dos lugares que ocupam, também nos compete a nós, cidadãos ou entidades, responsabilizar os agentes políticos para melhor zelarem pelos interesses comuns de uma sociedade...e a cidade de Braga quer, cada vez mais, as Sete Fontes de usufruto público e salvaguardadas. Ainda bem que passado um ano, as mentalidades expandiram-se e optaram por fazer o mesmo, dando a conhecer o Complexo das Sete Fontes.


3 de dezembro de 2010

Parque Arqueológico de Braga...o ponto de vista do BE

retirado do "Diário do Minho" de 29/11/2010

Os deputados municipais do Bloco de Esquerda (BE) lamentam que as Opções de Plano e Orçamento da Câmara de Braga tenham ignorado a criação do Parque Arqueológico de Braga/Parque Cultural Europeu (PAB/PCE). Numa declaração proferida na última Assembleia Municipal, o BE fala da quebra de uma das principais promessas eleitorais de Mesquita Machado.

A declaração foi proferida por Henrique Barreto Nunes, que começou por lembrar que na Assembleia Municipal de 30 de Abril, o BE congratulou-se com notícias vindas a público dando conta de que a autarquia iria dar início ao processo, esboçado em 2008, da criação do PAB/PCE, fazendo incidir a sua intervenção na preservação dos núcleos arqueológicos das Carvalheiras e do teatro romano.

Apesar da satisfação, o Bloco diz ter deixado patente o seu cepticismo relativamente à efectiva concretização daquelas intervenções, atendendo ao conhecimento que têm sobre o modo como a Câmara de Braga tem conduzido a sua política em relação ao património arqueológico e histórico do concelho, em particular no que concerne a Bracara Augusta, onde normalmente só actua quando a tal é obrigada.

Assim, ao analisar as Opções do Plano para 2011 as suspeitas tiveram imediata confirmação, reforçadas pelas declarações de um dos responsáveis da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho (UAUM) ao “Diário do Minho” de 22-11-2010.

«O executivo camarário de Braga, alegadamente devido à crise financeira, decidiu não avançar com o Projecto do Parque Arqueológico de Braga/Parque Cultural Europeu, uma das principais promessas eleitorais de Mesquita Machado. Nem sequer, que saibamos, apresentando uma candidatura ao QREN para o que já existiam condições objectivas», critica.

O BE recorda que o projecto do PAB não é apenas um projecto da UAUM.

«Deverá ser um objectivo da cidade no âmbito da preservação, estudo, valorização e divulgação do seu património arqueológico e histórico, visando ainda aumentar o grau de competitividade cultural e turística da urbe. Pelo seu cancelamento quem perde é Braga».

Segundo o BE, em vez de investir na Cultura, Mesquita Machado gastou milhões de euros «em obras inúteis das quais a mais recente é o prolongamento do túnel da Avenida da Liberdade, certamente para beneficiar o espaço comercial ali em construção».

Dar um futuro ao nosso passado Barreto Nunes conclui que o executivo camarário maioritário nunca esteve seriamente interessado em valorizar as ruínas de Bracara Augusta.

«O pouco que a Câmara fez foi sob pressão da ASPA, da Universidade do Minho ou de movimentos de cidadãos, como se viu no recente caso das Sete Fontes», exemplificou.

O Bloco entende que a criação do PAB/PCE deve ser de novo um desígnio dos bracarenses empenhados em reforçar a sua identidade.

Pois os valores culturais que encerrará constituirão, conforme os autores do projecto, também uma importante «alavanca de desenvolvimento» e um poderoso «alicerce da cidadania» e um inestimável «suporte de auto-estima, essencial para, no presente, dar um futuro ao nosso passado».
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4 de outubro de 2010

Projecto de Resolução para as Sete Fontes - BE

No âmbito da discussão parlamentar da Petição do Complexo Monumental das Sete Fontes, no próximo dia 06/10, o Bloco de Esquerda apresentou um Projecto de Resolução, para ser discutido no mesmo dia.
É importante que no que concerne este processo de protecção das Sete Fontes, todos os esforços sejam reunidos, para que Portugal não fique amputado de um dos seus monumentos.

Realçamos que, quer o Bloco de Esquerda, quer o CDS/PP, nos seus projectos de resolução abordam e defendem uma zona non aedificandi em torno do Complexo das Sete Fontes. Poderá a discussão parlamentar confirmar esta ideia? No próximo dia 06 com certeza já teremos mais novidades que serão aqui publicadas.

Deixamos aqui o Projecto de Resolução do Bloco de Esquerda para conhecimento: