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10 de novembro de 2010

CEC como polo dinamizador da CEJ?

retirado do "Correio do Minho" de 31/10/2010

Fazendo fé no que vem veiculado nos jornais, a Capital Europeia da Cultura tem já (pelo menos, grande parte) o seu programa definido.
O facto de terminar a celebração com um grupo de créditos firmados e que arrasta multidões, como os Coldplay, faz já antever uma corrida a bilhetes e uma enchente na cidade de Guimarães.
Apostar numa banda com tal renome incentivará as pessoas a querer conhecer o restante programa de actividades, a participar nele e a descobrir a cidade de Guimarães.

Visto que Braga será Capital Europeia da Juventude, também no ano de 2012, parece estranho como ainda não há um programa totalmente definido, havendo apenas umas linhas mestras que pautarão as actividades.
Ainda assim, trazer os Coldplay ao Minho parece mais uma iniciativa de um programa da CEJ do que da CEC propriamente dita. Feito um balanço prioristico, é óbvio que quem fica a ganhar é a cidade de Guimarães.

Contudo, por via indirecta, também Braga poderá ususfruir desta iniciativa da cidade vizinha, porque facilmente se deslocará a juventude bracarense e os participantes na CEJ até Guimarães.
Mas não seria fantástico ter um grupo como os Coldplay em Braga e relançar o nome da nossa cidade no espaço europeu sem ser a reboque do S.C. Braga (que é quem mais tem contribuido para este fenómeno)?

É urgente reequacionar a CEJ e concretizar um programa que projecte Braga, enquanto cidade histórica mas com forte componente jovem. Guimarães já deu o mote...será que conseguiremos acompanhar?

26 de maio de 2010

Braga - CEJ 2012 - Artigo PUBLICO




Já foi a cidade mais jovem da Europa e é ainda um dos concelhos em que a juventude representa uma fatia mais alargada dos seus habitantes. Mas Braga é mais do que uma cidade feita de jovens, é também uma cidade onde os mais novos têm participação cívica activa. Agora, quer pegar nesta energia e apostar na qualificação e no empreendedorismo desta população quando for Capital Europeia da Juventude (CEJ), em 2012.



Esta não é uma organização de orçamentos milionários ou grandes obras públicas. A autarquia prevê gastar entre um milhão e um milhão e meio de euros, que serão gastos sobretudo em acções de formação. "A nossa prioridade é proporcionarmos mais qualificações aos jovens", assume o vereador da Juventude, Hugo Pires. "Queremos dar mais mundo aos jovens bracarenses", sublinha o autarca, de 32 anos. Além da formação, a CEJ também terá festa e eventos culturais, mas esses não serão a prioridade do município. "Daremos todos os meios necessários, mas terão que ser as associações de Braga e outras iniciativas privadas a fazer os grandes investimentos nessa área", explica Pires. Uma das propostas centrais do projecto de candidatura é a criação de um Gabinete de Empreendedorismo, em parceria com a Associação Académica da Universidade do Minho, que apoie os jovens a concretizar projectos empresariais e de criação de emprego.


A Universidade do Minho é um dos elementos centrais desta dinâmica jovem bracarense. "Tem sido muito importante para a fixação de jovens na região", lembra Hugo Pires. Em Braga estudam cerca de 10 mil alunos, um quarto em cursos de pós-graduação, e existe um conjunto de importantes centros de investigação que contribuem para a imagem de uma cidade jovem e inovadora. Este contexto ajudou a convencer o Fórum Europeu da Juventude, mas o júri considerou determinante a aposta na qualificação e no empreendedorismo, fazendo com que a a cidade portuguesa conseguisse bater a concorrência grega de Byron e Iráclion na fase final do processo de escolha.


"Cidade paradoxal"


À primeira vista, Braga parece uma intrusa num "clube" restrito de que fazem parte Roterdão, que acolheu o certame no ano passado, e Turim, que é a CEJ este ano. Antes da cidade portuguesa, também Antuérpia recebe o certame.


Mas, além de uma população muito jovem, o concelho tem também cerca de 100 associações inscritas no Registo Nacional de Associativismo Juvenil. "O facto de estar aqui sediada a Agência para o Programa Juventude em Acção é um incentivo à participação juvenil", aponta Tiago Mourão, dirigente da Ágora Bracarense, uma associação cívica nascida em 2005.


Entre esta centena de associações, há umas mais activas do que outras, mas, nos últimos anos, o que vai acontecendo em Braga tem quase sempre o cunho de uma população jovem. Foi o caso da petição pelo regresso do eléctrico à cidade, lançada por Pedro Morgado, em 2007, quando tinha 23 anos, e que pôs a cidade a discutir uma estratégia para a mobilidade.


"Nunca encontrei grandes entraves às iniciativas cívicas em que participei. Contudo, a questão essencial é saber se Braga está a aproveitar o enorme potencial da sua juventude para se desenvolver. E nesse aspecto penso que ainda podemos melhorar muito", avalia o autor do, entretanto extinto, blogue Avenida Central.


A defesa do complexo de abastecimento de água do século XVIII das Sete Fontes - ameaçado pela construção do novo hospital da cidade - também tem sido feita por uma associação juvenil, a Jovem Cooperante. Ricardo Silva, que preside a esta instituição de defesa do património e ambiente, acredita que Braga é uma cidade "cada vez mais aberta à criação de instituições ligadas aos jovens". "Mas este é um movimento colectivo espontâneo, que não tem por base o poder político", adverte.


Para a JSD - que foi a primeira instituição a propor a candidatura de Braga a CEJ - Braga é uma "cidade paradoxal". "Há uma dinâmica de uma sociedade civil jovem, mas que nunca foi acompanhada por igual vitalidade da parte da autarquia", critica João Marques, líder daquela estrutura partidária local.


Esta não é, contudo, uma visão unânime da governação bracarense. "A câmara tem ido de encontro às necessidades dos jovens. Sentimos um esforço nesse sentido", considera Tiago Mourão, da Ágora. "A autarquia tem apoiado, nos últimos anos, várias propostas do movimento associativo, quer em condições logísticas, quer financeiras", acrescenta o presidente da associação Synergia, Ricardo Sousa, apontando o Festival da Juventude, dos Jogos Sem Limites e do Festival de Bandas como exemplos de organizações municipais destinadas à população mais nova. Independentemente da visão sobre a forma como tem sido conduzida a política de juventude, em Braga quase todos estão de acordo que 2012 terá que ser um ano marcante. "Se esta Capital Europeia da Juventude não servir para mudar as políticas locais de juventude, não passará de um evento para a estatística", antecipa Luís Tarroso, que lidera a cooperativa cultural Velha-a-Branca. "Em 2012 Braga vai seguramente ganhar muitas actividades e eventos de grande dimensão porque vai haver dinheiro e o dinheiro disfarça a falta de iniciativa", lamenta.


Pedro Morgado quer que, em 2012, não seja esquecida a importância para a região da Universidade do Minho ou do Instituto Ibérico de Nanotecnologia, que nessa altura já deve estar a funcionar em pleno. "A CEJ será uma oportunidade para dar a conhecer a cidade e a região aos jovens europeus, revelando-lhe o potencial que esta encerra em termos de oportunidades, em particular no que diz respeito à investigação científica e uma para captar a atenção dos empresários europeus para o potencial humano que frequenta as instituições de ensino superior do Minho", afirma.


Para Ricardo Silva, da Jovem Cooperante, a realização "tem que ser algo que marque. E que crie condições para que Braga seja sempre uma Capital da Juventude". "A CEJ é um evento com um cariz marcadamente simbólico, mas esperamos que seja o gérmen de uma nova realidade para a juventude", concorda João Marques, da JSD.


Para a autarquia, a Capital da Juventude é o momento ideal para "projectar internacionalmente a marca Braga". "Queremos afirmar-nos no contexto europeu como uma marca de juventude e inovação. O objectivo é que sejamos vistos como uma terra de oportunidade aos jovens", sublinha Hugo Pires.

25 de maio de 2010

Convocatória CMJ


Convite a todos os jovens (que pertençam a associações ou que não pertencendo a qualquer colectividade tenham interesse em participar) para assistir à apresentação do Programa que conduziu à escolha de Braga como Capital Europeia da Juventude em 2012.

14 de abril de 2010

Braga - Capital Europeia da Juventude 2012



A JovemCoop apresenta, publicamente, a sua satisfação por Braga ter alcançado um resultado positivo na fase final da Candidatura a Capital Europeia da Juventude 2012.

A cidade de Braga saiu vencedora de uma votação complicada, pois competia com duas cidades de um mesmo país (Grécia). Felizmente, a acreditar naquilo que foi explanado pelo dirigente da Juventude Socialista de Braga, o programa da Candidatura de Braga mostrou-se forte e bem estruturado, acabando a escolha do juri por recair na nossa cidade.

Obviamente que manifestamos o nosso regozijo por este resultado, pois de alguma forma, queremos acreditar que o serviço voluntário que a JovemCoop tem desenvolvido em prol da juventude de Braga, pode ter sido um contributo para este resultado. As actividades de sensibilização e de participação cívica que temos vindo a promover ao longo de mais de 30 anos, reforçam a nossa posição de parceiro educativo não formal junto de uma população alvo sensível e que requer muitos esforços para se inserir, adaptar e "crescer".

Braga começará já a preparar as actividades para desenvolver em 2012.
Apesar de não ter sido apresentado às associações juvenis a versão final do programa da candiatura, acreditamos que agora a entidade responsável pela sua apresentação (CM Braga) reunirá com os parceiros e nos apresentará o dossier com a programação. Esperamos que Braga adquirá know-how e capitalize os recursos de que dispõe para que a nossa cidade seja sempre uma Capital Europeia da Juventude, mesmo depois do ano 2012.

Nós continuaremos a perseguir e a pugnar os mesmos objectivos de sempre e realizaremos o nosso programa de actividades que, esperamos nós, seja bem acolhido pela CMB e o anexe à CEJ2012.
Esperamos que as actividades que serão desenvolvidas tenham consistência e sejam fortes do ponto de vista da empregabilidade e inserção nos mercados de trabalho, mobilidade jovem, cultura e recreação juvenil e que  não seja vago e com colagens a actividades que o Município já vem desenvolvendo per si (Braga Romana, BragaJazz, Mimarte, etc).

Este selo de qualidade que foi atribuído a Braga visa, de facto, potenciar Braga como uma capital onde os jovens têm condições de vida, desde a inserção profissional, à qualidade de habitação e a programas de diversão e ensino. Por isso, esperamos que a CMB não se escude nas actividades que já realiza há muitos anos e não aproveite esta oportunidade para dar qualidade de vida e competências aos jovens.

A CMB e a cidade poderão contar com a JovemCoop no que entenderem que podemos ser úteis. A nossa única contrapartida é que a CMB seja séria, encarando-nos como um verdadeiro parceiro e legitime actividades e acções em prol da juventude.

À data, a CMB está de parabéns por este primeiro esforço de conseguir assacar para a cidade o epíteto de Capital Europeia da Juventude. Agora tem de dar provas de que quer, de facto, ser uma permanente CEJ.