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30 de janeiro de 2013

(Falta de) estratégia para a cidade

"Diário do Minho" 26/01/2013

Pode não haver divergências, mas parece haver falta de pensamento estratégico sobre o modelo de gestão e funcionamento do GNRation.

Aquando da cerimónia de entrega dos certificados às associações e entidades participantes na BragaCEJ2012, foi publicamente admitido que esta estrutura estaria em funcionamento em finais de Fevereiro/inícios de Março. Ora, a um mês de isso acontecer, não haver ainda certezas de como funcionará demonstra a forma pouco pensada de como se investiu no edifício. Parece algo do género "vamos fazer e logo se vê o resultado". Mas numa altura de ponderação financeira e de dar maior projecção às políticas municipais de juventude, fica-se com a sensação de que o GNRation, mais do que ser financeiramente sustentável, terá de ser financeiramente rentável, a partir da óptica da privatização.

Acrescendo ao facto de o município aumentar as tarifas da água e privatizar os lugares de estacionamento do centro, onde também se aumenta as taxas destes, faz parecer que a única estratégia é de sufocar os cidadãos, sobrecarregando-os de encargos. Sem grande futurologia, parece claro que o comércio do centro será, cada vez mais, estrangulado e afectado por medidas lesivas e pouco simpáticas para os cidadãos.


17 de maio de 2010

Água - aumentos e desperdícios

extraído de "Diário do Minho" - 16/05/2010


A Ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, afirmou a necessidade de aumentar as taxas sobre a água, numa postura concordante com o dirigente da Quercus, Francisco Ferreira. Este dirigente afirma mesmo que a água está barata e que o valor sobre esta deve aumentar para minimizar desperdícios.

Talvez nem a Sr.ª Ministra nem o dirigente da Quercus conheçam algumas das realidades do nosso País. Somos um País com grandes extensões de água, sobretudo a zona do Minho. Se soubermos poupar a água e raciona-la, talvez o seu preço ainda pudesse ser mais baixo. Mas para isso tinha de se identificar as várias bacias hidrográficas e a sua hierarquia e tentar canalizar os seus recursos. Era importante, por exemplo, reduzir o consumo de água da rede pública para abastecer piscinas e efectuar regas de jardins, podendo estas tarefas ser realizadas a partir de poços/cisternas de abastecimento de águas soltas.

Relembramos, novamente, o exemplo da água das Sete Fontes. Grande parte está à deriva pelo Complexo e outra parte segue canalizada a poços particulares e também para parte incerta. Uma política de acondicionamento, reordenamento e utilização poderia minimizar custos e precaver situações futuras.

Mas estas posições geralmente são esquecidas por quem de direito.